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Trombose: o que é, sintomas, cura e tratamento

Visão Geral

O que é Trombose?

A trombose (CID 10 - I82), também conhecida como Trombose Venosa Profunda (TVP), é a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas da parte inferior do corpo, geralmente nas pernas. Os principais sintomas são dores e inchaço na pernas, queimação e mudança na cor da pele.

Além dos tipos de trombose (aguda e crônica), a doença também pode se manifestar de diferentes formas: trombose hemorroidaria, trombose cerebral e trombose arterial.

Trombose hemorroidaria

Quando uma hemorroida tem a formação aguda de trombos, chamamos isso de uma trombose hemorroidaria (CID 10 - I84.3). Esse quadro implica no desenvolvimento de um nódulo com edema e de coloração arroxeada na margem anal.

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É frequentemente acompanhado de dor severa. Saiba mais sobre a trombose hemorroidaria neste artigo.

Trombose arterial

Além da trombose venosa profunda, existem também trombos que se formam nas artérias, bloqueando totalmente este vaso e causando a chamada trombose arterial (CID 10 - I74).

Trombose cerebral

Quando existe uma obstrução total das artérias do cérebro, chamamos de acidente vascular cerebral, também conhecido pela sigla AVC. Assim, a trombose cerebral (CID 10 - I63.6) é um tipo de AVC, em que a região a que o sangue não chega sofre um infarto cerebral e morre.

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Saiba mais detalhes sobre a trombose arterial neste artigo.

Diferença entre trombose e tromboflebite

A tromboflebite (CID 10 - I80) consiste na inflamação deste coágulo formado quando há uma trombose e tem sintomas como calor na região, vermelhidão e varizes ou veias dilatadas.

O tratamento para a tromboflebite é baseado em anti-inflamatórios, analgésicos, repouso e pomadas para alívio de dores.

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Por sua vez, o tratamento da trombose (CID 10 - I82) é voltado ao uso de anticoagulantes e, raramente, cirurgia para retirar os trombos das veias.

Tipos

A trombose tem dois tipos, sendo classificada como aguda ou crônica.

Trombose aguda

Inicialmente uma trombose pode ser considerada um evento agudo que muitas vezes o corpo mesmo utiliza de mecanismos para dissolvê-lo.

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Trombose crônica

Durante o processo de dissolução do coágulo que é natural do corpo, podem ficar sequelas no interior das veias, destruindo a estrutura das válvulas. É a partir desse momento que a doença se torna crônica.

Por conta dessas alterações nas válvulas, o retorno do sangue fica prejudicado e leva ao aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento e endurecimento da pele e até feridas.

Causas

Quais as causas da trombose?

A trombose ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas. Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região.

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O problema maior é quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, em um processo chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.

Bloqueio do fluxo de sangue

A trombose ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas. Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região.

O problema maior é quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, em um processo chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.

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Diferenças entre coagulação normal, trombose e embolia - Imagem: Minha Vida
Diferenças entre coagulação normal, trombose e embolia - Imagem: Minha Vida

Trombose no avião

Um medo muito comum das pessoas é o de trombose em viagens de avião. Não à toa a trombose venosa profunda (TVP) é conhecida por muitos como "trombose de viajante".

Realmente um voo é um momento em que o risco de trombose aumenta, já que a pessoa fica sem mover as pernas, o que prejudica o retorno do sangue venoso para o coração. Isso ocorre principalmente em viagens longas e sem escalas ou conexões.

O problema maior é em pessoas que têm alguma predisposição a ter trombose e estão viajando de avião. O sintoma mais comum é inchaço de panturrilha, acompanhado ou não de dor e calor local.

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Para evitar a trombose em viagens de avião, algumas dicas são:

Sintomas

Sintomas de Trombose

Em aproximadamente metade dos casos, a trombose não manifesta sintomas no paciente. No entanto, pode acontecer de a pessoa despertar alguns sinais da doença.

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Visão Geral

Fatores de risco

Existem alguns fatores que são considerados de risco para a ocorrência de trombose, como:

Pílula anticoncepcional

A pílula anticoncepcional exerce efeito sobre a coagulação sanguínea e alguns estudos mostram haver risco quatro vezes maior para o desenvolvimento de trombose em mulheres que utilizam anticoncepcionais em relação às não usuárias.

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Esse risco aumenta com a idade. A incidência é de 4 a 10 mil mulheres por ano; e entre 35 a 39 anos passa a ser de aproximadamente 9 a 10 mil mulheres anualmente.

Esse risco é maior no primeiro ano de uso do contraceptivo e está aumentado em tabagistas que fumam acima de dez cigarros por dia.Saiba mais sobre esta relação neste artigo.

Ficar sentado

Permanecer sentado por muito tempo, principalmente quando se está dirigindo ou dentro de um avião, eleva as chances de trombose.

Quando as pernas ficam na mesma posição por um tempo prolongado, os músculos da panturrilha não se contraem, o que dificulta a circulação de sangue e leva à doença.

Passar muito tempo deitado ou em repouso absoluto, comum em caso de internações hospitalares, por exemplo, também facilitam a ocorrência de trombose venosa profunda.

Hereditariedade

Algumas famílias carregam no sangue uma desordem que facilita a coagulação sanguínea, chamada de hipercoagulabilidade. Essa hereditariedade não costuma ser uma ameaça constante para a saúde, mas se combinada com outro fator de risco para a trombose, é bom ficar de olho e manter acompanhamento médico constante.

