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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC): o que é, tratamento e sintomas

Visão Geral

O que é DPOC?

A DPOC (CID 10 - J44) é uma doença pulmonar obstrutiva crônica, intimamente ligada ao tabagismo, que pode se agravar sem o tratamento adequado, comprometendo significativamente a qualidade de vida.

É comum as pessoas acharem que a DPOC é uma doença de pessoas idosas e, por isso, não se preocuparem com ela. Na verdade, a doença atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos, podendo inclusive ser identificada em pessoas mais jovens.

Os pacientes com DPOC grave têm falta de ar com a maioria das atividades cotidianas e são internados no hospital com muita frequência. Ente as possíveis complicações da doença, estão o desenvolvimento de arritmias, necessidade de máquina de respiração e oxigenoterapia, insuficiência cardíaca no lado direito ou cor pulmonale (inchaço do coração ou insuficiência cardíaca devido à doença pulmonar crônica), pneumonia, pneumotórax, perda de peso ou desnutrição grave e osteoporose.

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A DPOC refere-se a um grupo de doenças pulmonares que bloqueiam o fluxo de ar, tornando a respiração difícil. Só no Brasil, cerca de cinco milhões de pessoas sofrem com o problema. É uma doença lenta, que frequentemente se inicia com discreta falta de ar associada a esforços físicos, como subir escadas, andar depressa ou praticar atividades esportivas.

Getty Images
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No entanto, com o passar do tempo, a falta de ar (dispneia) se torna mais intensa e surge depois de esforços cada vez menores. Nas fases mais avançadas, a falta de ar está presente mesmo com o doente em repouso e agrava-se muito diante das atividades mais corriqueiras.

Existem duas formas principais de doença pulmonar obstrutiva crônica. A maioria das pessoas com DPOC tem uma combinação dessas condições:

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Causas

Quando você respira, entra ar nos seus pulmões através de dois grandes tubos, chamados brônquios. Dentro de seus pulmões, estes tubos criam diversas ramificações, como uma árvore, que terminam em aglomerados de pequenos sacos de ar (alvéolos).

Os sacos de ar têm paredes muito finas cheias de pequenos vasos sanguíneos, chamados capilares. O oxigênio do ar que você inala passa para estes vasos sanguíneos e entra na corrente sanguínea. Ao mesmo tempo, o dióxido de carbono - um gás que é um produzido durante esse processo - é exalado.

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Seus pulmões contam com a elasticidade natural dos brônquios e sacos aéreos para forçar o ar para fora do seu corpo - por isso seu peito infla na inspiração e desincha da expiração. A DPOC faz com que eles percam essa elasticidade, o que deixa um pouco de ar preso em seus pulmões quando você expira.

Obstrução das vias aéreas

O enfisema, parte do quadro de DPOC, provoca a destruição das paredes frágeis e fibras elásticas dos alvéolos. Isso ocasiona um pequeno colapso das vias aéreas quando você expira, prejudicando o fluxo de ar para fora de seus pulmões.

Já a bronquite crônica deixa os brônquios inflamados, e por isso eles passam a produzir mais muco. Isso pode bloquear as ramificações mais estreitas, causando a dificuldade na respiração. Além disso, seu organismo desenvolve a tosse crônica, na tentativa de limpar suas vias respiratórias.

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Bronquite crônica: cigarro é a principal causa da doença pulmonar

Sintomas

Sintomas de DPOC

Durante as fases iniciais, o comprometimento da função pulmonar pode ser assintomático, dificultando seu diagnóstico. Os primeiros sintomas são: tosse, catarro e pigarro.

As pessoas não procuram um médico nos estágios iniciais da doença, pois acham que estão sofrendo as consequências do uso de cigarro. Quando surge a falta de ar ou cansaço, a doença pode estar em fase mais avançada.

A DPOC demora cerca de 20 anos para se instalar por completo no organismo. Exatamente por isso, quando os sintomas aparecem, as pessoas acreditam ser apenas sinais de envelhecimento. É importante que fumantes e ex-fumantes fiquem atentos a qualquer sinal de falta de ar procurem um especialista logo que apresentarem os primeiros sintomas.

