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Projeto de lei quer mudar licença para mães de prematuros

Proposta é que tempo de internação do bebê não seja contado na licença-maternidade

Atualmente, a lei prevê que uma mãe se afaste do trabalho por 120 dias quando seu filho nasce. Essa licença-maternidade pode ser tirada entre o 28º dia antes do parto e o nascimento do bebê. Um projeto de lei quer que, em caso de bebês prematuros, esse período desconte os dias em que a criança foi internada.

"Na atual legislação se uma criança prematura que fica internada 45 dias por a mãe já terá descontado da licença maternidade esses dias e nessa circunstância entendemos que a excepcionalidade não pode penalizar a família suprimindo dias essenciais de convívio da família e principalmente da criança e da genitora", defendeu a senadora Rose de Freitas (PMDB), que propôs a alteração. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais e segue para outras votações.

Um nascimento é considerado prematuro se ocorre antes da 37ª semana de gestação. Ele pode acontecer em decorrência de diversos fatores de risco, principalmente relacionados a hábitos de vida. Conheça os cuidados para evitar que esse problema ocorra na sua gravidez.

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1 - Tabagismo

Este é um dos hábitos perigosos para mulheres grávidas. "O fumo prejudica a circulação uteroplacentária que causa uma menor oxigenação fetal", relata Roberto Eduardo Bittar, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.

2 - Desnutrição

Futuras mães que não se alimentam de forma adequada durante a gravidez também colocam seus bebês em risco. Principalmente se surgirem casos de anemia durante este período.

3 - Obesidade

Por outro lado, mulheres obesas também trazem riscos à duração da gestação. No caso, o dano é maior quando elas já apresentam o índice de massa corporal (IMC) muito acima do aconselhado antes da gravidez. "Há maior risco de existirem quadros como diabetes e hipertensão arterial, que contribuem para a prematuridade", salienta o obstetra Roberto Eduardo Bittar.

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4- Álcool

A bebida alcoólica também não tem uma boa relação com a gravidez. "O mecanismo específico de como o álcool causa trabalho de parto prematuro é desconhecido, mas além de aumentar risco de infecções, ele causa o descolamento prematuro de placenta", comenta a obstetra Silvia Herrera.

5 - Estresse

Hábitos que cultivam o estresse só pioram o risco do trabalho de parto se iniciar antes da hora. E a culpa disso tudo é dos hormônios ativados por esse quadro emocional. "A elevação da noradrenalina e do cortisol, que está presente nesses casos, desencadeia contrações uterinas", ressalta o obstetra Roberto Bittar.

6 - Desidratação

A redução de líquido amniótico também pode causar um parto prematuro, até porque é uma condição que prejudica questões o crescimento do feto, como o desenvolvimento de seus pulmões, por exemplo. Muitas vezes essa redução ocorre por algum problema na troca entre a mãe e o bebê, aí não há o que se possa fazer. Mas consumir pouca água também pode ajudar a deixar esse líquido menor. "A ingestão de 2 a 3 litros de água por dia poderia evitar essa redução", ensina a obstetra Silvia Herrera.

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7 - Abuso de açúcar

Durante a gestação, a placenta produz hormônios que bloqueiam em parte a ação da insulina no corpo, hormônio que atua na retirada da glicose do sangue. Isso pode gerar um quadro chamado de diabetes gestacional, e consumir grandes quantidades de açúcar, principalmente o de adição, não ajuda em nada na prevenção do problema, que está ligado também a partos prematuros.