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DPOC: até 85% dos casos não têm diagnóstico precoce, diz estudo

Pacientes com a doença relataram sintomas até 15 anos antes do diagnóstico

Respiração curta, quase ofegante, e a necessidade de um balão de oxigênio são constantes da rotina de pacientes com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), problema causado principalmente pelo tabagismo. A DPOC é uma doença progressiva, que pode causar danos irreversíveis para as vias aéreas e os pulmões. A doença não tem nenhum ponto de partida claro, mas quanto mais cedo a DPOC for diagnosticada, melhor as chances de reduzir os danos causados aos pulmões.

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Pesquisadores da Peninsula College of Medicine and Dentistry, no Reino Unido, mostrou que os médicos podem estar perdendo a chance de fazer o diagnóstico precoce da doença. O resultados foram publicados dia 13 de fevereiro no jornal The Lancet Respiratory Medicine.

A equipe analisou registros médicos de 38.859 pacientes com 40 anos ou mais que tinham sido diagnosticadas com DPOC entre 1990 e 2009. Os pesquisadores viram que 85% destes pacientes tinha visitado o médico ou posto de saúde pelo menos uma vez com sintomas respiratórios nos cinco anos anteriores ao diagnóstico. Os dados mostraram também que 58% dos pacientes relataram sintomas nos 6 a 10 anos antes do diagnóstico e 42% nos 11 a 15 anos anteriores.

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Os autores do estudo acreditam que esses sintomas relatados representam oportunidades perdidas para prosseguir com mais testes que poderia ter resultado em um diagnóstico de DPOC. Eles afirmam que a detecção geral pode ser melhorada por meio de testes de espirometria em pacientes que têm um risco aumentado de doença, como fumantes, pessoas com histórico de queixas do trato respiratório inferior e comorbidades comuns, como diabetes, doenças cardiovasculares e doença do refluxo gastroesofágico.

Fique atento aos sintomas

O fumo é a causa principal da DPOC. Quanto mais uma pessoa fuma, maior a chance de ela desenvolver a doença. Em casos raros, não fumantes que têm carência de uma proteína chamada alfa-1 antitripsina podem desenvolver enfisema. Outros fatores de risco para DPOC são:

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Os sintomas de DPOC são facilmente confundidos com outras doenças pulmonares. Por isso, se você está dentro do grupo de risco, preste atenção nestes sinais:

O melhor teste para diagnosticar DPOC é um exame de funcionamento dos pulmões chamado espirometria. Isso envolve soprar o mais forte possível em uma pequena máquina que testa a capacidade dos pulmões. Os resultados podem ser verificados imediatamente, e o teste não envolve exercício físico, retirada de sangue ou exposição à radiação.

Usar um estetoscópio para auscultar os pulmões também pode ser útil. Entretanto, às vezes os pulmões emitem ruídos normais mesmo quando a DPOC está presente. As imagens dos pulmões (como raios X e tomografias computadorizadas) podem ser úteis, mas algumas vezes parecem normais mesmo quando uma pessoa tem DPOC (principalmente raio X do tórax). Algumas vezes os pacientes precisam fazer um teste de sangue (denominado gasometria arterial) para medir as quantidades de oxigênio e dióxido de carbono no sangue.

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