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Outros sintomas de DPOC incluem:

Pessoas com DPOC também são propensas a experimentar episódios chamados de exacerbações, durante o qual os sintomas se tornam piores e persistem por dias. No período da manhã, por exemplo, o paciente com DPOC tem grande dificuldade, precisando de mais tempo que outras pessoas para começar o seu dia. Ações como trocar uma roupa, escovar dentes e andar de um cômodo para o outro viram um desafio diário.

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Asma e DPOC

É comum as pessoas confundirem a falta de ar causada pela DPOC com sintomas de asma, mas as doenças são diferentes.

A falta de ar típica da asma oscila, agravando-se nas crises. Já a falta de ar da DPOC piora com o passar do tempo e não retorna à situação de normalidade, sendo, assim, progressiva e diária.

Além disso, ao contrário da DPOC, a asma não está diretamente ligada ao tabagismo. O hábito de fumar piora os sintomas da asma, mas há outras causas envolvidas com a doença.

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A DPOC, por sua vez, tem como principal causa o cigarro. Para que alguém desenvolva a DPOC, são necessários anos inalando fumaça, principalmente do cigarro.

Já a asma é uma doença decorrente da hipersensibilidade a estímulos externos e com fundo genético.

Visão Geral

Fatores de risco

Tabagismo

O tabagismo é o principal fator de risco para DPOC, causando cerca de 85% dos casos da doença. Isso porque a fumaça inalada leva a inflamação pulmonar, causando a obstrução dos brônquios e a destruição dos alvéolos (enfisema), responsáveis pelas trocas gasosas.

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Pessoas com asma ou outras doenças respiratórias têm mais chances de desenvolver a DPOC caso sejam fumantes.

Exposição a gases

Pessoas que nunca fumaram, mas estiveram expostas a substâncias tóxicas, poluição, gases ou fumaça também podem desenvolver a doença, devido à resposta inflamatória dos pulmões à longa exposição desses poluentes.

Deficiência de alfa-1- antitripsina

Em cerca de 1% das pessoas com DPOC, a doença resulta de uma perturbação genética que causa os baixos níveis de uma proteína chamada alfa-1-antitripsina (AAT). Ela é produzida no fígado e secretada na circulação sanguínea para ajudar a proteger os pulmões.

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A deficiência de alfa-1-antitripsina podem causar danos no fígado, bem como nos pulmões. Para aqueles com DPOC relacionada com a deficiência de AAT, as opções de tratamento são as mesmas que para as pessoas com tipos mais comuns de DPOC.

Algumas pessoas podem ser tratadas através da substituição da proteína AAT deficiente, o que pode evitar mais danos aos pulmões.

Idade

A DPOC se desenvolve lentamente ao longo dos anos, por isso a maioria das pessoas tem entre 35 a 40 anos quando os sintomas começam.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Se você for a um clínico geral e ele desconfiar de DPOC, você provavelmente será encaminhado para um pneumologista, um médico especialista em doenças pulmonares.

Diagnóstico de DPOC

O diagnóstico na fase inicial da doença é extremamente importante para impedir seu avanço e o comprometimento maior das funções pulmonares, além de garantir a maior eficácia do tratamento. Estudos revelam que a deterioração da doença é mais rápida nas fases iniciais - assim sendo, a intervenção precoce se faz ainda mais importante e necessária.

No entanto, a maioria dos doentes é diagnosticada já numa fase moderada ou grave, depois de um primeiro episódio de agravamento da doença ou quando surgem queixas de cansaço fácil e de dificuldade respiratória.

