Influenza B: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Influenza B?

Sinônimos: Gripe B, Cepa B

Influenza é o nome científico da gripe. Já a Influenza B, ou Gripe B, é a gripe causada pelo vírus influenza do tipo B, ou Cepa B. As gripes (Influenzas) são infecções do sistema respiratório que se iniciam com febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca. Uma das suas maiores complicações é a pneumonia.

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Existem três tipos de influenza, A, B e C, sendo que as maiores diferenças entre elas estão nos hospedeiros do vírus e o seu potencial de causar epidemias. O vírus do tipo B é hospedado apenas em humanos (principal) e mamíferos marinhos, já o vírus A é hospedado em humanos, suínos, aves, equinos e mamíferos marinhos e terrestres, razão pela qual o Influenza A tem o potencial de causar pandemias (se espalhar pelo mundo inteiro), enquanto a influenza B pode causar epidemias (se espalhar por vários estados ou países). O vírus influenza C pode ter como hospedeiros humanos e suínos e não tem sazonalidade marcada.

As gripes são doenças comuns em todo o mundo e uma única pessoa pode adquiri-las várias vezes durante a sua vida. Ela é frequentemente confundida com outros problemas respiratórios, como o resfriado (que na maioria das vezes é causado pelo rinovírus, e não por algum subtipo do vírus influenza), por isso o seu diagnóstico certeiro só é obtido através de exames de laboratório.

Tipos

O vírus influenza B é dividido em duas cepas principais, Yamagata e Victoria. Ambas podem ser prevenidas com a vacina contra gripe do tipo quadrivalente.

Causas

O vírus influenza (gripe) é transmitido através do ar, ou seja, quando uma pessoa com a infecção tosse, espirra, ou até fala, alguém que está perto pode acabar contraindo a doença. Quem está com o vírus é mais propenso a propagá-lo desde um pouco antes dos sintomas aparecerem até cinco dias depois do seu início. Crianças ou adultos nos grupos de risco para complicações da influenza B podem transmitir o vírus por mais tempo, cerca de dez dias.

Apesar do corpo desenvolver anticorpos (defesa) contra o problema a partir do momento em que ele foi contraído, os vírus influenza estão constantemente mudando, por isso é comum que uma pessoa pegue a doença diversas vezes. A vacinação anual ajuda o corpo a desenvolver anticorpos para as mudanças que ocorreram com o vírus naquele ano, protegendo o paciente.

Os tipos de influenza costumam variar em cada localização, assim como o número de casos registrados. No infográfico (em inglês) da Organização Mundial da Saúde (OMS), a seguir, é possível ver como estava a distribuição das influenzas no mundo em Agosto de 2015. Quanto mais escura está a cor do país, maior a porcentagem de casos de influenza que ele tem. Nos círculos, a cor marrom representa a porcentagem de casos de influenza B.

Fatores de risco

Correm mais risco de ter complicações relacionadas às influenzas:

  • Crianças com menos de cinco anos, especialmente as que ainda não completaram dois anos
  • Adultos acima dos 65 anos
  • Pessoas que residem em casas de repouso
  • Mulheres grávidas
  • Pessoas com sistema imune comprometido
  • Pessoas com doenças crônicas como asma, diabetes e as que afetam o coração ou rins
  • Obesos com Índice de Massa Corpórea (IMC) 40 ou maior.
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Sintomas

Sintomas de Influenza B

Os primeiros sinais e sintomas da influenza B costumam aparecer 24 horas depois do contágio, entre eles:

Quando além destes sintomas a pessoa passa a sentir também falta de ar, dificuldade para respirar, é necessário procurar ajuda médica o quanto antes, pois é um sinal de complicação do quadro.

Uma importante diferença entre o resfriado e a gripe (influenza) é que os primeiros sinais do resfriado costumam ser coceira no nariz ou irritação na garganta, seguidos após algumas horas por espirros e secreções nasais. Já a gripe começa com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca. A congestão nasal é comum em ambos, mas nos resfriados, ao contrário da influenza, a maioria dos adultos e crianças não apresenta febre ou ela é baixa.

