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Aneurisma cerebral: o que é, sintomas e tratamentos

Visão Geral

O que é Aneurisma cerebral?

Um aneurisma cerebral (CID 10 - I67.1) é a dilatação da parede de um vaso sanguíneo (artéria) no cérebro, que pode levar a sequelas graves - como um acidente vascular cerebral (AVC).

Cerca de 5% da população têm algum tipo de aneurisma cerebral, mas apenas um pequeno número desses aneurismas causam sintomas, normalmente decorrentes de seu crescimento e/ou ruptura.

Aneurisma cerebral e AVC: qual a diferença?

O AVC é a perda de circulação e oxigenação no cérebro, que pode ser uma consequência de um aneurisma cerebral. Portanto, são doenças que podem estar interligadas, mas não são sinônimas.

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Como no aneurisma cerebral ocorre um alargamento anormal na parede de uma artéria, é possível que haja um rompimento desse vaso sanguíneo e, então, ocorra um AVC.

Tipos

Existem diversos tipos possíveis de aneurismas cerebrais. Os principais são:

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Outro tipo de classificação de aneurismas cerebrais consiste em:

Tais aneurismas podem ocorrer em qualquer vaso sanguíneo que alimente o cérebro. Podem ser causados por várias razões, entre elas hipertensão arterial (aterosclerose), traumas e infecções, que podem lesionar a parede do vaso.

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Exame de imagem aponta paredes de artérias dilatadas no cérebro, indicando aneurisma cerebral - Foto: Shutterstock
Exame de imagem aponta paredes de artérias dilatadas no cérebro, indicando aneurisma cerebral - Foto: Shutterstock

Causas

Os aneurismas no cérebro surgem quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo. Um aneurisma pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde, como depois que um vaso sanguíneo é lesionado.

Fatores de risco

Vários fatores podem contribuir para o enfraquecimento de uma parede arterial e, assim, aumentar o risco de aneurisma cerebral. Confira:

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Sintomas

Sintomas de Aneurisma cerebral

Casos assintomáticos

A maioria dos pacientes têm um aneurisma cerebral sem apresentar sintomas. Nesses casos, a doença só é identificada quando a pessoa passa por uma ressonância magnética ou uma tomografia computadorizada por um outro motivo.

Os sintomas também podem ocorrer se o aneurisma empurrar estruturas próximas no cérebro ou se romper (ruptura) e causar sangramento no cérebro.

Sintomas que podem ser notados

Os sintomas dependem da localização do aneurisma, se ele se rompeu e da parte do cérebro que está sendo comprimida, mas podem incluir:

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Rompimento de aneurisma cerebral

Uma dor de cabeça forte e súbita pode ser um sintoma de que um aneurisma se rompeu. Outros sintomas de rompimento de um aneurisma são:

Ilustração mostra parede da artéria dilatada (figura abaixo) e rompimento dessa artéria (acima) - Imagem: Shutterstock
Ilustração mostra parede da artéria dilatada (figura abaixo) e rompimento dessa artéria (acima) - Imagem: Shutterstock

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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Vá para o pronto-socorro ou ligue para o serviço de emergência local (como 192, no caso de São Paulo) caso ocorra uma dor de cabeça muito forte ou súbita, principalmente se vier acompanhada de náusea, vômito, convulsões ou qualquer outro sintoma neurológico.

Busque também a emergência se a dor de cabeça não for comum, principalmente se for grave.

Atenção: o rompimento de um aneurisma é uma emergência médica. Procure ajuda imediatamente.

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Na consulta médica

Aneurismas cerebrais são geralmente identificados quando já houve ruptura e quando se tornam um caso de emergência médica.

Por isso, é importante que o paciente anote todos os seus sintomas e descreva-os ao médico, bem como estar preparado para responder às perguntas que ele deverá fazer. Caso esteja com confusão mental, é importante ter um acompanhante que saiba descrever seus sintomas.

Para aneurisma cerebral, algumas perguntas que o médico poderá fazer são:

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Diagnóstico de Aneurisma cerebral

Um exame ocular pode mostrar pressão elevada dentro do cérebro (pressão intracraniana elevada), incluindo inchaço do nervo óptico ou sangramento na retina. Um exame neurológico pode revelar movimento anormal dos olhos, problemas na fala, na força e na sensibilidade.