O diagnóstico da DPOC é feito baseado as alterações identificadas no exame físico, aliado às alterações referidas pelo paciente. O diagnóstico deve ser confirmado por alguns exames:

Espirometria

A espirometria ou prova de função pulmonar é um exame que avaliamos os volumes e fluxos de ar que entram e saem do pulmão. Utiliza-se um aparelho no qual a pessoa assopra em um bocal, chamado espirômetro, e avalia-se o fluxo e a quantidade de ar que sai dos pulmões. Se o resultado indicar alguma alteração, outros exames serão necessários para confirmar um diagnóstico de DPOC.

Gasometria arterial

A gasometria arterial mede o pH e os níveis de oxigênio e dióxido de carbono no sangue de uma artéria. Esse exame é utilizado para verificar se os seus pulmões são capazes de mover o oxigênio dos brônquios para o sangue e remover o dióxido de carbono do sangue.

Exames de imagem

A radiografia de tórax pode mostrar enfisema, uma das principais causas da DPOC. Um raio X também pode descartar outros problemas pulmonares ou insuficiência cardíaca, confirmando o diagnóstico de DPOC.

A tomografia computadorizada dos pulmões pode ajudar a detectar enfisema e a determinar se você pode se beneficiar de uma cirurgia para a DPOC. O exame também pode ser usado para detectar o câncer de pulmão, que é comum entre pessoas com DPOC.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de DPOC

Um diagnóstico de DPOC não é o fim do mundo. Para todos os estágios da doença, o tratamento eficaz está disponível, que pode controlar os sintomas, reduzir o risco de complicações e exacerbações e melhorar a sua capacidade de levar uma vida ativa. Confira as principais modalidades de tratamento:

Cessar o tabagismo

O passo mais importante em qualquer plano de tratamento para a DPOC é parar de fumar. É a única maneira de evitar que a DPOC se agrave. Mas parar de fumar não é fácil. E essa tarefa pode parecer particularmente difícil se você já tentou parar de fumar e não obteve sucesso.

Converse com seu médico sobre os produtos de reposição de nicotina e medicamentos que podem ajudar, assim como a forma de lidar com as recaídas. Também é uma boa ideia para evitar exposição ao fumo passivo, sempre que possível.

Broncodilatadores

Esses medicamentos - que geralmente vêm em um inalador - relaxam os músculos em torno de suas vias aéreas. Isso pode ajudar a aliviar a tosse e falta de ar e facilitar a respiração.

broncodilatadores de curta duração (de quatro a seis horas de ação) e de longa duração (de 12 a 24 horas de ação), mas nenhum desses é um tratamento preventivo, devendo ser associado a outros medicamentos.

Dependendo da gravidade da sua doença, você pode precisar de um broncodilatador de curta ação antes das atividades, um broncodilatador de longa duração que você usa todos os dias ou de ambos.

Os broncodilatadores podem ser ministrados por meio de nebulizadores, nebulímetros (sprays ou "bombinhas"), turbohaler (um tipo de "bombinha" que se inala um pó seco), rotadisks (uma "bombinha" com formato de disco que se inala um pó seco).

Corticosteroides inalados

Essa classe de medicamentos inclui fluticasona, budesonida, mometasona, ciclesonida, flunisolide, beclometasona e outros. As inalações são feitas com inaladores portáteis, por meio de sprays ou em forma de pó. O tempo de ação pode ser de quatro, 12 ou 24 horas, e o espaço entre as inalações varia conforme esse intervalo.

Esses medicamentos são úteis para as pessoas com exacerbações frequentes da DPOC. Ao contrário dos corticosteroides orais, que passam primeiro pela corrente sanguínea para então atingir seu alvo, os corticosteroides inalados têm um risco relativamente baixo de efeitos colaterais e são geralmente seguros para uso contínuo.

Você pode precisar usar esses medicamentos durante vários dias ou semanas antes que eles atinjam o seu máximo benefício.

Outros medicamentos

Terapias

Os médicos costumam usar esses tratamentos adicionais para pessoas com DPOC moderada ou grave:

DPOC Exacerbado

Mesmo com o tratamento, podem ocorrer momentos em que os sintomas pioram em dias ou semanas. Isso é chamado de uma exacerbação aguda, e pode levar à insuficiência respiratória se você não receber tratamento imediato.

