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Síndrome da banda iliotibial: o que é, quem tem e exercícios

Dor na banda iliotibial pode ter a ver, principalmente, com excesso de treinos; entenda

Entenda o que é a síndrome da banda iliotibial - Créditos: Boyloso/Shutterstock
Entenda o que é a síndrome da banda iliotibial - Créditos: Boyloso/Shutterstock

A síndrome da banda iliotibial é uma condição que atinge a região lateral do joelho e, geralmente, ocorre por sobrecarga na região.

Formada por um tecido forte, chamado de tecido conectivo, a banda iliotibial (BIT), tem sua origem na bacia e percorre a coxa até o final do seu músculo. Uma das suas principais funções é ajudar a estabilizar o joelho durante alguns movimentos e evitar a sobrecarga da BIT, causando dor na lateral do joelho e a chamada síndrome da banda iliotibial.

A principal causa é um desequilíbrio na musculatura do quadril/coxa. Antigamente, o encurtamento lateral da coxa era considerado mais importante, porém, novos estudos mostraram que o desequilíbrio da musculatura associado a um aumento rápido de carga de treino tem mais impacto.

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O que é síndrome da banda iliotibial e sintomas

A síndrome da banda iliotibial é uma lesão inflamatória. Dentre os seus sintomas, o principal é a dor na lateral do joelho, que piora com esforços em atividades físicas. Geralmente, inicia após um aumento da carga de treino, principalmente para provas longas de corrida, como uma maratona. Nesse caso, o incômodo costuma se iniciar após alguns quilômetros e sempre irá se repetir por volta da mesma distância, piorando principalmente durante as descidas.

Tal patologia é mais comum em corredores de longa distância, como maratonistas (7% a 14% dos casos). Mas ciclistas, remadores, nadadores da modalidade peito e também nas que envolvem o salto, como por exemplo, o vôlei e outros esportes.

Diagnóstico e tratamento

Seu diagnóstico é clínico, feito através de exame físico. Dificilmente é necessário exames de imagem complementar. Entretanto, nos casos de dor crônica e principalmente nos casos que é indicado cirurgia, pode ser solicitado um exame de ressonância magnética.

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Na fase de tratamento, o uso de sintomáticos como anti-inflamatórios e analgésicos é necessário. Assim como outras terapias (acupuntura, fisioterapia analgésica). Entretanto deve-se evitar o uso crônico de anti-inflamatórios, pois podem influenciar negativamente na cicatrização.

Exercícios para síndrome iliotibial

Assim que a dor estiver tolerável, os exercícios de fortalecimento devem ser iniciados, sempre que possível com o acompanhamento de um fisioterapeuta, visando o reequilíbrio da musculatura da coluna, abdômen, quadril e coxa.

Deve-se evitar o alongamento nas primeiras semanas e exercícios com salto (pliométricos) se a dor for muito intensa, até o controle e fortalecimento adequado da musculatura. No dia a dia, movimentos simples como subir e descer escadas ou agachar pode piorar a dor e devem ser evitados.

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A transição da fisioterapia para os treinos sem restrição também deve ser gradativa. O ideal é diminuir a carga de treino/atividade física durante o tratamento. Se mesmo assim a dor for intensa e persistente, pode ser necessário suspender a prática esportiva por um tempo.

Quando é preciso operar?

A maioria dos pacientes evoluem bem, porém o tratamento cirúrgico pode ser considerada na falha do tratamento conservador adequado. Mas lembre-se, prevenir é sempre o principal!

Por isso, realize exercícios de fortalecimento, pelo menos três vezes por semana ou mais, dependendo da atividade física praticada e carga de treino. Esse processo é dinâmico, portanto, sempre que aumentar a carga de treino aeróbico ou passar a fazer mais uma atividade, é necessário aumentar a carga de exercícios de fortalecimento!

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É preciso parar de treinar?

Primeiro é preciso verificar se a carga está adequada. Mas como identificar? Dor. Respeitar a dor é importante durante e após a atividade física. Às vezes o paciente pode ter uma melhora do quadro após alguns minutos de aquecimento leve e acaba praticando normalmente a sua atividade.

Entretanto, horas depois apresenta um quadro de dor mais intensa. Nesse caso, o ideal é suspender a atividade física até passar em consulta com um médico especialista em medicina esportiva, traumatologia do esporte ou especialista em joelho para ser avaliado. Mas, geralmente não é necessário parar por completo a prática de atividade física.

Após consulta, o médico pode avaliar se existe algo que impossibilite esse paciente de manter os treinos e geralmente é realizada somente uma adaptação, não só da parte esportiva, mas também de cuidados na rotina diária para diminuirmos a sobrecarga.

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