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Pai solteiro adota 10 crianças para não separar irmãos biológicos

Uanderson Barreto formou uma grande família com crianças que são minoria entre as preferências de quem vai adotar

Mais de 9 mil crianças e adolescentes estão esperando para serem adotadas, segundo o Sistema Integrado do Cadastro Nacional de Adoção. Esse acúmulo acontece, principalmente, por causa da incompatibilidade entre o perfil desejado pelos pretendentes e a realidade das crianças e adolescentes cadastrados: 67,6% têm entre 7 e 17 anos, 55% têm irmãos e pelo menos cerca de 25% possuem algum problema de saúde. Porém, um enfermeiro resolveu fazer a diferença e adotou 10 crianças nessas condições para não separar os irmãos.

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Adoção de irmãos

Uanderson Barreto tem apenas 29 anos e é pai solteiro de 10 filhos. O enfermeiro vive em Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro, e resolveu visitar um centro de acolhimento na sua cidade, pois já tinha em mente que queria aumentar a família. Lá, a psicóloga responsável disse que ele seria um pai perfeito para um garoto que tinha 10 anos: o João.

Então, em 2012, Uanderson adotou João e seu irmão Daniel, que possui doença cognitiva, para que eles não se separassem. No ano seguinte, em 2013, ele descobriu outro irmão biológico de seus filhos, Alexandre, e decidiu adotá-lo também.

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Mesmo já tendo construído uma família, Uanderson continuava visitando os centros de acolhimento. Em uma dessas visitas, conheceu um menino que tinha o sonho de ser jogador de futebol e resolveu ajudá-lo. Assim, em 2014, o enfermeiro adotou o Leonardo, que tinha 11 anos, e seu irmão Pedro, que tinha 7 anos.

Foto: Uanderson Barreto/Facebook
Foto: Uanderson Barreto/Facebook

Preconceito na adoção

Depois disso, Uanderson foi chamado para trabalhar em uma instituição no município vizinho. Foi onde conheceu o Jocilan, seu sexto filho. Após tantas experiências encontrando crianças e adolescentes carentes, esse pai não esperava que seu próximo filho é quem viria até ele. O enfermeiro recebeu uma mensagem de Marcos, um garoto que tinha 17 anos e que há tempos estava no abrigo, pedindo para fazer parte da sua família.

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"Me sentia mal, só adotavam pessoas brancas e crianças pequenas e eu nem recebia visitas", disse Marcos em entrevista ao G1. O desfecho não poderia ser diferente: Uanderson adotou Marcos e seus 3 irmãos, Vitória, Wesley e Luciara, que já estava completando 18 anos e não teria para onde ir.

"No acolhimento, a criança é quase um invisível social. Se eu pudesse, eu daria uma vida melhor para muitos outros adolescentes e crianças que não estão na preferência de adoção do brasileiro", afirmou o pai em entrevista ao G1.

Atualmente, a família segue ajudando outras pessoas, através do projeto Cabide Solidário. Eles recolhem doações de roupas durante a semana e disponibilizam em uma arara em lugares que tenham muitas pessoas em vulnerabilidade social.

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