As exacerbações podem ser causadas por uma infecção respiratória, poluição do ar ou outras formas de inflamação. Seja qual for a causa, é importante procurar ajuda médica imediata se você notar um aumento sustentado da tosse, uma mudança no seu muco ou se você estiver respirando com mais dificuldade.

Quando ocorrem exacerbações, você pode precisar de medicamentos adicionais (como antibióticos ou corticosteroides), oxigênio suplementar ou tratamento no hospital.

Para evitar exacerbações futuras, procure tomar corticosteroides inalatórios ou broncodilatadores de longa duração, tomar sua vacina anual contra a gripe e evitar a poluição do ar sempre que possível. Para mais informações, converse com o médico.

Cirurgia

A cirurgia é uma opção para pessoas com alguns tipos de enfisema grave que não são tratados suficientemente por medicamentos:

Medicamentos para DPOC

Os medicamentos mais usados para o tratamento de DPOC são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Viver com a DPOC pode ser um desafio. Talvez você tenha que desistir de algumas atividades anteriormente apreciadas e se adaptar a algumas mudanças:

1. Descanse antes de atividades cansativas

Rotinas simples como se vestir, comer, dirigir e até tomar banho podem ser muito difíceis para o paciente com DPOC. Por isso, é importante que ele repouse antes de realizar um esforço, visando a conservação de energia. Fazendo isso, o paciente consegue realizar mais atividades sem se cansar, melhorando a disposição, a autoestima e mantendo-se independente.

2.Vista-se sem sufoco

O ideal para o paciente é se vestir ou se despir sentando na cama, sempre lentamente e mantendo a respiração mais tranquila possível. Lembre-se que soltar o ar deve durar o dobro do tempo que você gastou para encher os pulmões. Use apoios para os cotovelos e fique sentado na cama ou cadeira. Deixar as roupas já separadas na cama e sair do banheiro de roupão também ajudam a economizar energia para se vestir.

3.Tome banho sentado

O banho é uma atividade em que usamos muito os membros superiores. Para o paciente com DPOC, isso significa alterar a utilização de músculos acessórios da respiração, comprimir o peito ao erguer as mãos para lavar a cabeça e flexionar o tronco para lavar pernas. Isso provoca uma sensação de falta de ar mais rápida que o normal.

Ao utilizar um banco ou cadeira de plástico, o paciente consegue diminuir o gasto energético no banho e melhorar essa sensação de cansaço. A dica do roupão também ajuda o paciente a retirar a umidade do corpo sem esforço, tornando a tarefa de se enxugar menos trabalhosa.

4.Barras de segurança no banheiro

O vaso sanitário é baixo e faz com que a hora de levantar seja mais complicada para o paciente com a DPOC. As alternativas possíveis são aumentar a altura do vaso com adaptadores próprios para esse fim, ou usar barras de segurança que auxiliem o paciente a se levantar, tanto no vaso sanitário quanto no box do banheiro. Outra dica é colocar o pé um pouco mais atrás da linha do joelho ao chão, isso faz com que a hora de levantar seja mais fácil.

5.Instale um sistema para abertura da tampa do vaso

Isso fará com que o paciente não tenha que flexionar o tronco para levantar a tampa manualmente, facilitando a tarefa. Em alguns países, já existe uma tecnologia em que se pisa em um botão para levantar a tampa e em outro para dar a descarga, facilitando ainda mais a atividade.

6.Encarando as escadas

Subir e descer escadas são as tarefas mais difíceis e dispendiosas que existem dentro de casa. Essa atividade toma 1040 ml de oxigênio por minuto, enquanto o corpo em repouso usa apenas 200ml/min.

A principal dica é instalar corrimão na escada, isso fará com que o paciente tenha mais segurança, firmeza e equilíbrio. Não tenha pressa na escada, vá devagar, passo a passo, e respire mais lenta e profundamente durante e após a subida.

