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Fetiche: o que é e como ele pode beneficiar a vida sexual

Conheça os fetiches mais comuns na cama e saiba como falar sobre as fantasias sexuais com o parceiro

O que é fetiche?

O fetiche consiste na excitação ou na facilitação de prazer sexual e até de orgasmos por meio de um objeto único, como uma fantasia sexual, um objeto material ou uma parte do corpo. Um fetiche é capaz de "encantar" a vida sexual do ser humano.

De acordo com Marcos Santos, psicólogo especialista em sexualidade humana, existem objetos que acreditamos exercer grande influência sobre nossa mente e, por consequência, repercutem em nossos impulsos sexuais. O objeto do fetiche representa nossos desejos mais profundos, é um chamado para o prazer.

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Cada um se sente atraído por um determinado local, objeto, estilo, postura, comportamento, vestimenta ou características físicas. No sexo, o fetiche é sempre uma forma de se libertar dos padrões. Todos os tipos de fetiches e fantasias são válidos na busca pelo prazer, desde que elas não sejam ilegais ou acabem afetando negativamente outras pessoas.

Vantagens do fetiche para a vida sexual

Algumas fantasias podem apimentar o sexo e também promover o autoconhecimento individual e da própria relação. Entretanto, muitas pessoas, mesmo reconhecendo seus fetiches, acabam nunca realizando as próprias vontades e vivendo mais frustradas sexualmente.

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Quando se trata de sexo, todos os desejos estão relacionados a fantasias e fetiches sexuais e, havendo consentimento, são válidos de experimentação. Se o fetiche agrada ambas as partes, fornecendo prazer aos dois, ele valoriza o relacionamento e melhora a relação sexual, explica o sexólogo e urologista Danilo Galante.

O resultado disto é uma apropriação dos próprios desejos na prática. Viver aquilo que se quer, experimentar aquilo que se deseja, sentir aquilo que se imagina. Tudo isso auxilia para uma vida afetiva e sexual mais ativa, madura e saudável.

Como incluir o fetiche na relação

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Dentro de um relacionamento, é essencial que um busque entender os desejos do outro, ainda que não partilhem dos mesmos. Desde que o fetiche da pessoa não faça mal à outra, não provoque sofrimento, não gere conflito e a outra pessoa não se sinta invadida, não há nada de estranho nem de ruim em incluí-lo no sexo.

Vale muito a pena que cada um traga para a relação conteúdos relacionados ao seu fetiche, como uma forma de iniciar uma conversa descontraída, para se educarem para os desejos do outro (seja através de vídeos, textos ou filmes). Ou seja, entender primeiro na teoria e depois, se ambos quiserem experimentar, na prática.

Todos os fetiches saudáveis podem ser comentados com parceiro, com a ideia de entender se ele curte aquilo também. Por exemplo, um homem casado que tenha vontade de ter mais uma parceira ou parceiro durante o sexo deve começar perguntando o que a(o) parceira(o) acha sobre o assunto. "Falar de um filme que viu e questionar qual a opinião do parceiro é o melhor jeito de preparar o terreno", afirma Danilo.

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O sexólogo lembra ainda que, durante a conversa, conforme o papo ficar mais apimentado, é possível incluir alguma brincadeira do tipo: "conte-me um fetiche seu e eu conto um meu". E, então, deixar o assunto rolar.

Fetiche ou parafilia?

De maneira geral, todos nós somos um pouco fetichistas. "Nos sentimos atraídos por determinados estilos de roupas, sapatos, acessórios ou alguma característica do físico, como pés, mãos, cicatriz e tudo bem", aponta a sexóloga Livia Leite. Porém, em certos casos, o fetiche se torna tão extremo que se caracteriza como uma parafilia, uma patologia de natureza sexual.

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O que é parafilia

Quando o fetiche passa a ser a única possibilidade da pessoa ter satisfação sexual ou orgasmos, caracteriza-se como uma parafilia, ou seja, um transtorno de preferência sexual. "É uma linha tênue entre um e outro," afirma Danilo, sexólogo e especialista em urologia.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para a prática sexual ser saudável, ela deve preservar o bem-estar biopsicossocial do ser humano. Ou seja, os comportamentos sexuais fetichistas de qualquer tipo só devem ser considerados patológicos quando afetam negativamente a vida do indivíduo e daqueles que se relacionam com ele.

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O sadismo (satisfação em causar dor no outro), por exemplo, só é considerado uma doença quando a pessoa se excita sexualmente com violência não-consensual ou fantasiada, colocando a própria vida e a dos outros em risco. O importante é sempre saber o que cada pessoa quer, quem está no controle e, principalmente, se há consenso nas práticas.

