Febre oropouche: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Febre oropouche?

A febre oropouche é provocada pelo vírus de mesmo nome e é uma doença infecciosa aguda, ou seja, com sintomas de curta duração.

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Ela é uma arbovirose, ou seja, uma doença provocada por um arbovírus, que costumam ser transmitida por um inseto.

Febre oropouche no Brasil

Em julho de 2017, o especialista Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), apontou que essa doença têm um grande potencial de se espalhar de forma semelhante ao Zika vírus.

Hoje, a febre oropouche já é bastante comum nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, principalmente no interior do Pará. Estima-se que já houve cerca de 30 surtos até hoje na região, todos em grande escala.

Ela é transmitida por um mosquito comum desta região, o Culicoides paraensis, mas acredita-se que os mosquitos do gênero Aedes também possam porta-la.

No entanto, os especialistas ainda não conseguem prever se haverá algum grande surto deste quadro no próximo verão.

Causas

A febre oropouche ocorre em dois ciclos: o silvestre, em que contamina animais, e o ciclo urbano, em que os humanos estão envolvidos. Nesse ponto, ela é muito semelhante à febre amarela.

No ciclo silvestre ela costuma infectar macacos e bichos preguiça, além de aves silvestres.

Seus transmissores na natureza são os mosquitos como Aedes serratus (Pará) e Coquilletidia venezuelensis (Trinidad).

Já no ciclo urbano, o único hospedeiro é o ser humano e ela normalmente é transmitida pelo Culicoides paraensis, também conhecido como borrachudo ou maruim. Ele é um inseto bem pequeno, com cerca de 3 a 4 milímetros (para se ter uma noção, o Aedes pode ter 1 cm).

Sua picada costuma ser bastante alergênica, devido às substâncias em sua saliva, e também é dolorosa.

Outros insetos, como alguns mosquitos do gênero Aedes e o Culex quinquefasciatus também podem transmitir esse vírus.

Fatores de risco

As pessoas em maior risco de contrair esta doença são as que vivem nas regiões Norte do país ou que visitam a região em períodos de maior umidade.

O Culicoides paraensis costuma picar nos momentos de amanhecer e crepúsculo, entre 7h e 9h e 16h e 18h.

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Sintomas

Sintomas de Febre oropouche

Os sintomas da febre oropouche são bastante semelhantes a outras arboviroses e incluem:

Isso permite que ela seja confundida com outras doenças desse tipo, principalmente a dengue.

Mas, além destes sinais, ela apresenta alguns sintomas mais característicos, como:

Eventualmente ela também pode causar manchas avermelhadas na pele (chamadas de exantemas).

Assim como a dengue, zika, febre chikungunya e outras arboviroses, a febre oropouche têm um ciclo de duração de seus sintomas, que leva em torno de cinco a sete dias.

No entanto, uma característica especial deste quadro é a possibilidade de retorno dos sintomas após sete a 14 dias a partir do final da primeira manifestação.

Outro fator importante é que normalmente a febre oropouche costuma ser bastante sintomática, ou seja, a maior parte das pessoas que a contrai manifesta seus sintomas. É diferente do Zika, por exemplo, em que se estima que 80% das pessoas não manifeste o quadro infeccioso.

Buscando ajuda médica

Todos os sintomas comuns das arboviroses justificam a busca de um médico para avaliação do quadro e tratamento adequado.

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Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Febre oropouche

A febre oropouche pode ser identificada através um exame específico para identificação de vírus, chamado PCR (reação em cadeia de polimerase). No entanto, apenas laboratórios de referência possuem os recursos para identificar este vírus específico nesses exames.

Com isso, muitas vezes o quadro é diagnosticado apenas com base nos sintomas manifestados pelo paciente e histórico de visita desprotegida a regiões em que o vírus é comum, como a região amazônica.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Febre oropouche

Normalmente o tratamento da febre oropouche (assim como as outras arboviroses) é focado apenas no alívio dos sintomas durante o período de manifestação do quadro.

O ideal é durante os sintomas não tomar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham a substância associada. Acredita-se que não haja problema direto da febre oropouche com essa substância, no entanto, até que o quadro seja confirmado, sempre existe a possibilidade de ser dengue, e nesse caso pode aumentar o risco de sangramentos.

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Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

A febre oropouche não está associada a complicações graves. A complicação mais comum é que ela evolua para uma meningite viral.

Há relatos da evolução da febre oropouche para uma encefalite, mas são em uma menor quantidade de casos.

Expectativas

O esperado é que o quadro de febre oropouche cesse dentro de cinco a sete dias do início da manifestação dos sintomas. Mas há uma possibilidade de retorno dos sintomas após entre sete a 14 dias do fim da primeira manifestação.

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Prevenção

Prevenção

A única forma hoje de prevenir da febre oropouche é evitar a picada do mosquito possivelmente contaminado. Portanto, se você vive ou visitará uma região em que esta doença é endêmica, tome os seguintes cuidados:

  • Use repelente, principalmente nos horários entre 7 e 9h da manhã e 16 e 18h da tarde
  • Nesses mesmo horários, esteja com roupas longas e que exponham pouco a pele
  • Use mosquiteiras e redes bem estreitas, já que este mosquito é bem pequeno.
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Fontes e referências

  • Infectologista Helena Brígido (CRM-PA: 4.374), membro do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia, especialista em Infectologia, Epidemiologia e Saúde Pública e mestre em Medicina Tropical.
  • Infectologista Celso Granato (CRM-SP 34.307), especializado em Microbiologia e Imunologia Médica na Universidade de Hamburgo, na Alemanha e em Medicina Internacional Retrovírus e Banco de Sangue na Universidade Cornell, nos EUA; assessor médico em Infectologia do Fleury Medicina e Saúde e professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).