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Sepse: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Sepse?

Atualizado em 08/10/2020

A sepse, conhecida também como infecção generalizada ou septicemia, consiste em um quadro infeccioso em que o corpo inteiro reage contra o agente causador da doença.

Trata-se de uma infecção com alto potencial de morte, uma vez que pode afetar todo sistema imunológico e dificultar o funcionamento dos órgãos. Em resposta, o organismo provoca mudanças na temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração.

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As formas mais graves de sepse também podem causar uma disfunção de órgãos ou o chamado choque séptico.

Atualmente a sepse é a principal causa de mortes nas unidades de terapia intensiva (UTI). O Brasil tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pelo problema - cerca de 55% dos casos, segundo dados do Instituto Latino Americano de Sepse publicado em estudo no periódico científico The Lancet. Estima-se que aproximadamente 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e até 240 mil pessoas morrem anualmente.

É importante lembra, entretanto, que a sepse não é um quadro que se origina exclusivamente em hospitais, embora seja uma infecção muito associada a unidades de saúde.

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Causas

A sepse é uma reação a infecções causadas por bactérias. Quando esses microorganismos invadem nossso corpo, as células liberam substâncias chamadas citocinas, que por um lado ajudam no processo de defesa do organismo, mas por outro podem ter efeitos nocivos.

Os problemas das citocinas são:

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Um quadro de sepse pode se originar a partir de qualquer quadro infeccioso. "Qualquer infecção bacteriana pode vir a se complicar com uma sepse, principalmente em pessoas com baixa imunidade", afirma Juliene Soares de Oliveira Veloso, médica especialista em medicina de família e comunidade.

Porém, ocorre da sepse também se desenvolver em bactérias adquiridas em hospitais.

Normalmente, as bactérias que levam à sepse são as que se instalam em pulmões, abdômen ou no trato urinário.

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Sintomas

Sintomas de Sepse

Os principais sintomas de um quadro de sepse são:

Em casos de choque séptico, o paciente fica com pressão arterial baixa, mesmo com tratamento em vigor.

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Prevenção

Prevenção

O risco de sepse pode ser reduzido, principalmente em crianças, respeitando-se o calendário de vacinação. Uma higiene adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico podem ajudar a prevenir infecções, inclusive hospitalares, que levam à sepse.

Além disso, fazer o tratamento adequado de infecções que podem parecer simples, como uma infecção urinária ou gripe, pode ajudar a prevenir o seu agravamento e a sepse.

Ter uma vida saudável, com prática de atividades físicas, alimentação balanceada, sem cigarro e evitando o consumo de álcool ajuda na condição de saúde total do corpo, o que também pode ajudar a prevenir o agravamento de infecções e a sepse.

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Visão Geral

Fatores de risco

Qualquer pessoa pode ter sepse. Entretanto, algumas condições de saúde favorecem mais o aparecimento da infecção generalizada:

O risco de sepse também é maior em paciente que se enquadram nestes casos:

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Alguns grupos de pessoas correm mais riscos de sofrer sepse. São eles:

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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Na maioria dos casos a sepse ocorre em quem já está hospitalizado. Pessoas internadas na UTI são especialmente vulneráveis a desenvolver infecções que podem levar à sepse.

Contudo, qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para um quadro de sepse. As mais comuns são a pneumonia, infecções na barriga e infecções urinárias. Por isso quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da infecção generalizada.

Caso o paciente perceba alguns dos sintomas, como febre, calafrios, alteração da frequência cardíaca e respiratória, o conselho é procurar um médico o quanto antes. O tratamento rápido das infecções é uma estratégia que deve ser adotada.

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Diagnóstico de Sepse

O primeiro passo para o diagnóstico da sepse é reconhecer os sinais clínicos, como febre, aumento da frequência cardíaca e diminuição da pressão arterial. Depois, o diagnóstico geralmente é confirmado com um exame se sangue.

Os exames de sangue que podem ser feitos incluem:

Dependendo dos sintomas e medicamentos que o paciente está tomando, podem ser feitos outros exames, como:

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Sepse

Para o tratamento da sepse, é comum o uso de medicamentos (antibióticos, corticosteroides e insulina), bem como a realização de cirurgia para remover as fontes de infecção e abcessos.

Quanto mais rápido for o diagnóstico e tratamento, melhores as chances de recuperação para o paciente.

Pessoas com sepse grave e choque séptico necessitam uma estreita vigilância e tratamento em uma UTI do hospital e podem precisar de medidas de salvamento para estabilizar as funções orgânicas.

Medicamentos para Sepse

Os medicamentos mais usados para o tratamento de sepse são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Dentre as complicações relacionadas à sepse, estão:

Sepse tem cura?

Quanto mais rapidamente for realizado o diagnóstico e tratamento da sepse, melhores as expectativas para a condição geral do paciente. O inverso também é verdadeiro, fazendo com que o risco de morte aumente caso haja demora para o atendimento, sobretudo em pessoas com o sistema imunológico debilitado ou com uma doença crônica.

Também é comum que pacientes com sepse tenham sequelas depois de finalizado o tratamento. Elas podem diminuir ou desaparecer com o tempo ou acompanhar a pessoa para o resto da vida. Tudo depende do estado geral do paciente antes do problema, da gravidade, tempo de internação e local em que ocorreu a infecção.

Dentre as possíveis sequelas estão:

Pacientes mais jovens tendem a se recuperar melhor destas sequelas do que pessoas com mais idade.

Fisioterapia, nutrição adequada e acompanhamento psicológico são medidas que podem ajudar a pessoa a se recuperar melhor, inclusive das sequelas.

Bebês e crianças novas e em idosos têm uma tendência maior a sofrer os efeitos mais graves da sepse. Segundo o Datasus, a infeção generalizada foi a maior causa de morte de crianças com menos de um ano entre os anos de 2011 e 2014 e a segunda maior em 2010. Em média, todos os anos, ela sozinha é responsável por 8,5% dos óbitos nesta faixa etária.

Referências

Marcelo Maia, médico intensivista e coordenador médico do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Santa Luzia, em Brasília - CRM: 10161/DF.

Decio Diament, infectologista e coordenador do Comitê Científico de Infecções em UTI da Sociedade Brasileira de Infectologia - CRM: 39049/SP.

José Ribamar Branco, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo - CRM: 61663/SP.

Instituto Latino Americano da Sepse

Levy MM, Dellinger RP, Townsend SR, et al; Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Severe Sepsis and Septic Shock: 2012. Crit Care Med February 2013, Volume 41 , Number 2.

Manual MSD