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Obesidade pode levar à deficiência de vitamina D, diz estudo

Nutriente é importante para prevenir hipertensão e fortalecer a imunidade

Pesquisadores da University College London's Institute of Child Health descobriram que altos índices de massa corporal (IMC) estão associados a uma redução nos níveis de vitamina D do organismo. Os resultados foram publicados dia 5 de fevereiro na revista PLoS Medicine.

Foram coletados dados de 165.000 pessoas, incluindo homens e mulheres de diversas idades. Analisando a relação entre obesidade e quantidade de vitamina D no corpo, os autores notaram que um aumento de 10% IMC foi associado a uma redução de 4% nas concentrações da vitamina no organismo. Essa ligação foi encontrada em homens e mulheres de todas as idades. Esses resultados sugerem que um IMC maior leva a níveis mais baixos de vitamina D circulantes no corpo, enquanto que a falta de vitamina D tem um efeito pequeno sobre o ganho ou perda de peso.

Segundo os cientistas, estudos anteriores já tinham ligado a deficiência de vitamina D com a obesidade, mas não estava claro se a falta de vitamina D desencadeava ganho de peso ou se a obesidade levou a deficiência de vitamina D. Esse é o primeiro estudo que consegue estabelecer a relação correta.

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De acordo com os estudiosos, os esforços para combater a obesidade também podem ajudar a reduzir os níveis de deficiência de vitamina D. Esse nutriente ajuda no combate à hipertensão e na prevenção da osteoporose, já que é fundamental para a manutenção do metabolismo do cálcio e, logo, no desenvolvimento ósseo. A vitamina também tem um importante papel no funcionamento adequado da tireoide e na secreção de insulina pelo pâncreas, além de fortalecer a imunidade.

Aprimore o consumo de vitamina D com sete alimentos

A principal fonte dessa vitamina é a luz solar, que estimula a produção do nutriente por nossa pele. A nutricionista Priscilla Baracat ensina que 10 a 15 minutos de contato com a luz do sol, de duas a três vezes por semana, já são suficientes ? mas evite a exposição entre as 10 e 16 horas. A obtenção pela luz do sol é preferível porque os alimentos que contêm quantidades consideráveis de vitamina D também são ricos em gorduras e, por isso, deve-se tomar cuidado com o consumo.

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A recomendação diária - fornecida pelo U.S. Dietary Reference Intake (DRI) - varia de acordo com a idade e o sexo:

Homens de 13 a 50 anos: 5 a 10 mcg/dia

Homens de 51 aos 70: 15 mcg/dia

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Mulheres de 13 a 50 anos: 5 mcg/dia

Mulheres de 51 a 70 anos: 10 mcg/dia.

Confira abaixo alguns alimentos que possuem vitamina D, de acordo com a USDA National Nutrient Database for Standard Reference, e alguns conselhos de consumo:

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Sardinha e atum em lata

Sardinha e atum em lata - Getty Images
Sardinha e atum em lata - Getty Images

Prática, a sardinha e o atum enlatado são uma das principais fontes de vitamina D vindas da alimentação, contando com, 4,8 mcg e 6,7 mcg a cada 100g, respectivamente. Para aproveitar esses benefícios de forma saborosa, a nutricionista Ana Flor Picolo sugere usá-los no preparo de tortas, saladas, farofas e sanduíches.

Fígado de boi

Fígado de boi - Getty Images
Fígado de boi - Getty Images

Embora essa parte do boi não seja apreciada por alguns, é fonte de vitamina D, apresentando 0,8 mcg a cada bife de, aproximadamente, 68g. A nutricionista Ana Flor Picolo aconselha que o bife seja consumido grelhado ou cozido, já que frito agregará mais gorduras.

Ovos

Ovos - Getty Images
Ovos - Getty Images

Esse alimento é rico em vitamina D, contando com 1,1 mcg a cada unidade grande. Para aproveitar ao máximo os nutrientes, a nutricionista Ana Flor Picolo recomenda o consumo do ovo fresco - o famoso ovo caipira -, que costumam ter uma maior quantidade de nutrientes devido à forma de criação das galinhas. Mas sem frituras: prefira ovos mexidos ou cozidos.

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Queijo cheddar

Queijo cheddar - Getty Images
Queijo cheddar - Getty Images

Esse tipo de complementa a sua dieta quando o assunto é vitamina D. Cada 100g tem 0,6 mcg do nutriente. No entanto, com o processo industrial, é inevitável que ele perca parte de suas propriedades, como acontece com aquelas bisnagas prontas para o uso em lanches. Por isso, prefira os que passaram pelo menor processo de industrialização, como queijos cheddar artesanais, vendidos em rotisserias.

Juntando com o atum, que também é fonte da vitamina, em um pão com gergelim rende um delicioso sanduíche natural. A nutricionista Ana Flor Picolo aconselha que não se use produtos industrializados em seu preparo.

Manteiga

Manteiga - Getty Images
Manteiga - Getty Images

Melhor amiga do pãozinho, a manteiga é uma das opções para aprimorar seu consumo de vitamina D diária. 100g de manteiga tem 1,5 mcg. Mas, atenção: o tão querido pão na chapa não é o modo de preparo mais saudável, já que, quando aquecidas, as gorduras ficam saturadas. O processo de aquecimento também compromete as vitaminas. Por isso, prefira consumi-lo fresco, junto a um pão integral, já que as fibras melhoram a absorção de nutrientes.

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Iogurte

Iogurte - Getty Images
Iogurte - Getty Images

Além de ser uma delícia, o iogurte dá aquela forcinha na ingestão de vitamina D diária - a versão desnatada conta com 0,1 mcg a cada 100g. A nutricionista Ana Flor Picolo lembra que ele vai muito bem com frutas, em molhos de salada ou em vitaminas com grãos integrais (como gergelim e aveia). O preparo de bolos e tortas com iogurte, alerta ela, deve ser evitado, já que o valor calórico do bolo é maior do que de outros preparos, como os já citados.

Óleo de fígado de bacalhau

Óleo de fígado de bacalhau  - Getty Images
Óleo de fígado de bacalhau - Getty Images

Para turbinar o consumo de vitamina D, cápsulas de oléo de fígado de bacalhau são ótima opção, já que concentram grandes quantidades da vitamina. Para que se tenha noção, 100g de óleo de fígado de bacalhau tem 250 mcg de vitamina D. É de costume ingeri-la com água durante as refeições.