Dez dicas importantes para conviver melhor com a neuropatia periférica

É possível, com algumas mudanças, ter mais qualidade de vida após o diagnóstico de neuropatia periférica; saiba como

A neuropatia periférica é uma doença que afeta os nervos periféricos, causando sintomas incômodos como dormência, formigamento e sensação de pontadas (ou agulhadas) nas mãos e nos pés. A condição afeta principalmente alguns grupos, como diabéticos, idosos e pessoas com deficiência de vitamina B.

Apesar de gerar consequências graves, como dor neuropática crônica severa, dificuldade de mobilidade e perda total de sensibilidade dos membros, é possível, sim, controlar a doença e conviver melhor com ela, de acordo com Geisa Machado, da Sociedade Brasileira de endocrinologia e Metabologia.

Veja dez cuidados básicos que garantem mais qualidade de vida para quem sofre com a neuropatia periférica:

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1) Alimentação balanceada

Os especialistas concordam que um dos cuidados essenciais para conviver melhor com a neuropatia periférica é manter uma dieta balanceada. Segundo o endocrinologista Marcio Krakauer, presidente da Associação de Diabetes do ABC, a glicose elevada no sangue é tóxica e pode diminuir a proteção da bainha de mielina, lesionando os nervos. Por isso, o controle da glicemia é fundamental, não só para os diabéticos, mas a todos que desejam preservar a saúde dos nervos.

2) Exercícios físicos

Exercícios físicos são muito importantes para manter um estilo de vida saudável e, consequentemente, amenizar os sintomas da neuropatia periférica. Além de melhorar a capacidade funcional e a força física, independentemente do peso corporal, uma rotina de exercícios aeróbios e de força auxilia na redução dos níveis médios da glicose sanguínea.

Raquel Campos Pereira, neurofisiologista do Diretório Científico de Neuropatias Periféricas da Associação Brasileira de Neurologia recomenda caminhadas, alongamentos e atividades de baixo impacto, como a natação ou hidroginástica.

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3) Sem cigarros

Parar de fumar também é uma medida imprescindível para o controle dos sintomas da neuropatia, segundo Geisa Machado. O tabagismo afeta a circulação, aumentando o risco de problemas nos membros periféricos e outras complicações da doença.

4) Suplementação

Segundo Marcio Krakauer, a carência de vitamina B12, ácido fólico, ferro e uma desnutrição proteico-calórica são fatores que também podem desencadear e agravar a neuropatia. Por isso, nesses casos, a recomendação dos especialistas é suplementar, de alguma forma, as deficiências destes nutrientes no organismo.

Existem situações em que a reposição vitamínica pode se fazer necessária apenas por um curto período de tempo, enquanto em outras ela deve ocorrer continuamente. Em todo o caso, tratam-se de situações específicas, que devem ser identificadas pelo médico de confiança.

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5) Zero álcool

O alcoolismo também é uma das mais frequentes causas de neuropatia periférica no mundo todo, uma vez que o álcool é uma das substâncias mais tóxicas para os nervos, podendo piorar os sintomas da doença e causar danos irreversíveis. Portanto, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é fundamental para manter a doença sob controle.

6) Cuidados com os pés

A neuropatia periférica pode comprometer a sensibilidade dos pés e, por isso, é importante sempre verificar sinais de problemas nessa parte do corpo. De acordo com o Marcio Krakauer, quem perde a sensibilidade dos pés está mais sujeito a problemas como micoses, rachaduras, feridas, ressecamentos, bolhas, encravamento de unhas e outros.

Recomenda-se o uso de meias brancas sem costura e, se possível, visitas frequentes ao podólogo para cuidar das unhas da forma correta. Fazer o controle da circulação da região também é indispensável para manter os pés saudáveis.

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7) Pressão prolongada

Durante as atividades em que é preciso passar muito tempo em uma mesma posição, faça pausas, caminhe e alongue-se, para evitar a sobrecarga em áreas específicas. Evite sobrecarregar principalmente áreas de compressão fisiológica, como cotovelos, joelhos, tornozelos e punhos com apoio prolongado. A pressão duradoura pode causar danos nos nervos ou compressão mecânica.

8) Relaxamento

Massagens e técnicas de relaxamento podem auxiliar no tratamento e melhorar o controle da dor e a reabilitação postural, respiratória e motora. Algumas técnicas podem ainda estimular a circulação, os nervos e aliviar temporariamente o desconforto.

9) Novo estilo de vida

A neurofisiologista Raquel Campos Pereira também recomenda que os pacientes façam mudanças no estilo de vida, com a readequação pessoal de metas possíveis e individualizadas durante o tratamento. Fisioterapia motora e respiratória, terapia ocupacional, atendimento psicológico, acupuntura e outras terapias coadjuvantes podem fazer com que o paciente se reabilite e recupere independência e qualidade de vida.

10) Visite o médico regularmente

Acompanhar a doença de perto é fundamental para o seu devido controle e tratamento. Por isso, é importante visitar os médicos na rotina solicitada, realiza os exames necessários, controlar os sintomas e tomar os remédios indicados. Também é importante fazer check-ups regularmente, já que outras doenças podem afetar a saúde dos nervos periféricos.