Rigidez abdominal: tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Rigidez abdominal?

Rigidez abdominal é a dureza do abdômen devido ao endurecimento dos músculos do estômago, que acontece quando alguém toca a região. Esta é uma resposta involuntária para prevenir a dor que essa pressão causaria devido a um problema interno. Normalmente este sintoma é acompanhado de dor abdominal, que é causada por problemas nos órgãos na região do abdômen ou pelve.

Essa rigidez é diferente daquela causada pela presença dos gases ou de quando a pessoa conscientemente contrai os músculos da região. Este sintoma está relacionado a doenças bastante graves e preocupantes, logo, ao apresenta-lo o paciente deve procurar atendimento médico de emergência.

Causas

A localização da dor, que geralmente aparece em conjunto com a rigidez abdominal, é o principal indicador do problema. É importante que se descubra logo a doença que está causando esse sintoma, pois algumas podem ser bastante graves se não tratadas.

De acordo com a faixa etária, as doenças mais comuns que podem causar a rigidez abdominal são:

Em adultos

Adolescentes

Crianças

Bebês

Outra possível causa é o tétano acidental, que é uma doença infecciosa não contagiosa caracterizada por dores e rigidez no corpo, além de espasmos musculares.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Estar com rigidez abdominal é uma condição de emergência e o paciente deve procurar atendimento médico de emergência. Normalmente este não é um sintoma único e se aparecer juntamente com as seguintes situações pode significar que é algo grave:

A rigidez abdominal também pode surgir em conjunto com:

É importante, também, que o paciente não tome nenhum medicamento antes de procurar o atendimento de emergência, uma vez que eles podem mascarar os sintomas ou mudar o padrão deles, fazendo com que seja mais difícil para o médico identificar o problema.

Na consulta médica

Ao aparecimento da rigidez abdominal o paciente deve procurar o atendimento de emergência mais próximo. Contudo, é importante que ele já chegue ao local com algumas informações, tais como:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Qual a intensidade e foco da dor. Se ela é generalizada, focada num ponto, se “anda” pelas regiões do abdômen etc.
  • Histórico médico, incluindo outras condições que tenha e medicamentos, vitaminas ou suplementos que tome com regularidade
  • O horário da última refeição e o que comeu, para o caso de precisar fazer um procedimento cirúrgico
  • Se possível, leve um acompanhante

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • O que você estava fazendo quando a dor e a rigidez abdominal começaram?
  • Há algo que você faz que o sintoma melhora? E que piora?
  • Quanto tempo a dor dura ou ela está contínua?

Diagnóstico de Rigidez abdominal

Através do exame físico e da observação dos sintomas o médico provavelmente já desconfiará da causa da rigidez abdominal e dos demais sintomas. Para confirmar o diagnóstico ele pode solicitar os seguintes exames:

  • Exames de sangue
  • Testes de funcionamento da função hepática
  • Exame de urina
  • Exame de fezes
  • Raio-X abdominal
  • Ultrassonografia do abdômen
  • Tomografia computadorizada

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Rigidez abdominal

O tratamento dependerá da causa dos sintomas, mas enquanto aguarda os resultados, o médico provavelmente receitará algum medicamento para aliviar a dor e manterá o paciente hidratado através de um soro intravenoso.

Medicamentos para Rigidez abdominal

A rigidez muscular pode ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Os medicamentos mais comuns no tratamento de rigidez muscular são:

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Fontes e referências

  • Ministério da Saúde
  • Healthline
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