Os seguintes exames podem ser usados para diagnosticar aneurisma cerebral e para determinar a causa do sangramento no cérebro:

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Tomografia diagnóstica de aneurisma cerebral - Foto: Shutterstock
Tomografia diagnóstica de aneurisma cerebral - Foto: Shutterstock

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Aneurisma cerebral

Um aneurisma que se rompe é uma emergência que precisa de tratamento médico e muitas vezes requer cirurgia.

Clipagem cirúrgica

A clipagem é o modo cirúrgico mais comum de reparar um aneurisma. Consiste na realização de um pequeno corte no crânio (craniotomia) e colocação de um clipe metálico para fechar o aneurismo depois que é identificada a artéria dilatada e rompida.

Tratamento para evitar rompimento

Mesmo que não ocorram sintomas, seu médico poderá recomendar um tratamento para evitar uma futura ruptura fatal. Mas nem todos os aneurismas precisam ser tratados imediatamente. Os aneurismas muito pequenos têm menos probabilidade de se romper.

Outros métodos

Em caso de o paciente estar muito doente para se submeter a uma cirurgia ou se a localização do aneurisma colocar grande risco à realização de uma cirurgia, o médico poderá optar, então, por outros meios de tratamento, como:

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Se não tiver acontecido o rompimento do aneurisma cerebral, o paciente deverá tomar algumas medidas para evitar que isso aconteça. Veja:

Complicações possíveis

Quando ocorre o rompimento de um aneurisma cerebral, o sangramento causado geralmente não dura mais que alguns segundos. No entanto, o sangue pode provocar danos irreversíveis às células do cérebro que estão localizados ao redor do aneurisma, incluindo a morte celular.

O rompimento do aneurisma pode, também, aumentar a pressão dentro do crânio. Nesse caso, se a pressão tornar-se muito elevada, o fluxo de sangue e de oxigenação no cérebro pode ser interrompido, causando perda de consciência e podendo levar a pessoa até mesmo a óbito.

Após o rompimento do aneurisma, outras complicações mais sérias podem ocorrer também, entre elas:

Novo sangramento

Um aneurisma que se rompeu e provocou sangramento pode voltar a sangrar novamente, o que pode causar ainda mais danos às células do cérebro.

Contração involuntária

Após a ruptura, os vasos sanguíneos do cérebro podem se contrair involuntariamente, num movimento conhecido como vasoespasmo. Isso pode interromper o fluxo sanguíneo para as células do cérebro e provocar um derrame, além de causar outros danos e morte celular.

Hemorragia

Quando um aneurisma cerebral se rompe, geralmente ocorre uma hemorragia subaracnóidea, que é justamente o vazamento de sangue para o tecido cerebral ao redor do aneurisma. Nesses casos, pode ocorrer hidrocefalia, quando o sangue interrompe a circulação do líquido cefalorraquidiano.

Ainda, uma hemorragia subaracnóidea pode desregular a quantidade de sódio no sangue (hiponatremia) e causar danos irreversíveis às células do cérebro.

Coma e danos irreversíveis

Após a ruptura do aneurisma cerebral, o paciente pode vir a entrar em coma e pode, muitas vezes, sofrer danos irreversíveis, como perda permanente de sensibilidade de qualquer parte da face ou do corpo e do movimento de uma ou mais partes do corpo.

Aneurisma cerebral tem cura?

O resultado do tratamento costuma variar de paciente para paciente. Aqueles que entram em coma profundo após o rompimento de um aneurisma geralmente não se recuperam tão bem, quando comparados a pacientes com sintomas menos graves.

Normalmente, a ruptura dos aneurismas cerebrais são fatais. Cerca de 25% das pessoas morrem em 24 horas, e outras 25% morrem em cerca de três meses. Além disso, dos sobreviventes, mais de 25% apresenta algum tipo de incapacidade permanente.

Prevenção

Prevenção

Não há maneira conhecida de prevenir a formação de um aneurisma sacular.

Tratar a pressão alta pode reduzir a chance de ruptura de um aneurisma. Controlar os fatores de risco da arteriosclerose pode reduzir a probabilidade de alguns tipos de aneurisma.

Se descobertos a tempo, aneurismas não rompidos podem ser tratados antes de causarem problemas.

A decisão de reparar um aneurisma cerebral não rompido é baseada no tamanho e na localização do aneurisma, além da idade e condição de saúde do paciente. Os riscos dessa decisão devem ser muito bem ponderados.

Referências

Revisado por: André Felício, neurologista- CRM: 109665

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Neuropsicologia