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7 condições de saúde que a vitamina D ajuda a controlar e prevenir

Vitamina D pode auxiliar na prevenção e tratamento de doenças autoimunes; entenda

A vitamina D não é só mais uma vitamina. Ela, na verdade, é considerada um hormônio que, por sua vez, desempenha funções imprescindíveis no organismo. É por essa razão que manter níveis adequados de vitamina D pode ajudar na proteção e no controle de diversas condições de saúde, como o caso de doenças autoimunes, que acontece quando o próprio corpo passa a atacar os tecidos e órgãos.

Para entender melhor o problema, é importante saber que o sistema imune é composto por células específicas e moléculas de anticorpos que têm como função defender o organismo contra microrganismos estranhos, como, por exemplo, bactérias (pelas células de defesa) e vírus (anticorpos). Desta forma, o organismo age produzindo leucócitos e anticorpos que neutralizam os invasores indesejados.

"Porém, uma desordem no sistema imunológico faz com que nossas células de defesa e os anticorpos ataquem nossas próprias células, e isso constitui uma doença autoimune", explica o médico patofisiologista Ayrton de Magistris. "Por causa de seu papel imunomodulador, a vitamina D é, na prática, um importante componente auxiliar na redução de danos gerados pela crise autoimune que gera degeneração e inflamação, com dor e perda de função em algumas entidades autoimune específicas", diz o médico.

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A nutricionista Erica Fernanda, do Hospital 9 de Julho, comenta que a correção de níveis baixos de vitamina D em alguns pacientes parece promover a diminuição dos sintomas em pacientes portadores de doenças autoimunes.

O neurologista Denis Bichuetti, membro da Academia Brasileira de Neurologia e professor adjunto da disciplina de neurologia da Escola Paulista de Medicina detalha que existe, sim, a associação entre baixos níveis de vitamina D e doenças autoimunes, mas que esta não é uma relação de causa e efeito, ou seja, não significa necessariamente desenvolver doenças autoimunes quando os níveis de vitamina D no organismo estiverem baixos.

"Há pessoas com baixos níveis de vitamina D que não têm esclerose múltipla, ao passo que há pessoas com níveis adequados de vitamina D que desenvolvem a doença. A vitamina D baixa é mais um fator de risco para esclerose múltipla do que uma relação de causa e efeito", explica.

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O neurologista explica que a dosagem de vitamina D deve ser sempre individualizada, mas que há algumas diretrizes a serem seguidas. "Algumas sociedades médicas internacionais recomendam simplesmente que os níveis sanguíneos estejam entre os valores normais - 20 e 30ng/mL - enquanto algumas outras sociedades recomendam que os níveis estejam um pouco mais altos, ao redor de 60ng/mL", detalha Bichuetti. "Mas nunca deve estar acima de 100ng/mL, pois existe risco de insuficiência renal", alerta.

Para ele, quem tem uma alimentação saudável, come peixes, legumes, vegetais verde-escuros, faz atividade física ao ar livre e toma sol, pode necessitar de uma quantidade menor de suplementação de vitamina D do que quem tem uma má alimentação, não se expõe ao sol e não pratica exercícios físicos.

"A preferência, portanto, é sempre manter os níveis de vitamina D dentro dos valores normais - entre 20 e 30ng/mL e, em alguns casos, ao redor de 60ng/mL", detalha o neurologista. O equilíbrio é fundamental. "Sem excessos e sem falta", diz.

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Veja abaixo algumas doenças em que níveis adequados de vitamina D podem auxiliar na prevenção ou tratamento:

Artrite reumatoide: Magistris conta que a vitamina D pode ser considerada uma aliada no tratamento de portadores de doenças autoimunes. "Os pacientes que sofrem de artrite reumatoide, por exemplo, podem apresentar melhoras na função muscular, ter menos dores nos ossos e nas articulações quando tratam a deficiência de vitamina D".

O médico fisiologista cita que estudos preliminares sugerem que a vitamina D ativada pode ser usada como um tratamento para a doença. No entanto, apenas um especialista poderá indicar a dosagem correta para conseguir atingir os níveis ideais em cada caso.

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Psoríase: esse problema de pele é também uma doença autoimune e, de acordo com Magistris, estudos clínicos demonstraram que a adição de vitamina D ativa à vaselina, com aplicação tópica, pode ajudar na redução da proliferação celular excessiva que causa a psoríase.

Lúpus: de acordo com o médico fisiologista, em um quadro de lúpus caracterizado pela fotossensibilidade, a recomendação do uso de protetor solar faz a pessoa ter menor exposição ao sol, diminuindo, então, a produção cutânea da vitamina D. "Entretanto, ensaios in vitro mostraram que a suplementação com vitamina D tem diminuído as anomalias características do lúpus", explica.

Esclerose múltipla: nesse caso, pesquisas demonstraram que mulheres com níveis altos de vitamina D apresentam uma redução de 42% no risco de desenvolver essa doença autoimune, esclarece Magistris. Logo, é importante manter os níveis ajustados de vitamina D no organismo como forma de prevenção.

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Doença de Crohn: essa doença autoimune que atinge o intestino pode resultar em uma baixa absorção de vitamina D, explica Bichuetti. "A pessoa pode ter uma síndrome de má-absorção de nutrientes". É por essa razão que é importante fazer um acompanhamento médico e seguir sempre as orientações de um especialista e, quando for necessário repor a vitamina D, fazer de acordo com o critério médico.

Diabetes tipo 1: para esse tipo autoimune de diabetes, Magistris explica que há estudos em andamento sobre o efeito da vitamina D como fator protetor. "Sabe-se que indivíduos que vivem em ambientes mais ensolarados - o que colabora para manter os níveis corretos de vitamina D - têm menor risco de ter diabetes tipo 1".

Outras doenças: de acordo com Magistris, há estudos em andamento sobre o efeito dos níveis corretos de vitamina D sobre doenças que não são autoimunes. "Na tuberculose, por exemplo, os macrófagos - as células do sistema imunológico - ativam a vitamina D que, por sua vez, estimula a produção da catelicidina, uma proteína responsável que mata especificamente os agentes infecciosos da tuberculose", diz. Além disso, ele cita que, além de outros fatores, cáries e periodontite também podem estar ligadas a baixos níveis de vitamina D.

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Como melhorar os níveis de vitamina D no corpo

A vitamina D é, basicamente, um hormônio que é sintetizado por meio da luz solar. É por isso que existe a recomendação de se expor ao sol do meio dia diariamente, por 15 minutos, com o máximo de pele à mostra.

Atualmente, porém, é difícil ter o privilégio de tomar um banho de sol no horário recomendado. Para resolver essa carência, é possível suplementar vitamina D via oral, o que faz com que a necessidade de sol para esse motivo seja diminuída ou até mesmo eliminada.

"Quem toma suplementação de vitamina D via oral não precisa tomar sol para isso, mas é importante saber que o sol faz bem também para outras coisas", explica a nutricionista.

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O neurologista complementa que, além da metabolização da vitamina D, tomar sol faz parte de outros processos do organismo. "Ao despertar, pela manhã, é importante se expor ao sol para o corpo acordar. Na segunda metade do dia, a exposição é também valiosa, pois ajuda nos processos cognitivos, raciocínio e manutenção da vigília", acrescenta.

O neurologista complementa que, além da metabolização da vitamina D, tomar sol faz parte de outros processos do organismo. "Ao despertar, pela manhã, é importante se expor ao sol para o corpo acordar. Na segunda metade do dia, a exposição é também valiosa, pois ajuda nos processos cognitivos, raciocínio e manutenção da vigília", acrescenta.