7.Escovar os dentes e pentear os cabelos

Manter os cotovelos apoiados enquanto estiver penteando os cabelos ou escovando os dentes ajuda na conservação de energia, bem como praticá-las sentado. O espelho deve ficar um pouco mais baixo para que essa atividade seja bem executada.

8.Organize suas tarefas

O paciente deve adequar o ambiente e se organizar de modo que algumas atividades não se repitam todos os dias. Lavar roupas e estendê-las em dois dias consecutivos, por exemplo, cansa demais o portador de DPOC.

Organizar a agenda de tarefas da casa é fundamental, para que as atividades pesadas sejam feitas em dias alternados e nunca de uma vez só.

Gavetas, utensílios e equipamentos da cozinha que usamos com frequência devem sempre ficar na altura do tronco, dispensando a necessidade de se flexionar para pegá-los.

Para quem mora em sobrados, a recomendação é concentrar as atividades do dia em apenas um andar, ou com o mínimo possível de subidas e descidas.

9.Cuidados ao dirigir

Se possível, o portador de DPOC deve dar preferência a modelos completos de carro, com vidros e travas elétricas, direção hidráulica e câmbio automático. Também deve fazer uma boa regulagem da altura do banco, para que não fique forçando demais a musculatura do pescoço ao dirigir.

Fique sentado normalmente, apoiando suas costas no banco e os punhos encostados no volante, de modo que seu braço não fique esticado demais, poupando energia. Não dirija com os pés nos pedais, isso é uma mania muito comum que sobrecarrega a musculatura das pernas. Se necessário, coloque um apoio ou almofada na coluna lombar para não sobrecarregá-la.

10.Cuidados ao fazer exercícios

Antes de começar a fazer exercício físico, é fundamental que o portador de DPOC vá ao médico e faça exames para ver se ele está apto a fazer a atividade e ainda quais são os limites que devem ser respeitados durante o treino.

Caso o paciente esteja bem, mas apresente queda da oxigenação, haverá a necessidade de usar oxigênio extra através de um cateter nasal durante o exercício.

Caso o paciente esteja bem e não tenha queda da oxigenação, poderá se exercitar sem uso de oxigênio extra, apenas prestando atenção aos sinais do corpo, como cansaço e falta de ar.

Caso você sinta falta de ar, cansaço extremo, chiado no peito, tontura e sensação de coração acelerado, o recomendado é parar o exercício e respirar tranquilamente até que se sinta bem novamente.

A doença pulmonar obstrutiva crônica causa a liberação de mediadores inflamatórios na corrente sanguínea, que chegam aos músculos e causam seu enfraquecimento. Para brecar esse efeito danoso, o ideal é fazer exercícios físicos de resistência, como a musculação, por exemplo.

Ela ajuda a reverter a perda de massa muscular e, de quebra, pode melhorar a restrição pulmonar, já que o músculo treinado capta o oxigênio do sangue com mais facilidade. Antes de começar esse treino, o paciente deve conversar com o médico e sempre iniciar com exercícios leves.

Complicações possíveis

Prevenção

Prevenção

Ao contrário de algumas doenças, a DPOC tem uma causa certa e um caminho claro de prevenção. A maioria dos casos está diretamente relacionada ao tabagismo e a melhor maneira de prevenir a DPOC é nunca fumar ou parar de fumar.

A exposição ocupacional a vapores químicos e poeira é outro fator de risco para a DPOC. Se você trabalha com este tipo de irritante para o pulmão, converse com seu supervisor sobre as melhores maneiras de se proteger, como o uso de equipamentos de proteção respiratória.

Confira os métodos que podem te ajudar a parar de fumar:

Referências

Oliver Nascimento, médico pneumologista e Presidente da Sociedade Paulista de Pneumonia e Tisiologia, CRM 95200

Sabrina Presman, psicóloga e especialista em tabagismo da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas (Abead) - CRP 27377-5

Leonardo Dias, fisioterapeuta do setor de Reabilitação Pulmonar da Associação Brasileira de DPOC

Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia

Associação Brasileira de DPOC