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Semana Nacional de Doação de Medula Óssea começa hoje

Hemocentros de todo o país estarão a postos para receber doadores voluntários

Começa hoje, 14 de dezembro, a Semana Nacional de Doação de Medula Óssea. O evento, que termina no dia 21 deste mês, tem por objetivo atrair doadores voluntários aos diversos hemocentros de todo o Brasil.

Para ser um doador, é necessário ter entre 18 e 54 anos e levar os documentos de RG e CPF. Não há peso mínimo para fazer a doação de sangue e ter diabetes ou pressão alta não impede o ato. Na visita, serão colhidos 10 ml de sangue para o teste de compatibilidade (HLA). Caso surja um paciente compatível, o voluntário será novamente chamado para testes sanguíneos e avaliação do estado de saúde atual.

Encontrar um doador de medula óssea compatível que não seja da família é difícil, ainda mais pelo fato de poucas pessoas se voluntariarem para a causa, principalmente por falta de informação. Segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), há dois milhões e 500 mil possíveis doadores no Brasil para atender cerca de 1.800 pacientes, mas o índice de compatibilidade é de um para cada 100 mil pessoas.

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Doação de Medula Óssea

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso onde são produzidas todas as células do sangue. O transplante surge como alternativa quando o paciente tem algum câncer, como leucemia, linfomas e outras neoplasias do sangue, e os tratamentos propostos pelo médico não atingem os resultados esperados.

O Brasil é um dos principais doadores, mas há um agravante no país, como explica o hematologista e diretor do Departamento de Transfusão de Medula da Unifesp, Fábio Kerbauy: "Pelo fato de sermos uma país miscigenado, as chances de alguém encontrar um doador de medula compatível são menores que em países como o Japão, por exemplo".

Doar é simples. Basta comparecer a um hemocentro e ter de 18 a 54 anos de idade, além de bom estado de saúde. Fábio explica que poucas doenças impedem a doação de medula e isso depende do estado do paciente. Pessoas com doenças crônicas controladas, por exemplo, podem, sim, ser doadoras.

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Para o cadastro, são retirados 10 ml de sangue para rastrear características genéticas. Os dados são inseridos no cadastro do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada.

Caso exista um receptor compatível, o doador será consultado para decidir quanto à doação. Depois, faz alguns exames clínicos para confirmar o seu bom estado de saúde. Não é necessária uma mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. "A colheita da medula pode ser feita através dos ossos pélvicos, onde é necessário um procedimento cirúrgico, ou através do sangue. Ambos os métodos são seguros e indolores", diz Fábio.

Além desses dois métodos, é possível obter células progenitoras por meio do cordão umbilical. "Em alguns hospitais da rede pública e da rede privada, é feito um congelamento do cordão, com o consentimento da mãe", conta Fábio.

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O volume retirado para a doação é de, no máximo, 15% da medula, o que não compromete em nada a saúde do doador. O doador estará apto a realizar o mesmo procedimento após um mês.