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5 medidas para proteger um bebê prematuro contra infecções

Bebês prematuros têm o sistema imunológico mais fragilizado, portanto precisam de mais cuidados

Uma gestação de nove meses é aquela que dura, aproximadamente, 40 semanas. Portanto, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando uma mulher dá à luz antes de completar 37 semanas, significa que ela teve um bebê prematuro.

Vários são os fatores que levam à interrupção prematura da gestação e o acontecimento já foi relacionado à infecção urinária durante a gravidez, assim como quadros de pré-eclâmpsia, descolamento de placenta, entre outros. Por esse motivo, o acompanhamento pré-natal é extremamente benéfico para a mãe e para o bebê, pois quanto antes os problemas forem encontrados, tratados e/ou prevenidos mais saudável será a gestação.

Atualmente, um bebê pré-termo consegue, muitas vezes, se desenvolver normalmente, mantendo a qualidade de vida. Porém, por não terem os órgãos e os sistemas, inclusive o imunológico, totalmente desenvolvidos, os bebês prematuros podem ficar mais tempo na maternidade para crescerem e se fortalecerem mais.

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Por que ter mais cuidados com bebês prematuros?

Como mencionado acima, bebês prematuros não têm o sistema imunológico - responsável pela proteção do organismo - totalmente desenvolvido e forte, por isso se tornam mais suscetíveis à doenças causadas por micro-organismos invasores como parasitas, protozoários, bactérias e vírus.

Entre os quadros infecciosos mais recorrentes em bebês, destacam-se casos leves como gripes, resfriados e otites, mas também podem ocorrer pneumonia e bronquiolite, que são mais graves, principalmente para bebês prematuros, com doença pulmonar crônica ou com cardiopatias congênitas, ou seja, com anormalidade na estrutura ou função do coração.

Os quadros são preocupantes porque o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por até 80% das bronquiolites e 40% das pneumonias entre crianças menores de dois anos, é um agente que causa uma infecção no trato respiratório inferior ao nível dos bronquíolos, e prejudica o curso da passagem de ar para os pulmões.

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Em um público mais vulnerável, essa dificuldade para respirar pode ser fatal. Por isso, os pais devem ficar atentos a sintomas respiratórios, como chiado no peito, dificuldade para respirar, coriza (nariz escorrendo), tosse e dor. A febre é um outro sinal que pode aparecer, uma vez que se trata de uma resposta do sistema imunológico lutando contra a infecção.

Como proteger os bebês prematuros?

O primeiro passo para manter o bebê pré-termo saudável é ensinar aos pais como proteger seus filhos e, claro, como preservar a própria saúde. Para isso, separamos abaixo cinco medidas que protegem os bebês contra infecções. Confira!

1. Mantenha o bebê distante de adultos contaminados: o vírus é altamente transmissível e, apesar de ser mais grave para os bebês, também atinge adultos, quando a principal manifestação é o resfriado. O contágio se dá, principalmente, pelo contato com objetos contaminados ou pelo contato com secreções de pessoas que estão doentes, portanto, o ideal é evitar o convívio de adultos enfermos com crianças.

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2. Mantenha a higiene: lavar as mãos frequentemente com água e sabão ajuda a eliminar germes como um todo, mas quando não puder higienizar as mãos desse modo, o álcool em gel pode ser uma alternativa. Outra medida indispensável é evitar levar as mãos à boca, olhos e nariz, pois essas atitudes aumentam o risco de contaminação pelas mucosas.

3. Reforce o sistema imunológico do bebê: a melhor forma de proteger os bebês que estão no grupo de risco contra o vírus é através do aleitamento materno. Porém também existe uma imunização que está disponível tanto no SUS como na rede privada. Trata-se de uma imunoglobulina, ou seja, anticorpo pronto que protege o organismo contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), impedindo que ele se multiplique nas células. Além disso, manter a carteira de vacinação em dia, ajuda a reforçar o sistema imunológico como um todo.

4. Evite aglomerações: por ser facilmente transmitido, em aglomerações, o contágio pode ser mais rápido. Caso precise ir em supermercados, shoppings e afins, mantenha uma distância segura do bebê até realizar uma higienização completa.

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5. Mantenha o aleitamento materno: o leite materno é o alimento mais completo para o bebê, pois é fonte de anticorpos e nutrientes que reforçam a imunidade do recém-nascido, por isso o Ministério da Saúde recomenda que os bebês sejam alimentados com o leite materno até os dois anos de vida (ou mais), mas de forma exclusiva até seis meses.

Essas medidas devem ser seguidas o ano todo, mas, principalmente, quando o período de sazonalidade do vírus está próximo. No Brasil, a prevalência do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) varia conforme a região do país, podendo aparecer com mais força entre os meses de abril à agosto no Sul; entre fevereiro e junho na região Norte e, por fim, ter maior incidência na na região Centro-oeste, Nordeste e Sudeste entre março e julho.

Referências:

De Oliveira, L.L.; Gonçalves, A. de C., et al. Fatores maternos e neonatais relacionados à prematuridade. Revista da Escola de Enfermagem da USP, vol.50 no.3 São Paulo May/June 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0080-62342016000300382&script=sci_arttext&tlng=pt.

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Condino-Neto A. Susceptibilidade a infecções: imaturidade imunológica ou imunodeficiência?. Rev Med (São Paulo). 2014 abr.-jun.;93(2):78-82. DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v93i2p78-82.

Lourenço. L.G., Júnior, J.B.S et al. Infecções pelo Vírus Sincicial Respiratório em crianças. Pulmão - RJ 2005; 14(1): 59-68. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/281494038_Infeccoes_pelo_Virus_Sincicial_Respiratorio_em_criancas_Respiratory_Syncytial_Virus_Infections_in_children.

Fiocruz. Atenção ao Recém Nascido - Prevenção de Infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em Unidades Neonatais e na Comunidade. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-recem-nascido/prevencao-de-infeccao-pelo-virus-sincicial-respiratorio-vsr-em-unidades-neonatais-e-na-comunidade/.

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Sociedade Brasileira de Pediatria. Diretrizes para o manejo da infecção causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) - 2011. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Diretrizes_manejo_infeccao_causada_VSR2017.pdf

Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Imunização: tudo o que você sempre quis saber/Organização Isabella Ballalai, Flavia Bravo. Rio de Janeiro: RMCOM, 2016. Disponível em: https://sbim.org.br/images/books/imunizacao-tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber.pdf.