Síndrome metabólica: sintomas, tratamentos e causas

REVISADO POR
Dra. Andressa Heimbecher Soares
Endocrinologia e Metabologia - CRM 123579/SP
especialista minha vida

Visão Geral

O que é Síndrome metabólica?

A síndrome metabólica é um conjunto de doenças que, associadas, vão levar ao aumento do risco de problemas cardiovasculares. Estas doenças são a obesidade – principalmente àquela caracterizada com aumento de cintura abdominal, pressão alta, alterações de colesterol, triglicérides e glicemia.

Causas

A síndrome metabólica tem como base a resistência à insulina, que é um processo que acontece devido ao ganho de peso, mas também pode começar com o diabetes tipo 2. A causa mais comum é o ganho de peso, que leva ao aumento da pressão arterial, ao desenvolvimento do diabetes tipo 2 e às alterações de triglicérides e colesterol.

Fatores de risco

Os fatores de risco principais são aqueles que levam ao ganho de peso, como alimentação com excesso de carboidratos simples e gorduras saturadas, além do sedentarismo. Além disso, o tabagismo pode aumentar o risco cardíaco e potencializar as consequências da síndrome metabólica ao coração. A história familiar de problemas cardíacos também é importante quando analisamos o impacto na síndrome metabólica no organismo.

Os sintomas mais comuns da síndrome metabólica são consequência das doenças associadas, como:

Sintomas

Sintomas de Síndrome metabólica

Os sintomas mais comuns da síndrome metabólica são consequência das doenças associadas, como:

  • Ganho de peso: cansaço, dores articulares por sobrecarga, síndrome da apneia obstrutiva do sono e roncos. Alterações menstruais nas mulheres, como ovários policísticos, e perda da libido em homens podem também ser sintomas pouco valorizados
  • Problemas de colesterol: aumento do risco de infarto e derrame, tonturas
  • Hipertensão: dores de cabeça, mal estar em geral, cansaço e tonturas ou zumbidos
  • Diabetes e alterações de glicemia: boca seca, perda de peso e muita sede nos casos mais agudos e nos casos de desenvolvimento mais lento da doença, mal estar geral, tonturas e cansaço.

Existem dois sinais no corpo que podem ajudar a identificar o desenvolvimento da resistência insulínica, são eles:

  • Acrocórdons: corresponde a um crescimento da pele do pescoço, levando ao aparecimento de lesões que lembram pequenas verrugas escurecidas
  • Acantose nigricans: escurecimento da pele, chamado de hiperpigmentação, em regiões das dobras como parte interna dos cotovelos, axilas e pescoço. Nessas regiões a pele terá um aspecto mais aveludado.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Os sintomas citados acima, associados com achados do exame físico como aumento da cintura abdominal devido ao acúmulo de gordura e aumento progressivo de peso, além da necessidade de usar medicamentos para o controle do colesterol, pressão ou diabetes, podem alertar para o desenvolvimento de síndrome metabólica.

O diagnóstico de diabetes e pressão alta, ou pressão alta associada com ganho de peso, ou alguma outra combinação entre essas doenças indicam a necessidade de uma consulta com um clínico geral ou endocrinologista.

Diagnóstico de Síndrome metabólica

O diagnóstico da síndrome metabólica é feito através do exame físico e dos exames de sangue, além de medidas de pressão arterial.

Os exames importantes para o diagnóstico e tratamento da Síndrome Metabólica são:

  • Dosagens de colesterol total e frações
  • Glicemia
  • Exames hormonais e de funcionamento do fígado e rins

Para fazer o diagnóstico, é preciso que o paciente tenha alguns critérios, preenchendo três dos cinco critérios abaixo:

  • Obesidade central: circunferência da cintura maior que 88 cm na mulher e 102 cm no homem
  • Hipertensão Arterial: pressão arterial sistólica maior que 130 e/ou pressão arterial diatólica maior 85 mmHg
  • Glicemia de jejum alterada (glicemia maior que 110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes
  • Triglicerídes maior 150 mg/dl
  • HDL colesterol menor 40 mg/dl em homens e menor que 50 mg/dl em mulheres

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Síndrome metabólica

O tratamento começa pela modificação de hábitos de vida. Uma dieta saudável pobre em carboidratos simples e gorduras saturadas, rica em fibras, carnes magras, frutas e vegetais é o primeiro passo para tratar e prevenir a síndrome metabólica.

A realização de atividades físicas regulares – cerca de 150 minutos por semana – também é essencial para manter o peso, controlar a pressão e o colesterol.

Para tratar a diabetes, pressão alta e colesterol alto muitas vezes o uso de medicamentos será necessário. Mas para resolver de vez e eliminar a síndrome metabólica, a perda de peso e a mudança de hábitos são fundamentais.

Muitas vezes para tratar o peso, será necessário o uso de medicamentos ou a avaliação para cirurgia bariátrica, em alguns casos. Aqui, você deve conversar com seu médico para saber qual é a melhor opção para você.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Adotar hábitos de vida saudáveis, escolhas alimentares melhores e a prática de exercícios tem um resultado muito bom no controle e melhora da síndrome metabólica. Com a perda de peso, muitas vezes a pessoa controla a pressão alta, os níveis de colesterol e triglicérides e até o diabetes, podendo até ficar sem medicamentos.

Complicações possíveis

A principal preocupação da síndrome metabólica é o aumento do risco de problemas cardíacos e vasculares, como infarto, AVC e obstruções vasculares (entupimento de artérias).

Expectativas

Com a perda de peso e a adoção de hábitos saudáveis a Síndrome Metabólica pode ser controlada e em muitos casos as doenças decorrentes da melhora da resistência insulínica – como o diabetes – podem ficar tão bem controladas que o paciente pode ficar sem medicamentos. Em casos em que o paciente perde peso e resolve a maior parte das doenças associadas à síndrome metabólica, é possível sim chegar à cura.

Prevenção

Prevenção

A melhor maneira de prevenir a síndrome metabólica é manter hábitos saudáveis, o que inclui praticar atividades físicas de forma regular e ter uma alimentação equilibrada, o que inclui frutas, verduras, legumes, proteínas, carboidratos complexos (como grão integrais) e gorduras boas (como o ômega 3 e 6), além de uma alimentação com pouco sal, gorduras saturadas e açúcar.

Fontes e referências

  • Andressa Heimbecher, endocrinologista titular na Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e membro ativo da Endocrine Society (CRM-SP 123.579)
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