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Sashimi contaminado: restaurantes reprovados pela Proteste em SP e RJ

Foram encontradas bactérias que podem causar diarreia, peritonite e infecções

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A Proteste realizou testes de qualidade em restaurantes de comida japonesa de São Paulo e Rio de Janeiro. Entre os dez restaurantes avaliados, o salmão de nove deles tinha índices acima do aceitável de microrganismos indicadores de higiene. Apesar de nem sempre serem prejudiciais à saúde, esses microrganismos podem sinalizar condições sanitárias inadequadas durante o processamento, a produção e o armazenamento do alimento. E, em grandes quantidades, são capazes até de deteriorar o salmão.

Foram quatro estabelecimentos envolvidos na análise do Rio de Janeiro: Tosaka Culinária Japonesa, na Barra da Tijuca, Taiping, em Botafogo, Manekineko, em Cachambi e Koni Store, no Recreio dos Bandeirantes.

Em São Paulo, seis restaurantes participaram do teste: Oguro Sushi & Bar e Dhaigo Japanese Restaurant, ambos no Itaim Bibi, Sushi Yassu, na Liberdade, Osaka Culinária Japonesa, em Moema, Flying Sushi, na Vila Mariana, e Gendai, em Pinheiros - o único que não aprensentou microrganismos acima do limite.

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Nas amostras do Taiping (RJ), Flying Sushi (SP), Oguro (SP) e Sushi Yassu (SP), foram encontrados microrganimos mesófilos aeróbicos. Eles podem indicar que o salmão foi armazenado em temperatura inadequada.

Na pesquisa de bolores e leveduras, somente o Tosaka (RJ) e o Flying Sushi (SP) apresentaram quantidades acima do aceitável. O que indica que o peixe poderia estar contaminado antes do preparo do sashimi.

Foram detectadas ainda duas bactérias patogênicas, o tipo que podem causar doenças. A primeira é a Listeria monocytogenes, capaz de crescer mesmo sob refrigeração e até resistir ao congelamento. Ela estava nas amostras do Taiping (RJ), Gendai (SP) e Flying Sushi (SP).

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A segunda foi a Aeromonas sp, presente no salmão do Taiping (RJ), Dhaigo (SP) e Sushi Yassu (SP). Ela pode causar diarreia, peritonite e infecções. Em imunodeprimidos, dependendo da quantidade ingerida, pode levar à septicemia e à meningite. As análises, no entanto, não especificam a quantidade presente nos sashimis. Por isso, não é possível determinar o potencial de risco que oferecem.

Os resultados das análises foram enviados para as vigilâncias sanitárias do Rio de Janeiro e de São Paulo. A Proteste pede uma fiscalização mais frequente nesses estabelecimentos, para que a comida japonesa não se torne uma ameaça aos consumidores.

Atualização: O restaurante Oguru Sushi & Bar divulgou uma nota se posicionando sobre as informações da Proteste.

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"O restaurante Oguru Sushi & Bar, tendo tomado conhecimento de suposto teste de qualidade realizado em seus produtos, especificamente nos 'sashimis à base de salmão', pelo Pro Teste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, esclarece que, em tempo algum, foi notificado sobre a realização de qualquer tipo de teste dentro das dependências de seu estabelecimento, ou em seus produtos, não reconhecendo, assim, a veracidade dos resultados apresentados. Esclarece, ainda, que está aguardando contato dos órgãos responsáveis pelos supostos testes realizados, para que possa tomar conhecimento quanto aos procedimentos adotados e, especialmente, quanto às condições nas quais os testes foram realizados, para que, somente assim, possa, fundamentadamente, se manifestar quanto aos resultados."