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Lei torna o uso da cadeirinha de segurança obrigatório em todo o país

Além de evitar a multa, veja outras seis vantagens que a instalação do acessório oferece

Dirigir com criança no carro é um sufoco. Elas não param quietas, resmungam, tiram a atenção do motorista, além de exercitarem ao máximo a curiosidade mexendo e remexendo nas peças do carro. A solução mais simples contra toda essa euforia, antes optativa, agora ganha ares de lei: a instalação da cadeirinha de segurança se torna obrigatória para crianças com até sete anos e meio, por determinação do Conselho Nacional de Trânsito nesta quarta-feira (1 de setembro). Os infratores levam uma multa, atualmente calculada em R$ 191,54, assim como os sete pontos na carteira, que corresponde a uma infração gravíssima.

A lei vem em boa hora, já que quem corre para lá e para cá com os pequenos a bordo já deveria usar essa proteção. No Brasil, mais de 2 mil crianças e adolescentes morrem, anualmente, em acidentes de carro. E mais 38 mil sofrem lesões irreversíveis em alguns casos.

Bebê cadeirinha- Foto GettyImage
Bebê cadeirinha- Foto GettyImage

Estimativas internacionais indicam que a cadeira infantil, quando instalada e usada adequadamente, reduz os riscos de morte em 71% e a necessidade de hospitalização em 69% dos casos. Esses números são muito importantes, já que o tratamento de fraturas em crianças é mais difícil, já que os ossos ainda não estão completamente desenvolvidos. Os dados são do Insurance Institute for Highway Safety, entidade americana que faz pesquisas voltadas à prevenção de acidentes de trânsito.

Estudos mostraram que quando a criança é levada no colo, o que muitas mães acham uma forma segura de transportá-la, o risco de morte não diminui, pois a energia em uma batida de carro a 50 km/h é tão grande, que é impossível manter a criança nos braços.

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Atualmente, três modelos do acessório estão disponíveis: bebê conforto (espécie de moisés, indicado para bebês com até treze quilos); a cadeira de segurança propriamente dita (acolchoada e com cinto de segurança especial) e os chamados boosters (apoios de banco, que deixam a criança na altura ideal para uso do cinto embutido no carro).

Mas se as estatísticas não são suficientes para convencer você a adotar o aparato, veja abaixo os seis motivos que Mario Monte Alto, especialista em segurança infantil, lista a favor da cadeirinha. Pense neles enquanto a multa não entra em vigor.

Criança cadeirinha- Foto Getty Image
Criança cadeirinha- Foto Getty Image

1. Conforto: os assentos dos carros não foram pensados para as crianças menores. As cadeirinhas contam com uma estrutura rígida e acolchoada, deixando a criança mais bem acomodada, além de segura.

2. Tranquilidade: pais de recém-nascidos nem sempre dispõem de companhia para olhar o bebê enquanto dirigem. O bebê-conforto acomoda com segurança crianças de até 13 quilos. Preso firmemente ao banco, ele impede impactos quando o carro é obrigado a atravessar obstáculos, como buracos ou lombadas, evitando choro.

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3. Proteção: as crianças acima de três anos são muito curiosas e, não raro, sapecas. Ficam só à espera de uma oportunidade para vasculharem no que estiver pela frente. A trava do cinto, com aquele botão vermelho, é um convite à traquinagem. Por isso, o cinto das cadeirinhas é adaptado: a trava exige uma pressão e força maior por parte de um adulto ou criança mais velha para soltá-la.

4. Atenção: com as crianças devidamente acomodadas, o motorista fica em paz para dirigir com a atenção que a situação exige. Não vai haver mãozinhas agitadas mostrando coisas ao papai ou à mamãe, muito menos brigas entre os irmãos pequenos.

5. Acordo de paz: o drama é comum entre crianças com pouca diferença de idade. Elas brigam à toa e não perdem uma oportunidade para fazer pirraça. Um adulto que esteja com atenção voltada a outra coisa é um sonho! Com duas cadeirinhas instaladas (número máximo num carro de passeio simples), as chances de confusão desaparecem.

6. Incidentes: além dos perigos do trânsito, o próprio carro pode render surpresas desagradáveis. O freio de mão é pontiagudo demais, o cinzeiro pode prender os dedinhos, sem esquecer as peças pequenas, uma atração à parte para as crianças, que podem querer levá-las à boca e se sufocar.

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