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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

A maioria das pessoas que contrai algum tipo de gripe, inclusive a causada pelo vírus influenza B, consegue se tratar em casa sem grandes problemas. Contudo, se a pessoa possui os sintomas e está no grupo que corre mais riscos de complicações é preciso procurar ajuda médica o quando antes.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar influenza B são:

  • Clínico geral
  • Infectologista
  • Pneumologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, leve um acompanhante

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são seus sintomas?
  • Quando seus sintomas surgiram?
  • Você manteve contato próximo com alguém que estava gripado ou resfriado?
  • Você esteve recentemente em locais fechados ou com aglomerados de pessoas?
  • Você sente falta de ar? Com que frequência?
  • Você tomou a vacina contra gripe?

Diagnóstico de Influenza B

O diagnóstico com certeza do tipo de influenza que o paciente está só é feito com exame laboratorial específico. Normalmente, nestes casos, é colhido uma amostra de secreção da garganta do paciente, que através da análise em laboratório é possível identificar o vírus que está causando o problema. Contudo, principalmente em pacientes com um agravamento dos sintomas, ou quando ele está no grupo com maior risco de desenvolver complicações, o tratamento deve ser iniciado de acordo com a indicação médica mesmo antes do resultado do exame.

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Influenza B

Ainda não existem medicamentos que tenham demonstrado bons resultados no combate aos vírus da influenza e do resfriado. Por isso, o tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas da gripe. Os principais medicamentos sintomáticos utilizados são os analgésicos e antitérmicos, que aliviam a dor e a febre.

Atenção: mesmo medicamentos que podem ser comprados sem necessidade de receita médica, como aqueles receitados para gripe, podem provocar reações indesejadas. Somente o profissional de saúde poderá indicar o medicamento mais apropriado para cada caso.

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Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Uma pessoa diagnosticada com influenza B deve permanecer em casa, afastada do trabalho ou da escola, e evitar locais com acúmulo de pessoas. Repouso e manter boa hidratação são duas dicas importantes para garantir a recuperação.

Complicações possíveis

As principais complicações da influenza B são pneumonia e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), além de crises de insuficiência respiratória, que podem levar o paciente a óbito se não forem tratadas imediatamente e em caráter de urgência.

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Prevenção

Prevenção

A prevenção da influenza B segue as mesmas diretrizes da prevenção de qualquer tipo de gripe, só que o cuidado deve ser redobrado:

  • Evite manter contato muito próximo com uma pessoa que esteja infectada
  • Lave sempre as mãos com água e sabão e evite levar as mãos ao rosto e, principalmente, à boca
  • Leve sempre um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas
  • Mantenha hábitos saudáveis. Alimente-se bem e coma bastante verduras e frutas. Beba bastante água
  • Não compartilhe utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros
  • Se achar necessário, utilize uma máscara para proteger-se de gotículas infectadas que possam estar no ar
  • Evite frequentar locais fechados ou com muitas pessoas
  • Verifique com um médico se há necessidade de tomar a vacina que já está disponível contra a gripe

Vacinação

Para o ano de 2016 estão disponíveis dois tipos da vacina contra a gripe, a trivalente e a quadrivalente. A vacina trivalente protege contra H1N1, H3N2 e a cepa Yamagata da influenza B. Já a quadrivalente, além desta, também protege contra a cepa Victoria da influenza B.

O efeito preventivo da vacina da gripe é observado cerca de duas semanas após a sua administração. Por isso, a aplicação da vacina deve ser feita antes do inverno, época em que ocorrem os maiores índices de infecção. Como o vírus utilizado na vacina foi inativado em laboratório, não é possível que a vacinação provoque gripe.

As reações adversas à vacina da gripe que podem ocorrer costumam ser leves, como: dor no local da injeção, febre e mal-estar, que duram um ou dois dias. Há evidências de que quem recebe a vacina todos os anos desenvolve maior resistência à doença, por isso, todas as pessoas que tiveram acesso à vacina devem recebê-la anualmente.

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Fontes e referências

  • Helena Brigido, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professora da Universidade Federal do Pará
  • Ministério da Saúde
  • Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
  • Sociedade Brasileira de Infectologia
  • Mayo Clinic