Machucados

Injúrias nas veias e cirurgias podem dificultar o fluxo sanguíneo, o que aumenta as chances de coágulo. A anestesia que é geralmente aplicada antes de procedimentos cirúrgicos dilata as veias e facilita a coagulação.

Gravidez

Trombose e gravidez são dois termos que costumam assustar as futuras mamães. Isso porque a gravidez aumenta a pressão exercida sobre as veias da pélvis e das pernas, mas isso só se torna um problema quando a mulher possui suscetibilidade genética para a coagulação sanguínea.

Mas atenção: o risco de o sangue coagular continua alto mesmo seis semanas após o parto. Por isso, prossiga com o acompanhamento médico neste período.

Quadros de saúde específicos

Alguns tipos de câncer e tratamentos aumentam a quantidade de substâncias no sangue que facilitam a coagulação.

Infecções gastrointestinais, como colites ulcerosas, também são consideradas um fator de risco.

Atenção para a insuficiência cardíaca. Um coração fraco não bomba a mesma quantidade de sangue que um coração saudável costuma bombear, o que também aumenta os riscos de coagulação.

Marcapasso e cateter nas veias podem causar irritação nos vasos sanguíneos e diminuir o fluxo do sangue.

Glóbulos sanguíneos em excesso sendo produzidos pela medula óssea (policitemia vera) tornam o sangue mais denso e lento do que o normal, o que facilita a formação de coágulos.

Obesidade

A obesidade é um sério fator de risco para a trombose, pois o excesso de peso e o acúmulo de gorduras exercem ainda mais pressão sobre as veias, dificultando a passagem do sangue, principalmente nos vasos da pélvis e das pernas

Tabagismo

O tabagismo afeta a circulação de sangue e facilita a coagulação.

Idade

Pessoas acima dos 60 anos de idade são mais propensas a desenvolver trombose do que pessoas mais jovens.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Procure um especialista imediatamente se os principais sintomas de trombose surgirem. Se não for tratada, trombose pode evoluir para complicações mais graves.

Especialistas que podem diagnosticar trombose são:

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Imagens comparativas entre coagulação normal e perna com trombose - Imagem: Minha Vida
Imagens comparativas entre coagulação normal e perna com trombose - Imagem: Minha Vida

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Trombose

Para saber se o seu caso é de trombose ou não, o médico deverá lhe fazer perguntas sobre seus sintomas e também realizará um exame físico. No entanto, esses métodos podem não ser suficientes para fazer o diagnóstico e outros exames podem ser solicitados.

Exames

Alguns exames podem ser solicitados para melhorar o diagnóstico da trombose, veja quais são eles:

Ultrassonografia

O ultrassom de imagem é usado para identificar os locais em que há coagulação de sangue.

Exame de sangue

O hemograma completo é pedido para verificação de substâncias na corrente sanguínea que costumam facilitar a coagulação.

Venografia

Neste exame um corante é injetado nas veias para identificar locais de coagulação. Este é um método pouco utilizado, pois existem exames menos invasivos e igualmente eficientes para o diagnóstico de trombose.

Eco Color Doppler (Ultrassom Vascular)

O exame usa a tecnologia do ultrassom para ter imagens mais precisas das veias acometidas pelo problema, de forma não invasiva.

Tomografia e ressonância magnética

A tomografia e a ressonância magnética também são opções, já que produzem imagens dos vasos e são capazes de identificar coagulações. São reservados aos casos de embolia pulmonar.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Trombose

Depois de feito o diagnóstico, é hora de iniciar o tratamento. O objetivo do tratamento para trombose pode ser dividido em três métodos de ação diferentes.

Existem algumas opções de tratamento disponíveis, são elas:

Medicamentos para Trombose

Os medicamentos mais usados para o tratamento de trombose são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Trombose tem cura?

Muitos casos de trombose resolvem-se com tratamento, mas a doença pode retornar. Sem o tratamento necessário, trombose pode evoluir para problemas mais graves e levar, inclusive, à morte.

Por isso, é importante seguir à risca as orientações médicas e fazer visitas constantes a um especialista, para que haja monitoramento correto do tratamento e dos medicamentos ministrados por ele.

Complicações possíveis

Por serem mais frequentes, os maiores problemas da trombose são suas complicações:

Dependendo do segmento de veia acometido, a trombose pode ser mais ou menos grave. Quando o coágulo obstrui uma pequena veia da perna, causa um transtorno localizado naquela região (menos grave). Contudo, quanto mais próximo do coração ou maior a veia, maior será a gravidade da trombose e a possibilidade de matar.

Embolia pulmonar e trombose

A maior e principal complicação decorrente de trombose é a embolia pulmonar: quando um vaso sanguíneo do pulmão é obstruído por coágulo de sangue, oriundo de outras partes do corpo, especialmente as pernas. A embolia pulmonar pode ser fatal.

Aproximadamente 5 a 15% de indivíduos não tratados da trombose venosa profunda podem morrer de embolia pulmonar. Os dois quadros podem ocorrer em 2 a cada mil indivíduos por ano. Se pensarmos em uma população de 200 milhões no Brasil, podemos ter de 200 mil a 400 mil novos casos por ano!

Convivendo/ Prognóstico

Adote algumas medidas caseiras para tornar o dia a dia com trombose mais fácil:

Prevenção

Prevenção

Prevenir trombose é muito mais fácil do que tratá-la. Confira algumas medidas a serem adotadas:

Como prevenir a trombose no avião?

Referências

Revisado por: Dr. Bruno Naves, diretor de Publicações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) – CRM: 13800

Ministério da Saúde

Instituto Fleury

Hospital Sírio-Libanês

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular