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Vinho branco pode aumentar o risco de câncer de pele, diz estudo

Mesmo em quantidade moderada, o consumo de álcool aumenta o risco de melanoma

O consumo de álcool está relacionado a diversos prejuízos à saúde, sendo responsável por cerca de 4% dos casos de câncer em todo o mundo. Um estudo, publicado no periódico científico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, descobriu que a ingestão de bebidas alcoólicas, mesmo de forma moderada, aumenta o risco de melanoma - forma mais perigosa do câncer de pele.

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Pesquisadores da Universidade Brown e Universidade de Harvard, ambas nos Estados Unidos, analisaram dados de três grandes estudos envolvendo 210.252 participantes, levando em consideração o consumo de álcool, local de residência e histórico de saúde. Durante um período de 18 anos, foram diagnosticadas 1.374 pessoas com melanoma invasivo.

Cada dose diária de álcool é equivalente a um aumento de 14% no risco de melanoma. Ao verificarem individualmente diferentes tipos de bebida, os pesquisadores constataram que o vinho branco tem maior impacto sobre o risco de melanoma. Uma taça da bebida por dia está associada a um aumento de 13% na probabilidade de melanoma, em comparação com o vinho tinto, cerveja ou licor.

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De acordo com a pesquisadora Eunyoung Cho, coautora do estudo, o álcool possui um composto chamado acetaldeído, que pode danificar o DNA, e evitar sua reparação em todo o corpo. Estudos anteriores mostraram que o vinho possui altos níveis de acetaldeído em comparação com outras bebidas. A diferença entre os vinhos está em algumas substâncias, o tinto tem uma grande quantidade de antioxidantes, e por isso é capaz de compensar os riscos gerados pelo acetaldeído, ao contrário do vinho branco, que tem menos substâncias benéficas.

Além disso, os resultados da pesquisa indicam que pessoas que bebem mais de duas doses de álcool diariamente eram apenas 2% mais propensas a ser diagnosticadas com melanomas nas regiões da cabeça, pescoço, braços ou pernas. Contudo, tinham um risco 73% maior de serem diagnosticados com melanomas do tronco do que aqueles que não consomem bebidas alcoólicas.

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"Há uma hipótese de que os melanomas em diferentes locais do corpo podem ter diferentes fatores de risco. Com base nesses resultados, eu poderia supor que este tipo de câncer está menos relacionado à exposição solar e mais relacionado a um mecanismo biológico do álcool em prejudicar ou impedir o reparo do DNA.", disse a pesquisadora.