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Estudo associa HPV a um maior risco de câncer de garganta

Vírus sexualmente transmissível aumenta em 5,4 as chances de tumor na laringe

Um estudo feito pela Faculdade Médica da Universidade de Pequim, na China, descobriu que o HPV pode estar relacionado a um risco quintuplicado de câncer de laringe. Os resultados foram publicados na edição de Novembro da revista Journal of Infectious Diseases.

Os pesquisadores combinaram resultados de 55 estudos feitos nas últimas duas décadas, e descobriram que 28% das pessoas com câncer no aparelho vocal tinham tecidos tumorais com resultados positivos para o vírus do papiloma humano (HPV). Mas esse índice variou amplamente de estudo para estudo - desde a ausência do HPV em pacientes com câncer de garganta até uma taxa de infecção de 79% nos pacientes com tumores.

Para refinar os resultados, os autores revisaram 12 trabalhos que comparavam tecidos cancerosos e não cancerosos em um total de 630 pacientes. Eles concluíram que os tecidos cancerosos de garganta tinham 5,4 vezes a chance de dar positivo para um exame de HPV, se comparados com um tecido não canceroso.

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Os estudiosos afirmam que os resultados são expressivos, mas que atualmente o câncer de laringe tem uma forte relação com tabagismo e consumo pesado de bebidas. Outro ponto a ser levado em conta é o fato de que pelo menos metade das pessoas sexualmente ativas contrai HPV em algum momento da vida, mas o vírus geralmente é eliminado pelo sistema imunológico. Por conta disso, as chances de encontrar o vírus em qualquer pessoas - tendo câncer de laringe ou não - é grande.

Você sabe se prevenir contra o HPV?

O HPV ou vírus do papiloma humano é uma doença sexualmente transmissível. Atualmente existem mais de 200 tipos do vírus, cujos principais sintomas são verrugas e lesões na região genital, anal e até mesmo na língua ou na faringe. Se não forem tratadas, essas lesões podem evoluir para câncer, principalmente de colo do útero. Segundo a ginecologista e obstetra Barbara Murayma, o exame de Papanicolau é responsável por identificar a doença e deve ser feito todo ano por mulheres com vida sexual ativa. Tire suas dúvidas sobre a doença:

Qualquer tipo de HPV pode evoluir para um câncer?

De acordo com a ginecologista e obstetra Barbara Murayama, os HPVs 16 e 18 são responsáveis por cerca de 90% dos casos de câncer no colo do útero. ?Os vírus também podem causar câncer de ânus, vagina, vulva, pênis ou boca?, explica. Alguns outros tipos de HPV podem se tornar um câncer se a infecção for persistente e recorrente, mas nem todos têm essa força.

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Todos os tipos de HPV são transmitidos por meio de relações sexuais?

A ciência conhece hoje mais de 200 tipos de HPV e todos são transmitidos por meio de relações sexuais. "Por isso, é importante o uso do preservativo e evitar a troca excessiva de parceiros", afirma Barbara.

Usar piscinas e banheiros coletivos aumenta o risco de contágio de HPV?

Não há risco de contrair HPV numa piscina ou banheiro público. Nesses lugares, a ameaça vem de outros problemas, como infecções por fungos - microorganismos que se proliferam em ambientes quentes e úmidos.

A camisinha oferece 100% de proteção contra o HPV?

Não. Pode haver lesões fora área coberta pelo preservativo e, caso exista o contato, a contaminação acontece.

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O HPV pode ser transmitido também por meio de sexo anal e oral?

Se um dos parceiros estiver contaminado, as lesões podem se disseminar por meio de qualquer tipo de contato direto com área contaminada - sexo oral, anal ou penetração vaginal.

A vacina protege contra todos os tipos de HPV?

Existem hoje duas vacinas que protegem contra o vírus - a bivalente e a quadrivalente. "A bivalente protege contra os tipos 16 e 18, causadores de câncer, e a quadrivalente protege contra os mesmos dois mais os tipos 6 e 11, principais causadores de verrugas genitais", afirma Barbara.

O HPV pode ser tratado?

A doença pode ser tratada de diversas formas - desde o uso de medicamentos até a realização de procedimentos, como a cauterização elétrica ou aplicação de laser. A ginecologista Barbara explica que, para estágios mais avançados do HPV, é necessário realizar uma cirurgia para a retirada do colo do útero. "Vale ressaltar que o tratamento elimina as verrugas e não o vírus HPV", diz a especialista. "Mas a transmissão só acontece a partir do contato com as verrugas."

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