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Cisticercose: sintomas, transmissão, tratamento e prevenção

O que é Cisticercose?

A cisticercose é uma infecção que afeta o cérebro, músculos e outros tecidos, causada pelo parasita tênia. Essa doença ocorre principalmente entre animais, como porcos e bois, mas também pode atingir seres humanos.

As manifestações clínicas dependem da parte do corpo em que a larva se aloja, da quantidade de vermes e do tipo de tênia que infectou a pessoa. O estágio de maior gravidade ocorre quando os parasitas estão localizados no sistema nervoso central, causando a neurocisticercose.

Causas

Agente causador

Os agentes etiológicos da cisticercose são as tênias. No entanto, apenas um parasita interno desse tipo é responsável pela infecção humana: a Taenia solium, que também provoca cisticercose em porcos.

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Em contrapartida, o agente causador da condição em bovinos é a Taenia saginata, que não tem diferença da Taenia solium até chegar em sua fase adulta.

Os dois vermes só se desenvolvem completamente em outra fase do seu ciclo de vida: quando um ser humano consome carne de porco ou boi infectada com cisticercose. Nesses casos, o verme se aloja no intestino humano e cresce parasitando o sistema digestório do indivíduo. Essa condição é considerada uma segunda parasitose provocada pela tênia, conhecida como teníase.

Taenia solium adulta - Ilustração: Shutterstock
Taenia solium adulta - Ilustração: Shutterstock

Ciclo da cisticercose

O ciclo de vida do parasita intestinal conhecido como tênia funciona da seguinte forma: uma pessoa contaminada elimina fezes contaminadas com segmentos do corpo do verme adulto, que carregam, por sua vez, a tênia em seu estágio larval.

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Depois disso, partes residuais das fezes costumam ser consumidas de alguma forma por porcos e bois (ou indiretamente por seres humanos, por alimentos contaminados). Isso faz com que o ovos das tênias eclodam dentro do organismo e as larvas formam cisticercos (caroços), tornando esses seres hospedeiros intermediários do parasita - e que acabam sofrendo da condição que chamamos de cisticercose.

Logo em seguida, no ciclo de vida do parasita, o consumo da carne desses animais infectados com cisticercos leva o verme ao seu hospedeiro definitivo (o intestino humano), do qual ele vai tirar nutrientes para se desenvolver.

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Transmissão

A cisticercose é única e exclusivamente transmitida através da ingestão de alimentos que tenham tido contato com fezes humanas contaminadas. A utilização dos resíduos fecais humanos como adubo tem o potencial de provocar isso, assim como o consumo de água que possa ter contato com esses dejetos.

O surgimento da cisticercose, portanto, está relacionado a questões de saneamento básico e higiene, uma vez que a doença é causada pela ingestão acidental de substâncias contaminadas.

Quando passam pelo trato digestório, os ovos de tênia eclodem em larvas e são levados através da corrente sanguínea do indivíduo para outras partes do corpo. Depois disso, os vermes se alojam e formam-se em cisticerco, um tipo de “caroço”.

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Segundo o gastroenterologista Jerônimo De Conto, a cisticercose no organismo humano ocorre porque podemos nos tornar hospedeiros intermediários “acidentais” no ciclo de vida do parasita. Isso significa que essa infecção em pessoas não faz parte do ciclo comum para o desenvolvimento do verme, mas que ainda assim pode acontecer.

Sintomas de Cisticercose

O sintomas apresentados por quem tem cisticercose variam de acordo com o local no qual no verme está alojado. Muitos casos são assintomáticos e só são identificados pelo surgimento de nódulos decorrentes da instalação da larva na musculatura.

Quando o cisticerco se aloja no cérebro, os sintomas são mais graves, causados pela degeneração que desencadeia inflamação no cérebro humano. Essa inflamação obstrui o fluxo do líquido cérebro-espinhal e pode causar problemas como:

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Minha Vida
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Diagnóstico de Cisticercose

Para diagnosticar a cisticercose, são realizados exames de imagem como radiografias, tomografias, ultrassom ou ressonância magnética. Além desses, existe também o exame com um líquido cefalorraquidiano no cérebro e exames de sangue.

Diagnóstico de cisticercose em raio x - Foto:Shutterstock
Diagnóstico de cisticercose em raio x - Foto:Shutterstock

Tratamento de Cisticercose

Como explica o enfermeiro infectologista Milton Monteiro Junior, a teníase (doença causada pelo verme adulto) possui tratamento terapêutico. Já para a cisticercose, não se conhece nenhum procedimento específico eficaz e seguro para homens ou animais.

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O tratamento da doença, portanto, consiste na administração de vermífugos e anti-inflamatórios, sendo alguns deles:

O uso de anticonvulsivantes, em casos de neurocisticercose, também pode ser indicado, pois aproximadamente 62% desses pacientes desenvolvem epilepsia secundária ao parasitismo.

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Cirurgias para Cisticercose

Dependendo do diagnóstico do paciente (ou em caso de hidrocefalia), o mais indicado é a cirurgia para a remoção do cisticerco do cérebro, chamada de neuroendoscopia. Com aparelhos de alta tecnologia, é feita uma incisão no escalpo e uma perfuração mínima no crânio, através da qual é introduzida pelo neurocirurgião uma pequena sonda que retira o cisticerco.

Prevenção

Para melhor controlar as doenças parasitárias, algumas medidas de controle são indicadas pelo Ministério da Saúde e órgãos oficiais responsáveis, como forma de romper o ciclo dos vermes. Entre as principais recomendações estão:

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Prevenção de cisticercose, teníase e outras verminoses
Prevenção de cisticercose, teníase e outras verminoses

Referências

Milton Monteiro Junior, enfermeiro infectologista do Hospital HSANP

Fernando Bagnariolli, biólogo especialista

Irigrácin Lima Diniz Basílio, membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia

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Jerônimo De Conto Oliveira, gastroenterologista especialista em Endoscopia Digestiva, representante da Associação Médica do Rio Grande do Sul

Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de Bolso, Volume II, 3ª edição, pág. 143 - Ministério da Saúde Brasília/DF - junho 2004