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Sono é o maior prejudicado para quem troca o dia pela noite

Relógio biológico desregulado pode afetar o equilíbrio emocional e a saúde

Sentir muito mais disposição durante a madrugada para realizar tarefas como estudar ou limpar a casa tem nome: atraso de fase. É quando a noite parece muito mais tentadora para fazer atividades que geralmente são feitas à luz do dia. De acordo com Antônio César Galvão, neurologista do Hospital Nove de Julho, a troca do dia pela noite não é espontânea, ou seja, ela só irá ocorrer quando houver um estímulo. Se um adolescente está para prestar vestibular, por exemplo, é comum que a ansiedade faça com que ele fique estudando durante a madrugada. "O mesmo acontece com as pessoas com jornada tripla, que trabalham, estudam e, no período da noite, chegam em casa para arrumá-la; sempre há um estímulo", completa o neurologista.

De acordo com a psicóloga Luciane Fujita, da Unifesp, especialista em medicina do sono, quem troca o dia pela noite vive no limite extremo do equilíbrio emocional e dos cuidados com a boa saúde. "A maior parte da população opta por dormir à noite e realizar suas atividades durante o dia. A mudança desse padrão pode gerar até alterações psicológicas", afirma a especialista. Dormir pouco pode proporcionar muito mais que uma pequena dor de cabeça na manhã seguinte. O sistema imunológico do corpo também sofre. É o que explicam os especialistas a seguir.

Sono na medida

Sono
Sono

O sono de uma pessoa geralmente dura cerca de 8 horas. "As necessidades do sono variam de uma pessoa para outra, sendo a média de 7 a 9 horas por noite. É possível descobrir se estamos dormindo a quantidade de horas adequadas quando nos sentimos bem no dia seguinte sem sentir cansaço e irritação, decorrentes da deficiência ou excesso de sono", explica a nutricionista Thais Morares.

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O sono é um mecanismo fisiologicamente noturno e qualquer alteração requer adaptação do relógio biológico. Há pessoas que se sentem bem por trocar o dia pela noite e que se adaptam melhor ao período noturno naturalmente. Da mesma forma que há aquelas que vivem muito bem com uma quantidade muito reduzida de sono. "Pesquisas recentes sugerem que a genética pode regular a quantidade de sono de um indivíduo", explica Antônio César Galvão.

Quando a falta de disposição aparece por conta da troca de horários, é preciso ficar atento: isso que dizer que seu corpo prefere seguir os padrões da sociedade quando o assunto é o horário de repouso . No entanto, há casos em que não há escolha, quando é necessário trabalhar no período noturno, por exemplo. É aí que surge a questão principal: compensar o sono perdido. Como explica o neurologista, os horários diferentes desregulam o relógio biológico, que deve ser normalizado. "Todo mundo precisa dormir, seja qual for a hora", afirma. A seguir, os especialistas dão dicas para colocar o relógio biológico em ordem.

Sono
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Durma mais cedo

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Se você costuma dormir às 3 horas, acostume-se a ir deitar-se pelo menos meia hora mais cedo. Quando você conseguir pegar no sono nesse horário, comece a ir mais cedo para a cama, gradualmente, até que chegue ao horário normal.

Estabeleça uma rotina

Acostume-se a ir para cama sempre no mesmo horário, independente do que estiver fazendo ou do que tenha planejado terminar naquele período. Organize-se para pensar que tudo pode esperar seu corpo descansar.

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Não tente dormir em qualquer lugar

O ambiente ideal é silencioso, confortável e sem luzes que gerem distração para pegar no sono. Ruídos e barulho atrapalham, portanto, ficar com a televisão ou o aparelho de som ligados nem sempre são a melhor saída.

Deixe a cafeína de lado

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Evite consumir alimentos estimulantes horas antes de se deitar, principalmente os que sãos ricos em cafeína, como o café e chá. Algumas pessoas são mais sensíveis a essa substância do que outras, assim como os exercícios, que deixam o cérebro ainda mais ativo que o normal, evitando a chegada do sono.