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Ministério da Saúde incorpora 10 novas práticas integrativas no SUS

A partir de agora serão oferecidos 29 procedimentos, entre eles acupuntura, cromoterapia e yoga

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (12), a inclusão de dez novas práticas de medicina integrativa e complementar no Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, o governo passa a oferecer, ao todo, 29 procedimentos terapêuticos à população.

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Os tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para curar e prevenir diversas doenças, como depressão e hipertensão. Entre as novas terapias estão: apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais.

"Essas práticas são um investimento em prevenção à saúde para evitar que as pessoas fiquem doentes. Precisamos continuar caminhando em direção à promoção da saúde em vez de cuidar apenas de quem fica doente", disse o ministro Ricardo Barros durante o 1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Saúde Pública.

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De acordo com o ministério, as terapias estão presentes em 9.350 estabelecimentos e em 3.173 municípios, sendo que 88% são oferecidas na Atenção Básica. Em 2017, foram registrados 1,4 milhão de atendimentos individuais em práticas integrativas e complementares. Somando as atividades coletivas, a estimativa é que cerca de 5 milhões de pessoas por ano participem dessas práticas no SUS.

Atualmente, a acupuntura é a mais praticada, com 707 mil atendimentos e 277 mil consultas individuais. Em segundo lugar, estão as práticas de Medicina Tradicional Chinesa, com 151 mil sessões, tai chi chuan e lian gong. Em seguida aparece a auriculoterapia, com 142 mil procedimentos. Também foram registradas 35 mil sessões de yoga, 23 mil de dança circular/biodança e 23 mil de terapia comunitária.

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Desde 2006, quando foi criada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), já eram oferecidos pelo SUS cinco procedimentos: acupuntura, homeopatia, fitoterapia, antroposofia e termalismo. No ano passado, o ministério ampliou o quadro, oferecendo mais 14 práticas.

Técnicas não são aceitas pelos médicos

Apesar dos benefícios comprovados cientificamente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconhece apenas duas das 19 práticas complementares incluídas pelo SUS: a acupuntura e a homeopatia.

Associação Médica Brasileira soltou um posicionamento oficial contra o desvio das verbas de saúde pública para esse tipo de terapia. Para a AMB, " é ultrajante que os recursos do SUS sejam direcionados a tais práticas, enquanto a cada ano se investe menos em saúde. Vemos o uso do orçamento da união, ou seja, o dinheiro da população, que deveria estar sendo aplicado em áreas da saúde negligenciadas, sendo gastos em 'terapias' com a total falta de reconhecimento científico". Veja a nota completa no site oficial da AMB.