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Governo realiza mobilização para combater o Aedes aegypti antes do verão

Ação acontecerá entre 23 a 27 de outubro, tendo como objetivo mostrar importância de eliminar possíveis focos do mosquito antes do período de chuvas

A dengue, zika e chikungunya são vírus transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti, infectado. Todos eles podem trazer graves consequências quando entram em contato com os seres humanos, sendo que muitos destes efeitos ainda estão sendo estudados.

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Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de combater o mosquito, ainda antes do verão, período do ano quando acontece o maior volume de chuvas, o que facilita reprodução do aedes aegypti, o Governo Federal promoverá do dia 23 a 27 de outubro a Semana Nacional de Mobilização dos setores da Educação, Assistência Social e Saúde.

Ao todo serão mobilizadas 146.065 escolas da rede básica, 11.103 centros de assistência social e 53.356 unidades de saúde, sendo realizada pela Sala Nacional de Coordenação e Controle, que reúne os ministérios da Saúde, da Integração, da Defesa, do Desenvolvimento Social e da Educação, a Casa Civil e a Secretaria de Governo da Presidência da República, além de outros órgãos convidados.

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Segundo o Ministério da Saúde, estados e municípios têm autonomia para definir quais ações serão realizadas para mobilizar as áreas. No entanto, a orientação é que sejam promovidas atividades que envolvam a prevenção e o combate ao Aedes, como mutirões de limpeza, distribuição de materiais informativos, realização de rodas de conversa educativas, oficinas, teatros e gincanas.

"Não podemos baixar a vigilância. É melhor cuidar do foco do mosquito do que sofrer as consequências de não ter feito essa iniciativa. Vamos reforçar, ainda mais, a necessidade de eliminar os criadouros, convocando toda a sociedade para esse trabalho já antes do verão, quando começam as chuvas", comentou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em nota.

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De acordo com o Boletim Epidemiológico, até o dia dois de setembro deste ano, foram notificados 219.040 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 85,2% em relação ao mesmo período de 2016 (1.483.623).

Os dados também mostraram que foram registradas 171.930 notificações de casos prováveis de febre chikungunya. A redução é de 34,2% comparado ao ano anterior, que atingiu o número de 261.645 casos. Em relação ao Zika, os casos caíram 92,6%. Foram registrados 15.586 casos prováveis em todo país, enquanto em 2016, o Brasil registrou 211.487 notificações. A incidência reduziu 92,5%, passando de 102,6 em 2016 para 7,6 neste ano.

"Campanhas como essa são essenciais para combater o mosquito, porque estimulam a participação da população. A comunidade precisa ter consciência e participar de ações de prevenção a essas doenças. Precisamos estar unidos para vencer essa batalha", completou o ministro da Saúde.