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Sabe o segredo de Susan Boyle ? O jeitão desleixado

A voz incrível, numa mulher linda e fashion, dificilmente faria tanto sucesso

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Susan Boyle: o nome dela provoca sorrisos largos até nas pessoas mais sisudas. A senhora desengonçada, de roupas simples e uma voz de arrebatar os sentimentos ainda provoca a credulidade de muita gente, no mundo todo. Depois de fazer cair o queixo dos jurados e da platéia de um dos programas de calouros mais disputados da televisão, o britânico Britains´s Got Talent, Susan segue causando mudanças. "Historicamente, o ser humano forma seus juízos com base na aparencia, que é decisiva. Reis e faraós usavam roupas e maquiagens diferentes para impor seus status", afirma o psicoterapeuta Chris Allmeida, especialista do MinhaVida. Numa entrevista sem concessões ao politicamente correto, ele revela porque o caso de Susan Boyle ainda causa tanto espanto e revela como o preconceito pode ser paralisante não só para os outros, mas para você.

A aparência serve como elemento de persuasão?
Na interação humana, a aparência é muito importante. Quando estamos em contato com uma pessoa desconhecida, temos poucos elementos sobre ela. Nosso cérebro age rapidamente na busca de informações para descobrir se é ou não uma pessoa confiável. Neste sentido, os apelos visuais são as primeiras impressões que temos acesso. Daí o ditado de que a primeira impressão é a que fica.

Susan, no caso, tem um talento excepcional. Mas imaginando que ela fosse mediana: a aparência tenderia o juízo à reprovação?
Possivelmente.

A que riscos estamos expostos, julgando os outros pela aparência?
Repare que não estou incentivando as pessoas a julgarem umas às outras pela aparência nem, muito menos, fazer disso uma regra de conduta. Mas este pré-julgamento é inevitável. Portanto, conscientes deste processo, precisamos de maior cautela no julgar o outro pela aparência. Não ser tão rápido em tirar conclusões, pois perdemos oportunidades.

E a que ameaças expomos as pessoas, usando a aparência delas como limite?
No fundo, corremos o risco de perder o ser humano real que existe por trás daquela aparência, restringindo a relação àquilo que ele está revelando naquele momento.

Nós tendemos a manipular nossa aparência em favor do que acreditamos? Ou é o contrário: deixamos que os outros manipulem nossa aparência?
As duas alternativas podem estar corretas. Na verdade, nosso modo de vestir e se apresentar é uma ferramenta de interação com o mundo que nos cerca. Se vivo em sociedade, vou buscar adequar o meu perfil a ela, exceto se quero contestar ou ir contra uma tendência. Daí, me apresentarei de forma não convencional. Mas existem ainda algumas pessoas que são espíritos livres, que se vestem nem para agradar, nem para desagradar. São pessoas que apenas são aquilo que são. Obviamente, o primeiro grupo, dos que se adaptam a realidade social, - encontram um canal de comunicação (e aceitação) mais amplo. Isso não é bom nem ruim, depende dos objetivos que a pessoa traz com ela mesma.

No caso de Susan, a aparência desleixada pode ter ajudado em alguma coisa?
Pode ter ajudado no sentido de causar um impacto, o que é interessante aos olhos da mídia. Afinal, as pessoas gostam de assistir coisas diferentes. Mas a aparencia desleixada é desnecessária, não é o melhor caminho para quem quer fazer sucesso. No caso, houve um misto de sorte e oportunidade.

A inscrição dela no show de talentos mostra que ela não é, assim, tão descrente de si mesma?
Exato. Algumas ações podem ser propositais. Mas dificilmente iremos saber se este é o caso de Susan Boyle. Mesmo porque a televisão é um mundo de sonhos e fantasias.

Susan, depois de passar pelo programa, apressou-se em mudar cabelo, figurino e cuidar da pele. Isso é sinal da auto-estima melhorada? Ou, ao contrário, é sinal de que ela entrou para a roda de dependência da opinião pública?
A este processo chamemos de adequação ao meio. Talvez ela tenha entendido que a sociedade possui alguns protocolos. Por um lado, ninguém precisa respeitá-los, afinal, somos livres. Mas, se você quiser interagir melhor com o mundo, pode direcionar sua atenção para prestar mais atenção a estes detalhes. Isto abrirá algumas portas. Mesmo porque, a recusa em querer se cuidar é que parece ser um disturbio. Manter uma boa aparencia é, em si, uma atitude psicologicamente saudável. Dentro dos limites do bom senso, é algo que deve ser estimulado.