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Utilização de células-tronco do cordão umbilical

Elas possuem capacidade de se diferenciar em células ósseas e também nas do coração

Hoje, quando falamos em pesquisas com células-tronco do cordão umbilical, falamos de um presente com resultados concretos e de pesquisas em estágios avançados. Semanalmente são noticiadas descobertas de universidades e centros de pesquisa brasileiros e estrangeiros. A terapia celular adquiriu uma importância fundamental dentro do arsenal médico. É muito importante ter suas próprias células guardadas, com suas características genéticas, para uso futuro. O paciente passa a ter a possibilidade de usar as suas próprias células para se recuperar de uma doença, sem que haja rejeição alguma. Isso traz inúmeras chances de recuperação no tratamento de diversas patologias. Levando em conta os investimentos em pesquisas, esses tratamentos serão cada vez mais abrangentes.



Além dos resultados extremamente animadores para diabetes tipo 1, o uso autólogo de células-tronco adultas revela-se uma real possibilidade de terapia para esclerose múltipla. Recentes trabalhos (como da universidade de Northwestern, em Chicago, EUA) atestam uma estabilização do quadro em todos os pacientes tratados. Ou seja, não houve progressão da doença. O Brasil participa ativamente de pesquisa e aplicação de células-tronco adultas no tratamento de doenças auto-imunes.



Existe uma evolução muito grande na utilização de células do cordão na área dos transplantes, no tratamento do câncer. Além disso, há um bom tempo sabe-se que o sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco mesenquimais, que são células muito jovens e capazes de se diferenciar em células hepáticas, ósseas, cartilaginosas e da musculatura estriada (coração). Estudo recente da Universidade de Queensland, Austrália, mostra sucesso na expansão dessas células. Hoje, as pesquisas com expansão celular estão muito adiantadas. Estamos caminhando para fazer uma produção em massa de células mesenquimais. O isolamento, a quantificação e a expansão das células mesenquimais vão permitir que a terapia celular seja utilizada no tratamento de várias patologias.



Hoje, há estudos e trabalhos no que se refere a recuperação de cartilagens, ossos e sistema nervoso periférico, além da recuperação em doenças hepáticas e tratamentos com resultados na área de cardiologia.



Dr André Jensen é onco-hematologista e Diretor Médico da Cellpreserve Banco de Células-Tronco.