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Novo medicamento pode impedir declínio mental do Alzheimer

Testes apontam que, após seis meses de tratamento com anticorpo, pacientes param de ter deterioração no cérebro

O primeiro medicamento capaz de prevenir a doença de Alzheimer está finalmente sendo elaborado. Isso porque os cientistas descobriram que podem limpar as placas pegajosas do cérebro, responsáveis por causar demência. Assim, eles impediriam o declínio mental.

Essa foi escolhida pelos cientistas como a melhor notícia nos últimos 25 anos e o avanço, se confirmado, poderá mudar a vida de milhares de pessoas com a doença de Alzheimer.

Aducanumab é o anticorpo que está sendo estudado para o tratamento do Alzheimer. Os cientistas se surpreenderam ao descobrir que os pacientes tratados com altas doses do anticorpo tinham uma diminuição das placas amiloides, que impedem as células do cérebro de se comunicar levando a perda de memória irreversível e o declínio cognitivo.

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Os pesquisadores notaram que após seis meses de tratamento, os pacientes pararam de ter deterioração no cérebro em comparação com pessoas que tomam apenas placebo, sugerindo que a demência havia sido interrompida.

"Estes resultados poderiam ser divisores de águas se os efeitos sobre o declínio da memória forem confirmados em estudos mais extensos", explicou David Allsop, professor de neurociência da Universidade de Lancaster.

O primeiro medicamento para prevenir a demência pode estar disponível em apenas alguns anos. "Os resultados deste estudo clínico nos fazem ser otimistas de que podemos, potencialmente, fazer um grande avanço no tratamento da doença de Alzheimer", disse o professor Roger Nitsch, no Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Zurique, na Suíça.

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Apesar de ser uma pequena amostra, o fato de existir uma desaceleração do declínio cognitivo e declínio funcional é importante. "O grupo com um alto grau de remoção de amiloide foi basicamente estável. Se pudéssemos reproduzir isto seria fantástico", completa Roger Nitsch.

Atualmente 850.000 pessoas vivem com demência na Grã-Bretanha, um número que deverá aumentar para um milhão em 2025 e dois milhões em 2050. O tipo mais comum de demência é a doença de Alzheimer, mas os cientistas têm sido incapazes de chegar a um consenso sobre a causa da condição.

Os tratamentos atuais podem reduzir os sintomas, em certa medida, mas ainda não existe nada que possa parar ou diminuir a velocidade da progressão da doença. Este novo estudo indica um possível tratamento para o problema e ainda mostra que o acúmulo de placa amiloide pode ser culpado pelo Alzheimer.

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Os cientistas testaram várias células imunológicas humanas com amiloide em um laboratório, até que encontraram um capaz de produzir um anticorpo que se separou das placas.

O estudo publicado na revista Nature mostrou que os cientistas testaram diferentes níveis da droga ao longo de um ano, bem como dando a um grupo placebo. Eles descobriram que conforme a dose era aumentada, mais amiloides eram removidos do cérebro.

A droga é mais eficaz para os pacientes nos primeiros estágios da doença de Alzheimer ou entre aqueles que ainda não começaram a mostrar sintomas. Várias universidades estão trabalhando em exames de sangue iniciais para a demência, que poderiam identificar a doença até uma década ou mais antes dos primeiros sinais físicos aparecerem.

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Dois grandes estudos clínicos serão realizados para avaliar a segurança e eficácia do medicamento. Um total de 2.700 pacientes em estágio inicial da doença de Alzheimer serão analisados, contudo os investigadores ainda estão recrutando participantes britânicos.

"Os resultados sugerem que aducanumab pode retardar a memória e declínio mental em pessoas com doença de Alzheimer. Embora a análise seja apenas exploratória neste julgamento inicial, ele mostra um quadro positivo para estudos em andamento com a droga", disse o Dr. David Reynolds, diretor científico do Alzheimer Research, no Reino Unido.

O medicamento possui efeitos colaterais, como dores de cabeça, mas os cientistas acreditam que um ajuste na dosagem possa aliviar os problemas.

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O professor David Allsop da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, comenta: "Este estudo mostra que é possível reduzir a extensão da formação de placas amilóides no cérebro de pessoas com sinais muito precoces de demência. Embora tenham existido sugestões de que poderia haver um efeito sobre os sintomas da doença, precisamos ver mais resultados. Ensaios maiores estão em andamento e devem terminar em 2020."

Richard Morris, professor de neurociência na Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, relata: "Ainda não podemos dizer que temos uma cura para a doença de Alzheimer, como este é apenas um primeiro passo. Vamos manter nossos dedos cruzados para o sucesso nas próximas etapas."