Coronavírus: como diferenciar alergias e rinite da COVID-19?

Época do inverno faz crescer a incidência de doenças respiratórias, por isso saiba as diferenças entre cada condição de saúde

Com a chegada do outono e do inverno, os alérgicos podem sentir um agravamento de seus sintomas, que incluem tosse, espirros, coriza, congestão nasal, coceiras no nariz, secura da garganta e falta de ar (dispneia).

Rinite, sinusite e asma são doenças comuns deste período do ano. Isso porque a baixa umidade do ar, a poluição e a variação climática favorecem o aparecimento de alergias respiratórias.

O ar mais seco age como irritante das vias respiratórias, especialmente nas pessoas alérgica - que possuem as vias aéreas inflamadas, o que favorece o desenvolvimento de sintomas respiratórios.

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No entanto, pelas estações coincidirem com a atual pandemia do novo coronavírus, alguns destes incômodos podem ser confundidos com os efeitos da COVID-19. Por isso, a atenção desses pacientes deve ser redobrada nesta época.

Diferença entre alergias, rinite e COVID-19

Os alérgicos devem ter cuidado extra durante a pandemia. É que, apesar de a rinite não ser fator de risco para a COVID-19, alguns sintomas podem confundir e preocupar ainda mais o paciente. Nesse sentido, o principal alerta da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) é que alergia não provoca febre.

Na infecção pelo novo coronavírus, os principais sintomas lembram uma gripe nos casos mais leves e moderados. Já nos quadros graves, cerca de 6% dos infectados, o paciente pode apresentar insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte.

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A COVID-19 apresenta como sintomas mais comuns:

A rinite, por sua vez, exibe os seguintes sintomas:

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Também pode acontecer do alérgico apresentar sangramento nasal, coceira nos olhos e lacrimejamento. Há ainda a possibilidade de desenvolver coceira no conduto auditivo externo, palato e garganta.

As gripes e resfriados, também muito frequentes nesta época do ano, apresentam sintomas muito parecidos com quadros de COVID-19 e merecem atenção para distingui-los e evitar idas ao hospital sem necessidade.

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A gripe dura cerca de cinco dias e apresenta sintomas como:

No caso de resfriados, os sintomas são mais leves que a gripe, com coriza, obstrução nasal, tosse e dor de garganta.

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Quando ir ao médico?

A médica Cristiane Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, recomenda que o paciente com rinite ou alergias que tiver sintomas leves permaneça em isolamento. Ele deve seguir as mesmas recomendações da população em geral e só procurar um hospital se apresentar os seguintes sinais de alarme:

É importante ainda que os alérgicos mantenham seus sintomas controlados, uma vez que o vírus SARS-CoV-2 é transmitido através de secreções expelidas e ataca as vias respiratórias. Isso significa que a coriza e os espirros podem aumentar o risco de contaminação.

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Controle das alergias

Membros do projeto ARIA e da Academia Europeia de Asma, Alergia e Imunologia Clínica (EAACI) recomendam aos pacientes com rinite que sigam com o uso de corticosteróide tópico nasal, na dose prescrita pelo médico, mesmo caso sejam infectados pelo novo coronavírus.

A médica Cristiane Levy ainda ressalta que os alérgicos mantenham o ambiente sempre bem umidificado para que não haja o ressecamento das vias aéreas e para que o muco funcione corretamente. Além disso, é importante lembrar de outras medidas preventivas contra o coronavírus, como:

Evitar locais fechados; Evitar aglomerações;Lavar as mãos com frequência;Higienizar as mãos com álcool em gel;Fazer o controle ambiental: evitar acúmulo de poeira e evitar contato com substâncias irritantes

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