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Não tenha medo de ficar sem o cigarro: 8 razões para não deixar a guerra contra o cigarro acabar

Responsável por mais de 30% dos óbitos causados por câncer, o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável pela Organização Mundial da Saúde

Em 31 de maio de 1987, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu, pela primeira vez, o Dia Mundial Sem Tabaco, para alertar sobre riscos e complicações do hábito. O cigarro se mantinha em crescente popularização até aquele momento, já que os problemas associados ao fumo ainda eram pouco difundidos. Hoje, mais de 30 anos depois, não restam dúvidas: o tabagismo traz graves consequências não só para quem fuma, mas também àqueles que estão ao redor e ficam expostos à fumaça tóxica do cigarro.

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"O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável pela OMS e é responsável por mais de 30% dos óbitos causados por câncer", de acordo com o oncologista Riad Younes, professor e diretor do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Segundo dados oficiais do Instituto Nacional do Câncer (INCA), só no Brasil um total de 156 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência do fumo, o que torna fundamental a conscientização a respeito dos malefícios desse hábito e sua prevenção.

No Brasil, estima-se que o cigarro seja responsável pela morte de pelo menos 428 pessoas por dia - Foto: ShutterStock
No Brasil, estima-se que o cigarro seja responsável pela morte de pelo menos 428 pessoas por dia - Foto: ShutterStock

Essa é uma das frentes de ação do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, que é referência em prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. Além de oferecer uma abordagem diferenciada e exclusiva aos pacientes já diagnosticados, o Centro de Oncologia dedica-se ao ensino e à pesquisa da ciência oncológica, a fim de descobrir novas formas de prevenção e tratamento para diferentes tipos de câncer. Entre eles, o câncer de pulmão, uma das decorrências mais comuns do tabagismo.

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Neste Dia Mundial sem Tabaco, é importante reconhecer os avanços da luta contra o cigarro, já que o hábito de fumar regularmente vem diminuindo cada vez mais entre a população brasileira. Ainda assim, o compromisso deve ser mantido para o que cigarro não volte a ser associado a ideais de sucesso, beleza e bem-estar como feito em décadas passadas.

Listamos abaixo motivos que provam por que precisamos continuar combatendo o cigarro. Saiba mais e tire suas dúvidas:

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1 - Fator de risco para doenças importantes

Quem fuma não está sujeito apenas ao desenvolvimento do câncer de pulmão, muito pelo contrário. "O tabaco é o maior vilão das doenças respiratórias. Fumar causa um processo inflamatório das vias aéreas e contribui para 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica, como enfisema e bronquite crônica", explica o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Além das doenças respiratórias que podem levar o paciente a óbito, o tabagismo também está associado a outros tipos de câncer, como explica o oncologista Riad Younes, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. "O cigarro está relacionado a vários tipos de câncer como o de pulmão, boca, garganta, esôfago, estomago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e até leucemia", explica o médico.

2 - São 428 mortes por causa do cigarro todos os dias

Os dados divulgados pelo INCA reforçam a importância do combate ao tabagismo: no Brasil, estima-se que o cigarro seja responsável pela morte de pelo menos 428 pessoas por dia, entre fumantes ativos e passivos. Ainda assim, esses números estão caindo graças ao avanço de políticas antitabagismo.

"Os brasileiros estão fumando cada vez menos. Nos últimos 10 anos, o número de fumantes caiu consideravelmente no País, fato que deve ser comemorado, mas pode - e deve - ser melhorado. Hoje, o tabagismo ainda é responsável por 200 mil mortes por ano no país e está relacionado a mais de 50 problemas de saúde", alerta Elie Fiss, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

As principais complicações e causas de morte do fumo estão relacionadas a doenças pulmonares crônicas, como bronquite e enfisema; diferentes tipos de câncer, que não só o de pulmão; doenças coronárias, como angina e infarto; e também doenças cerebrovasculares, como o acidente vascular cerebral.

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3 - Fumantes têm seis anos a menos de vida do que não fumantes

Além de ser um fator de risco para doenças graves, o tabagismo afeta a qualidade de vida do fumante de forma geral, com alterações que podem ser sentidas em curto, médio e longo prazo. Entre elas, a expectativa de vida. De acordo com dados divulgados na campanha do Dia Mundial sem Tabaco do INCA, um fumante tem, em média, seis anos a menos de vida quando comparado a alguém que nunca fumou.

