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IBGE mostra que 3 milhões de jovens estão acima do peso

Estudo realizado com alunos de 13 a 17 anos revela que 7,8% dos jovens sofrem com obesidade

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente uma pesquisa feita com alunos de 13 a 17 anos, do 5º ano fundamental até o 3º ano do ensino médio, em que foi descoberto que 7,8% dos jovens tem obesidade.

Esse problema é preocupante e já atinge 1 milhão de adolescentes. Entre os alunos do sexo masculino, 8,3% tinham obesidade e, do sexo feminino, 7,3%. Cerca de 23,7% dos alunos entrevistados, incluindo os que sofrem com obesidade, tinham excesso de peso, somando quase 3,1 milhões de jovens.

A pesquisa foi feita com 16.608 alunos de todo o país, de abril a setembro de 2015. Os alunos tiveram que responder um questionário e também foram medidos e pesados por técnicos do IBGE. Esta pesquisa não permite comparação com anos anteriores.

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O resultado indica que a maior parte dos jovens estão contentes com o próprio corpo, contudo as meninas apresentam maiores preocupações e insatisfação com a aparência. Uma em cada cinco alunas (21,8%) se acham gordas ou muito gordas.

A região Sul teve o maior índice de obesidade do pais, onde 10,2% dos jovens estão na categoria. No Rio Grande do Sul, 29% das meninas disseram se acharem gordas ou muito gordas. No Paraná, foram 26,7% e em Santa Catarina, 26,3%.

"A inadequação entre o ideal de um corpo magro, amplamente aceito na sociedade, e a forma pela qual o próximo corpo é percebido pelos adolescentes leva-os à realização de atitudes extremas e prejudiciais à saúde para perder ou manter o peso", diz o estudo.

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Um dado alarmante mostrado foi que a indução de vômito ou o uso de laxantes foi recurso usado por 7% dos jovens (184,1 mil alunos), na tentativa de emagrecer.

Os jovens abaixo do peso, que pode indicar desnutrição, são 3,1% ou 409 mil estudantes. A maioria dos alunos com baixo peso foram registrados no Norte e Nordeste do país.

A pesquisa mostra que os jovens que estão no 9º ano do ensino fundamental costumam comer mais guloseimas e alimentos processados do que legumes e frutas. No entanto, uma boa notícia é que o feijão é o alimento mais consumido: 60,7% dos entrevistados comem feijão pelo menos cinco dias na semana.

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Legumes são consumidos por 37,7% e frutas por 32,7%. Já as guloseimas são consumidas por 41,6% de jovens e os processados são ingeridos com frequência por 31,3%. Grande parte dos adolescentes possuem o hábito de comer enquanto assistem à televisão ou estudo: são cerca de 57%.

A escola tem uma grande influência sobre a alimentação e saúde dos jovens e a prática de esportes é diferenciada em cada uma. Sete em cada dez alunos (72,8%) frequentam escolas com quadras esportivas e 92% têm acesso a materiais esportivos em condições de uso.

A obesidade infantil precisa ser levada a sério pela população. Esse problema pode gerar outras doenças como a diabetes, hipertensão e colesterol alto. Para saber se uma criança está acima do peso ou com obesidade, é necessário fazer a conta do IMC (índice de massa corporal). Para adultos, normalmente as medidas são específicas: IMC entre 18,5 e 25 é normal, enquanto acima de 25 já representa sobrepeso e além de 30 já é obesidade. Porém, para crianças, essas faixas não se aplicam, e podem inclusive causar a falsa ilusão de que a criança está saudável, quando na verdade ela pode já estar com obesidade infantil.

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