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Falta de vitamina B12 pode acelerar encolhimento do cérebro

Fenômeno está ligado ao Mal de Alzheimer e outras demências

As escolhas que você faz para o cardápio podem influenciar a saúde do seu cérebro. Segundo estudo da Chicago's Rush University Medical Center, nos Estados Unidos, pessoas mais velhas com baixos níveis de vitamina B12 podem estar mais propensas a declínios de memória e encolhimento do cérebro relacionados à idade.

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A pesquisa, publicada no periódico Neurology, incluiu 121 pessoas com 65 anos de idade. Elas fizeram exames de imagem de seus cérebros e, após cerca de quatro anos, fizeram testes de memória e função cerebral. Esse grupo também passou por exames de sangue para conferir seus níveis de vitamina B12 e a presença de substâncias que sinalizam a deficiência da vitamina - um aminoácido chamado de homocisteína e o metilmalonato. A homocisteína já havia sido ligada com o encolhimento do cérebro em um estudo de 2008, liderado pela Oxford University.

Ao final do atual estudo, descobriu-se que baixos níveis de vitamina B12 não estão diretamente ligados a menores pontuações nos testes de função cerebral ou reduções no volume cerebral. Entretanto, os níveis mais elevados dos marcadores de deficiência de B12, em especial o metilmalonato, claramente foram responsabilizados.

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Os estudiosos lembram que, com a idade, a absorção de vitaminas é comprometida, já que a produção do estômago de ácidos responsáveis por quebrar essas vitaminas diminui. Além disso, pessoas mais idosas tomam mais medicações que inibem a absorção, assim como a metformina, usada no tratamento de diabetes.

O cérebro encolhe naturalmente com a idade, e a redução do volume cerebral está ligada ao maior risco de Alzheimer e outras demências relacionadas com a velhice. Algumas fontes de vitamina B são vegetais, frutas, grãos, cereais, feijão e legumes.

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Obesidade e excesso de trabalho também ligados à demência

Outro fator agravante de demência, de acordo com pesquisadores da Universidade de Medicina de Boston (EUA), é o excesso de gordura abdominal. Esse exagero em pessoas saudáveis de meia-idade aumenta o risco para a demência na velhice. Os resultados deste estudo foram publicados no jornal Annals of Neurology, da American Neurological Association. Os cientistas recrutaram participantes do Estudo Cardiológico Framingham Offspring Cohort. A amostra incluiu 733 participantes com uma média de idade de 60 anos - cerca de 70% do grupo de estudo composto de mulheres.

Os resultados apontam uma associação inversa do aumento do IMC com menores volumes cerebrais nos adultos mais velhos. Outro estudo, publicado na American Journal of Epidemiology, apontou que as habilidades mentais daqueles que faziam mais horas extras era muito menor do que aqueles que não ultrapassavam o limite normal de horas trabalhadas. O Mal de Alzheimer era a demência mais atribuída a esses trabalhadores.