Remédio para hepatite C tem efeito positivo contra COVID-19

Em testes preliminares conduzidos pela Fiocruz, antiviral obteve bons resultados na contenção do novo coronavírus

Em busca de novas formas de tratar a COVID-19, doença que matou mais de 50 mil pessoas em quatro meses no Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) obteve resultados promissores com um estudo feito com um antiviral usado contra a hepatite C. O daclatasvir mostrou-se eficaz na contenção do novo coronavírus em experimentos in vitro realizados pela instituição.

Até o dia 28 de junho, o Brasil registrava 57.658 mortes e 1.345.254 infectados pela doença, segundo levantamento de um consórcio de veículos de imprensa. Enquanto isso, o mundo segue em busca de tratamentos efetivos contra o vírus, que envolvem desde o uso de plasma até a administração de vermífugos, anticoagulantes e outros medicamentos.

Diversos países estão desenvolvendo pesquisas em conjunto para encontrar as melhores soluções para combater a pandemia. No Brasil, a Fiocruz é uma das instituições na linha de frente dos estudos que buscam por tratamentos - e que agora pode ter encontrado mais uma opção viável.

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Como funciona o antiviral

No estudo com três linhagens de células, incluindo células pulmonares humanas, o daclatasvir impediu a reprodução de partículas virais do SARS-CoV-2. Além disso, o remédio também se mostrou de 1,1 a 4 vezes mais eficiente que outros tratamentos que estão sendo estudados - como a cloroquina e a atazanavir - um antirretroviral utilizado no tratamento de HIV também testado pela Fiocruz.

"As análises apontaram que o fármaco [daclastavir] interrompeu a síntese do material genético viral, o que levou ao bloqueio da replicação do vírus. Em células de defesa infectadas, ele também reduziu a produção de substâncias inflamatórias, que estão associadas a quadros de hiperinflamação observados em casos graves de COVID-19?", afirmou a Fiocruz à Agência Brasil.

Expectativa de tratamento

Os resultados da pesquisa foram publicados no site pré-print bioRxiv e já podem ser acessados pela comunidade científica do mundo todo. Entretanto, o estudo ainda requer revisão e aprofundamento para ser aplicado clinicamente.

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"O reposicionamento de medicamentos é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como a maneira mais rápida de identificar candidatos ao tratamento da COVID-19. Considerando que os antivirais de ação direta contra o vírus da hepatite C estão entre os mais seguros, nossos resultados indicam que estes fármacos, em especial o daclatasvir, são candidatos para a terapia", afirmou Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), líder do estudo.

Por enquanto, os cientistas alertam que, apesar dos resultados positivos, os pacientes devem evitar a automedicação com o intuito de se prevenir da contaminação. Em caso de suspeita de COVID-19, é recomendado procurar atendimento médico apenas se a pessoa estiver com sintomas mais graves, como falta de ar e febre alta, para prosseguir com os cuidados mais adequados.

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