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Trocar a amamentação por comida favorece a obesidade infantil

Comida sólida antes dos quatro meses pode ser prejudicial para o bebê

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Uma pesquisa realizada pelo Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, revelou que os bebês que têm comida sólida introduzida na alimentação antes dos quatro meses estão propensas a desenvolver obesidade. No entanto, isso só atinge crianças que nunca foram amamentadas no peito ou que tiveram a amamentação interrompida antes do quarto mês de idade.

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram mais de 840 crianças que participaram do Project Viva, que acompanhava mães desde o momento do parto até os três anos de idade do bebê.

Os pesquisadores observaram que as crianças que começaram a comer comida antes dos quatro meses de idade tinham seis vezes mais chances de se tornarem obesas, quando atingissem o terceiro aniversário.

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Os autores do estudo, por sua vez, disseram que não está claro o motivo pelo qual este grupo de crianças está mais propenso à obesidade. Contudo, eles declaram que mães que amamentaram os filhos com o leite materno puderam perceber que os seus bebês se sentiam mais saciados. Enquanto que as mamães que preferiam alimentá-los com comida ou papinhas não puderam afirmar o mesmo.

Os médicos afirmam que a questão faz com que os pais reflitam sobre os hábitos alimentares de sua família, como limitarem o consumo de fast-food das crianças. Ensinar os filhos a comer verduras e vegetais antes dos doces também é essencial.

Um outro estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos descobriu que as crianças alimentadas com mamadeira logo nos primeiros meses de vida apresentaram tendência a comer mais durante a infância do que aqueles que são alimentados exclusivamente pela amamentação. O leite materno possui componentes como leptina e adiponectina, que ajudam a regular o apetite e o metabolismo.

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Sete medidas que beneficiam a amamentação

1. Coma bem: é importante que a mãe tenha uma alimentação saudável durante o período de amamentação. Boas doses de proteína podem ser encontradas em leite e carnes, e não esqueça do carboidrato, para dar energia. Alimentos chamados galactogogos, como chá de erva-doce e caldo de cana aumentam a produção do leite.

2. Se o leite empedrar: o melhor meio de prevenir é deixar o beber mamar bastante ou retirar o leite com as mãos ajudam a esvaziar o peito.

3. Cuide do seio: é comum desenvolver fissuras no bico do peito com a amamentação. A pele da aréola é fina e sensível e os fortes movimentos de sucção do bebê podem causar rachaduras e muita dor. Tomar banhos de sol e passar bucha na região ajuda a engrossar a pele. Passar um pouco do próprio leite em cima da ferida, ajuda na cicatrização.

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4. Flacidez nos seios: devido ao esticamento da pele dos seios, que aumentam muito de volume, podem aparecer estrias e o tecido pode ficar flácido. Para prevenir, capriche na hidratação e use sutiãs que ofereçam boa sustentação.

5. A posição correta: para evitar que o bebê engasgue, posicione-o na mesma altura do mamilo, com a cabeça repousada no antebraço. Se a criança for maior e estiver irrequieta, segure-a por trás dos ombros. O bebê deve ser capaz de alcançar o peito facilmente, sem precisar se esticar, nem girar a cabeça.

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6. Leite espesso não é mais saudável: a consistência mais aguada do leite materno não significa que seja menos nutritivo do que o de vaca, por exemplo. Se a mãe mantém uma dieta equilibrada e oferece o peito sempre que o bebê pede, vai produzir leite de qualidade.

7. Pulmão forte: estudo da Universidade de Southampton, na Inglaterra, mostrou que a amamentação ajuda a reforçar a saúde dos pulmões. Analizando 1.500 bebês, constatou-se que os que mamavam no peito tinham melhor funcionamento do pulmão.