Quatro vacinas contra COVID-19 avançam e podem sair em 2020

Projetos dos Estados Unidos, China, Alemanha e Reino Unido estão entre os mais avançados na fabricação da vacina contra o coronavírus

Empresas, governos e instituições estão na corrida para a produção de uma vacina eficaz contra o novo coronavírus. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há 120 projetos sendo desenvolvidos no mundo todo. Oito deles já estão em fase de testes em humanos e quatro podem sair ainda neste ano.

Uma das vacinas mais promissoras é a do Instituto de Produtos Biológicos de Pequim, na China, em parceria com a National Biotec Group, uma corporação estatal chinesa do ramo de vacinas. Em relatório recente, a companhia afirmou que foi concluída a fase dois (de três) dos testes para confecção do antídoto, que pode estar pronto para distribuição ainda no final de 2020 ou início de 2021.

Já os cientistas da Universidade de Nova York, em parceria com a farmacêutica americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, afirmam que sua vacina pode sair até setembro de 2020, se tudo ocorrer como esperado. O desenvolvimento do imunizante também já está na fase de testes clínicos em humanos.

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Por outro lado, a empresa americana Moderna já obteve resultados preliminares positivos em seus testes clínicos. Oito dos voluntários da pesquisa receberam a vacina e criaram anticorpos contra a COVID-19 de maneira segura. A companhia acredita que a distribuição de seu imunizante pode ocorrer também no final de 2020 ou início de 2021.

O quarto projeto mais avançado em contexto global é o da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que está desenvolvendo um imunizante em parceria com a empresa AstraZeneca. Os representantes estão otimistas e dizem que esta vacina pode estar pronta em setembro de 2020.

Além dos quatro projetos, há ainda outras empresas que prometem o imunizante para meados de 2021, como a Johnson&Johnson e a Sanofi, que trabalha em parceria com a GSK. Assim, o cenário traz boas doses de esperança para o controle da doença, que já provocou mais de 370 mil mortes no mundo inteiro.

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Vacina brasileira

Dentro do contexto global, há também dois projetos brasileiros que buscam a criação de uma vacina eficaz contra o novo coronavírus. Um deles é liderado pela Fiocruz de Minas Gerais, em parceria com outras instituições, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Butantã, a Universidade de São Paulo (USP) e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Além deste, a equipe do Instituto do Coração de São Paulo (Incor), liderada pelo médico imunologista Jorge Kalil, também está trabalhando em um imunizante e ambos os grupos estão trocando informações para avançarem juntos na pesquisa.

A equipe da Fiocruz, comandada pelo médico Alexandre Vieira Machado, diz que está desenvolvendo a vacina a partir dos conhecimento adquiridos com o vírus SARS-CoV-1, responsável pela Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS).

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Entretanto, o trabalho ainda está no começo e a vacina final pode ser finalizada apenas em 2021. Por enquanto, os pesquisadores estão testando o imunizante em camundongos. Só a partir desses resultados é que poderão entrar na etapa de testes clínicos em humanos.

Os projetos precisam garantir que a vacina seja eficaz, segura e acessível, mas ainda há muitas perguntas sobre a vacina. "Nós não sabemos ainda com quantas doses a vacina vai funcionar, se vai ter a mesma eficácia em jovens, idosos e crianças ou por quanto tempo a pessoa vai ficar imunizada. Essas questões têm que ser avaliadas e, quanto mais opções nós tivermos de ferramentas, mais chances temos de chegar a um produto final", disse Machado em entrevista à Agência Brasil.

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