Júlia perguntou:

Sindactilia é genética Se a criança tiver e o pai não,o filho pode ser dele se a a familia da Mãe não tiver?

  • Respondido em 27/03/2017
    Janaina Marize de Oliveira Psicologia - CRP 121636/SP
    Olá,

    A sindactilia é uma malformação embriológica extremamente rara que acomete os dedos. Ela consiste na fusão entre dois ou mais dedos das mãos ou dos pés, podendo ocorrer tanto em partes moles (sindactilia cutânea) quanto em ossos (sinostose).

    Não se sabe afirmar ao certo quais são as causas exatas de sindactilia. Elas podem ser várias – desde uma anormalidade herdada de um dos pais até o resultado de uma alteração genética, ocorrida durante a fase embrionária.

    A ciência explica isso a partir dos genes, responsáveis por codificar instruções que definem os traços do bebê. Como uma loteria, a transmissão de características físicas dependerá da combinação dos genes. Contudo, cada criança tem uma combinação única de traços. Além disso, nascem crianças com uma nova combinação de genes, deixando os traços familiares de lado.

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  • Respondido em 03/04/2017
    Dirk Belau Psicologia e Psicanálise - CRP 06/117170/SP
    Olá,

    detrás da sua pergunta, vejo uma preocupação não vinculada à sindactilia, ou seja, que a criança não seria do pai que a assumiu.

    A minha colega já informou que a explicação genética da sindactilia é superficial, pois não se conhece nada de genético que a explicaria. Só a ocorrência, num certo número de casos, mas não em todos os casos, da sindactilia num dos pais.

    A suspeita de uma criança não "ser" do seu pai pode ser extremamente destrutiva. Ela costuma ser motivada pela crença que certos traços da personalidade ou de outras capacidades ou incapacidades sejam determinados pela sua hereditariedade. Esta teoria não só é questionável em si, mas o seu uso é abominável, pois por ela procura-se determinar o "valor" da criança, motivo para gostar dela mais ou gostar dela menos.

    No entanto, olhando objetivamente, a questão de quem é ou não é o pai biológico de uma criança tem nenhuma importância. O âmbito social onde a criança cresce, o amor que ela recebe, são infinitamente mais importantes para a vida dela que a sua descendência biológica.

    Sendo que grande parte da população ainda crê no mito da descendência biológica, a questão é muito delicada na educação da criança. Recomendo prestar bastante atenção para não discriminá-la, deixar o assunto da sua descendência para lá, mas responder honestamente às perguntas que ela mesma pode pronunciar a respeito. Para a criança seria mais fácil desconhecer o seu pai biológico e aceitar o seu pai social do que viver com uma suspeita não resolvida, objeto de alusões indiretas.

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