Tipos de fetiche

Fetiches podem ser tanto voltados a práticas quanto a partes específicas do corpo ou objetos. Sobre esse último grupo, a sexóloga Livia apresenta alguns dos mais comuns:

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Entre as fantasias sexuais que envolvem o corpo ou um comportamento específico, as variações são quase incontáveis, capazes de surgir nas mais diferentes formas. Confira uma lista dos casos mais comuns desses fetiches:

Podolatria

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A podolatria consiste na adoração e atração por pés. O indivíduo que tem esse fetiche costuma responder eroticamente aos pés da mesma forma que ocorre com nádegas ou seios, para alguns.

O uso dessa parte do corpo para estimular a genitália costuma ser extremamente prazeroso para quem tem esse fetiche, mas nem todo mundo é receptivo à ideia de ter seus pés como alvo de desejo. Por isso, falar sobre o assunto de forma tranquila e leve é essencial para entender até onde o seu parceiro ou parceira se sente confortável para explorar a ideia.

BDSM

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Algumas pessoas gostam de dominar, prendendo o(a) parcerio(a) com algemas, usando vendas nos olhos e provocando seus sentidos. Já outros preferem ser dominados. Nesta prática, a dor também circula entre o prazer (com tapas, chicotadas suaves, puxadas no cabelo, uso de cera de vela derretida, entre outros).

Esses fetiches se relacionam com as práticas de BDSM (bondage e disciplina, dominação e submissão, sadomasoquismo). Existem, ainda, pessoas que gostam de receber punições durante o sexo, ao modo dos serviços de uma dominatrix (profissional que castiga homens).

Nesta prática, é necessária muita confiança e não tem nada a ver com violência, estupro ou atentado ao pudor. Ao contrário, para se realizar este fetiche, são estabelecidas diversas regras (limites, palavras de segurança) para que ele seja prazeroso para todos.

Voyeur(ismo)

O voyeurismo é o nome dado ao fetiche no qual a pessoa se sente excitada apenas ao observar outras pessoas ou ao assistir outra praticando um ato de conotação sexual. Geralmente, isso é estabelecido com uma pessoa observando enquanto outras duas fazem sexo. O termo voyeur significa "aquele que vê", fazendo referência à origem do prazer de quem pratica.

No voyeurismo, é preciso que todas as partes envolvidas estejam conscientes da observação e se sintam confortáveis. Quando essa prática transgride a privacidade e os limites de alguém, pode ser considerado patológico por quem pratica (transtorno de voyeurismo).

Exibicionismo

"O exibicionismo está no outro lado do voyeurismo," evidencia o sexólogo Danilo. Assim, esse fetiche consiste no desejo de ser observado e assistido durante uma performance, normalmente de conotação sexual.

Durante a prática saudável desse fetiche, costuma-se ter a presença tanto de um voyeur, que sente tesão ao apreciar de fora, quanto de um exibicionista, que sente prazer em ser visto. Dessa forma, a excitação pode ficar ainda maior entre os indivíduos da relação.

Lugares públicos (agorafilia)

O fetiche pelo sexo em público ou locais inusitados é denominado agorafilia (desejo sexual por espaços públicos ou abertos ao público). A prática, por si só, transforma qualquer "rapidinha" em uma aventura, podendo proporcionar um prazer intenso.

Cinema, elevador, estacionamento, avião ou mesmo a rua costumam ser os ambientes favoritos para esse fetiche. A ideia do proibido e a sensação de serem descobertos excita homens e mulheres, mas exige sempre bom senso - afinal, há motivos para a existência de leis que barram esse comportamento.

O risco e o frio na barriga ao se fazer sexo em lugares públicos são bastante motivadores a quem tem essa fantasia. Para isso, transar dentro do carro ou até no banheiro da casa de amigos e parentes, quem sabe, permite que elas superem as repressões sexuais históricas, quebrando as regras e se divertindo muito.

Ménage à trois

Transar com duas pessoas ao mesmo tempo deixa muita gente excitada. Na maioria dos casos, há o desejo de ver sua parceira ou parceiro com outra pessoa e, de preferência, participar da festa também. Marcos Santos atenta para necessidade de uma conversa madura entre as pessoas envolvidas, já que "quando um não quer, três não brincam".

Mesmo não admitindo para seu parceiro(a), no geral, a pessoa que tem este fetiche possui desejos por algum amigo, parente ou vizinho. Por ser considerada uma prática sexual de nível avançado, é preciso ter a cabeça aberta e um relacionamento "total flex" para curtirem a experiência.

Referências

Ministério da Saúde.

Livia Leite, sexóloga especialista, Pós-Graduada em Terapia Sexual na Saúde e Educação.

Marcos Santos, psicólogo e Especialista em Sexualidade Humana da plataforma Sexo Sem Dúvida.

Danilo Galante, formado em medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) com especialização em Urologia pela UNESP.