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Mulheres trabalham 7,5 horas a mais por semana que os homens

Pesquisa mostrou que a proporção de lares chefiados por mulheres saltou de 23% para 40% em 20 anos

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta segunda-feira, dia 6 de março, uma análise revelando que as mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana. O estudo foi realizado com base nos dados em séries históricas de 1995 a 2015 da2015 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.

Em 2015, a jornada total média das mulheres era de 53,6 horas semanais e a dos homens de 46,1 horas. Com relação às atividades não remuneradas, a proporção se manteve quase inalterada em 20 anos: mais de 90% das mulheres declararam realizar atividades domésticas, enquanto os homens, em torno de 50%.

O estudo constatou que quanto maior a renda das mulheres, menor a proporção das que afirmaram realizar tarefas domésticas. Entre as mulheres com renda até um salário mínimo, 94% dedicavam-se aos afazeres domésticos, contra 79,5% entre as mulheres com renda superior a oito salários mínimos.

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De acordo com o Ipea, a situação dos homens é inversa: 47% que recebem renda mais alta (de 5 a oito salários mínimos) também realizaram tarefas domésticas. Essa proporção cai para 49% entre os homens com renda mais baixa.

Desigualdade de renda

Entre 1995 e 2015, o rendimento das mulheres negras foi o que mais se valorizou: em 80%. Apesar do crescimento entre os homens brancos ter sido de apenas 11%, eles continuam liderando na escala de remuneração, seguidos de mulheres brancas, homens negros e mulheres negras.

Chefes de família

A pesquisa mostrou também um aumento na proporção de lares brasileiros chefiados por mulheres. Em 1995, 23% dos domicílios tinham mulheres como pessoas de referência, saltando para 40% após 20 anos. Contudo, as famílias chefiadas por mulheres não são exclusivamente aquelas sem a presença masculina: em 34% delas, havia a presença de um cônjuge.

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Além disso, houve uma mudança nos arranjos familiares. No início da pesquisa, o tipo mais tradicional era formado por um casal com filhos, em 58% das famílias. Em 2015, essa proporção caiu para 42%, resultando em um aumento do número de domicílios com somente uma pessoa e também o percentual de casais sem filhos.

Trabalho doméstico remunerado

O emprego doméstico ainda é a ocupação de 18% das mulheres negras e de 10% das mulheres brancas no Brasil em 2015. No entanto, a quantidade de trabalhadoras domésticas com até 29 anos de idade caiu 30 pontos% em 20 anos: de 51,5% em 1995 para 16% em 2015.

Segundo o Ipea, durante a pesquisa o número de trabalhadoras formalizadas também aumentou: indo de 17,8% para 30,4%. A renda das domésticas saltou 64% nesses 20 anos, atingindo o valor médio de R$ 739,00 em 2015, porém, ainda abaixo do salário mínimo da época.

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