Isso porque o cigarro carrega uma combinação de muitas substâncias nocivas à saúde, além da nicotina, que afetam o organismo como um todo. Funciona da seguinte forma: ao acender o cigarro, os pulmões recebem uma carga de fumaça tóxica que se espalha pelo corpo através da corrente sanguínea. Por isso, as substâncias presentes no cigarro não atingem apenas o pulmão, mas todo o organismo.

4 - Quem fuma gasta em torno de R$ 3,5 mil reais por ano com o vício

Os danos causados pelo tabagismo são imensuráveis, sabemos disso, principalmente quando a vida do fumante está em risco. Valor nenhum é capaz simbolizar essa perda. Ainda assim, quem fuma ainda sofre com um "rombo" na renda anual totalmente desnecessário. Levando em consideração que o maço de cigarros custa em torno de R$ 10, fumantes podem acabar gastando aproximadamente R$ 3,5 mil reais por ano com o vício.

5 - Ao fumar, você inala mais de 4700 substâncias tóxicas

Um fumante inala milhares de substâncias nocivas de uma só vez, que rapidamente entram em contato com a corrente sanguínea. Além do tabaco e da nicotina, são acrescentados ao cigarro cerca de 4.700 elementos tóxicos, como monóxido de carbono, que impede o transporte de oxigênio no organismo; e o alcatrão, que é composto por muitas substâncias pré-cancerígenas, como metais, acetona, naftalina, resíduos agrotóxicos, substâncias radioativas e fósforo P4/P6, que é utilizado em veneno para ratos.

6 - Quem está ao lado de um fumante também inala a fumaça

Você já ouviu falar em tabagismo passivo? Trata-se da inalação da fumaça tóxica do cigarro por pessoas que não fumam, mas convivem com fumantes em ambientes fechados. Segundo a OMS, essa fumaça é a maior responsável pela poluição em ambientes fechados, devido ao nível de toxicidade das substâncias presentes no cigarro. Por isso, em 2011 houve a proibição do fumo em locais fechados em todo o País, como uma forma de reduzir a exposição ao cigarro por aqueles que não fumam.

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Os não-fumantes que ficam expostos regularmente à fumaça têm um maior risco de desenvolver doenças relacionadas ao tabagismo, como câncer e doenças respiratórias. Crianças são ainda mais impactadas pelo tabagismo passivo, já que contam com uma frequência respiratória mais elevada que os adultos. "Os filhos de fumantes sofrem as consequências causadas pelo vício dos pais e apresentam mais infecções e problemas respiratórios", pontua Elie Fiss, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

7 - Cigarro causa dependência como outras drogas

Engana-se quem pensa que o cigarro não é uma droga. A nicotina, substância psicoativa presente no cigarro, causa dependência física e, consequentemente, comportamental. Ao ser inalada, a nicotina se associa aos receptores nicotínicos cerebrais, que ficam localizados no sistema de recompensa cerebral. Quando eles são ativados liberam dopamina, neurotransmissor que causa sensações de prazer, satisfação e bem-estar.

Algumas horas após o consumo, os efeitos da nicotina desaparecem, fazendo com que o fumante sinta necessidade de "repetir" o prazer, fumando um número ainda maior de cigarros - o uso crônico da nicotina faz com que os receptores cerebrais fiquem dessensibilizados, necessitando de uma quantidade maior da substância presente no cigarro. Essa é a síndrome de abstinência, que favorece a dependência da nicotina e torna tão difícil a interrupção do vício.

8 - Álcool piora ainda mais os malefícios do cigarro

O abuso regular de bebidas alcoólicas traz muitas consequências para o organismo, entre elas, o aumento dos riscos de desenvolvimento de câncer. Em associação ao cigarro, o álcool também exerce o papel de vilão, potencializando os danos do tabagismo. Juntas, as duas drogas podem aumentar o risco de câncer de bexiga, uma das decorrências mais comuns do tabagismo, que muitas pessoas desconhecem.

Ao inalar a fumaça, as substâncias tóxicas presentes no cigarro caem na corrente sanguínea e são filtradas pelos rins, juntamente com o álcool, que é um potente diurético. Na urina, os compostos químicos do tabaco podem prejudicar as células da bexiga, o que favorece o desenvolvimento do câncer nessa região em longo prazo.

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Luta pela vida

O que se sabe hoje é que não existe nenhum nível seguro para o consumo do cigarro, principalmente se levar em conta o forte fator de dependência causado pelo fumo. Por isso, a guerra contra o tabagismo deve continuar, no Dia Mundial Sem Tabaco e em todos os outros. Dizer não ao cigarro é lutar pela vida, sua e daqueles que estão ao redor.