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Papanicolau: o que é, quem deve fazer e como é o preparo para o exame

Procedimento detecta câncer de colo de útero, lesões por HPV e outras DST

O que é?

O exame de papanicolau, ou Colpocitologia Oncológica, faz a análise das células da região do colo uterino para identificar infecções vaginais, doenças sexualmente transmissíveis (DST) e, principalmente, algum sinal precoce de câncer de colo uterino, o terceiro tumor mais frequente na população feminina, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O exame é poderoso e ao mesmo tempo simples - consiste na coleta de material do colo do útero com uma "colher de raspagem". De acordo com um estudo publicado na edição online do British Medical Journal (BMJ), a taxa de sobrevivência de mulheres com câncer de colo do útero detectado pelo exame chega a 92%, enquanto aquelas que são diagnosticadas apenas pelos sintomas apresentam uma taxa de sobrevivência de 66%.

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Na década de 1980, foi descoberto que o HPV (Vírus do Papiloma Humano) é o responsável pelo câncer de colo do útero. Sua transmissão é quase que exclusivamente por contato sexual e penetra nas microlesões da pele e mucosas. É a doença sexualmente transmissível mais comum. Existem mais de 150 tipos destes vírus no ser humano, responsáveis também pelas verrugas genitais. Cerca de 80% da população apresenta a infecção transitória e consegue eliminar o vírus; 20% tem infecção persistente e são as mulheres que devemos acompanhar mais atentamente. O grupo desses vírus que tem características de manter a infecção persistente, é chamado de alto risco e, dentre esses, os tipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos cânceres de colo uterino.

OS HPVs são muito frequentes e altamente transmissíveis. Quando as mulheres que iniciam a vida sexual se infectam facilmente, e, com o passar do tempo, um grande número deles, são eliminados espontaneamente. O câncer do colo uterino, na maioria das vezes, ocorre acima dos 30 anos, e 80% das pacientes com infecção transitória já eliminaram o vírus a partir dessa faixa etária. Portanto, acima desta idade, devemos associar exames mais sensíveis de detecção de HPVs ao Papanicolau, para que o rastreamento seja mais efetivo. As vacinas contra HPV existentes, e as novas em fase de finalização de pesquisa, irão revolucionar esta área e minimizar o sofrimento das gerações futuras.

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Sinônimos

Colpocitologia Oncológica, Papanicolaou

Indicações

Como esse tipo de câncer não se desenvolve rapidamente, recomenda-se que o exame de Papanicolau seja feito pelas mulheres a partir dos 21 anos, exceto nas que ainda não tiveram relações sexuais, até os 64 anos mesmo nas que não tenham mais vida sexual ativa. Seu médico poderá mudar este período e frequência, se necessário.

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Contraindicações

Não há contraindicações para o exame de Papanicolau. No entanto, o médico ou médica irá decidir se você deve ou não fazer o teste.

Grávida pode fazer?

O Papanicolau pode ser feito durante a gestação, devendo ser incluído na lista de exames do pré-natal.

Como é feito

A coleta é simples: durante o exame ginecológico, o médico (a) faz uma coleta das células do colo do útero, com uma espátula e escovinha. Essas células podem ser espalhadas diretamente em lâminas de vidro ou coletadas em meio líquido. Quando o rastreamento populacional é feito adequadamente, permite diminuir em mais de 70% a mortalidade por câncer do colo uterino.

Preparo para o exame

O preparo adequado do exame consiste em evitar relação sexual, cremes, duchas e não estar menstruada pelo menos dois dias antes da coleta. Para as coletas em base líquida não é necessário este rigor, já que as células são lavadas.

Tempo de duração do exame

O exame de Papanicolau dura alguns minutos e é feito por um profissional de saúde experiente no procedimento.

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Periodicidade do exame

O exame de Papanicolau deve ser feito anualmente. Após dois exames consecutivos normais, podemos fazer a cada três anos, conforme define a Organização Mundial de Saúde, associado ou não aos exames para detecção dos HPVs.

Resultados

Os exames alterados devem ser vistos por profissionais experientes, uma vez que as condutas e tratamentos são diferentes, conforme cada caso e período de vida. Para ampliar estas avaliações, podemos usar exames complementares como: testes para pesquisa de HPVs, colposcopia e biópsias.

O Papanicolau ajuda a diagnosticar:

Além do câncer de colo do útero e de suas lesões, o exame ajuda a diagnosticar infecções vaginais como Gardnerella vaginalis, Tricomoníase e candidíase. "Como a coleta do exame envolve exame genital, também é possível perceber doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorreia, condilomatose, clamídia e cancroide", afirma o ginecologista Rodrigo Hurtado, da clínica Origen de Contagem (MG).

Referências

Fabio Laginha, ginecologista e mastologista, coordenador da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, de São Paulo

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Instituto Nacional de Câncer (INCA) - órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil