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Artistas têm maiores chances de desenvolver transtornos mentais

Uma infância traumática vem sendo indicada como um fator primordial no aumento da criatividade entre os artistas

Muitas vezes acreditamos que os acontecimentos negativos do passado não assumem outra função que não seja prejudicar quem somos e a forma como pensamos. Porém, muitas vezes podemos usar esses traumas ou marcas da vida a nosso favor, principalmente em nossa criatividade. É o que indica um novo estudopublicado pelo periódico Frontiers in Psychology, e realizado pela Universidade da Califórnia.

Artistas que vivenciaram o abuso, negligência ou tiveram famílias disfuncionais durante a infância, podem experienciar o processo criativo de forma intensa, de acordo com a pesquisa. "A percepção que artistas sofrem mais patologias, incluindo transtorno bipolar, nos instigou", disse a psicóloga Paula Thomson, coautora do estudo, em entrevista ao Psypost.

Como o estudo foi feito

Os pesquisadores analisaram 234 artistas profissionais, procurando pelo motivo que tornasse os transtornos psicológicos tão recorrentes entre quem atua na área. Os artistas participantes do estudo tiveram que redigir um relatório, falando sobre momentos traumáticos na infância, senso de vergonha, frequência de momentos criativos, propensão à fantasias, ansiedade e nível de engajamento ao realizar alguma atividade.

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Além disso, os participantes foram separados em três grupos: Pessoas que experienciaram adversidade na infância de forma intensa, mediana ou então que não passaram por eventos traumáticos.

O grupo que experienciou a infância mais traumática foi o que tiveram pessoas com características mais extremas. Os artistas desse grupo tinham um alto nível de ansiedade e vergonha internalizada, além de reportarem um número maior de eventos traumáticos na infância em relação aos outros participantes. Eles também tinham maior propensão à fantasia.

Conclusões

De modo geral, chegou-se à conclusão de que, em comparação com um estudo feito em 1998 sobre experiências adversas na infância, com participação de 9,508 adultos, os artistas como um grupo, relataram um número muito maior de traumas, abuso emocional e negligência durante a infância do que pessoas que não estão envolvidas com a arte.

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Os artistas também se mostraram mais conectados com seus processos criativos, segundo os pesquisadores. Eles estavam mais conscientes e imersos durante suas criações. Também foi relatado um grande senso de descoberta durante o desenvolvimento de um trabalho. A facilidade dessas pessoas em sair de um estado de absorção de informação para um de consciência crítica também foi observado, o que os faz serem mais receptivos em relação à arte.

O estudo é não conclusivo, já que relatórios preenchidos pelos próprios participantes estão propensos a impasses pessoais. Além disso, a pesquisa envolveu um número limitado de artistas, o que faz com que não seja possível comparar os resultados obtidos com outras parcelas da população, afirmando que uma infância traumática causa uma grande criatividade em todos.

"Nós estamos entristecidos pelo número de participantes em nossa pesquisa que sofreram diversos traumas na infância, incluindo abuso sexual ou emocional", diz Paula Thomson. "Porém, ficamos felizes em saber que essas pessoas são capazes de abraçar suas paixões pela performance e criatividade. Eles estão abraçando as formas de expressarem toda sua humanidade", conclui.

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