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Família na UTI: como apoiar pais de bebês prematuros

Companhia no dia a dia e ajuda em pequenas tarefas burocráticas são alguns dos gestos que fazem toda a diferença

Quando se pensa em planejamento do parto, o comum é as famílias idealizem um nascimento tranquilo e uma volta para casa com o bebê um ou dois dias depois da entrada na maternidade. Mas nem sempre é assim: alguns recém-nascidos, principalmente os prematuros, precisam passar um tempo na UTI neonatal para que seu desenvolvimento seja completado ou para que os médicos resolvam pequenas condições da saúde antes da alta hospitalar.

O nascimento antes de o bebê estar a termo, ou seja, com todos os órgãos completos e em pleno funcionamento, às 38 semanas de gravidez, pode ocorrer por diversos motivos, tanto relacionados à mãe quanto ao feto.

A pediatra Patrícia Rezende, do grupo Prontobaby, explica: "a prematuridade pode ser provocada por complicações do próprio feto, entre elas cardiopatias, malformações, síndromes e outras sem causa identificável, ou por problemas maternos, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, descolamento da placenta, encurtamento do colo do útero, estresse, má alimentação e tabagismo".

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A médica esclarece que nem sempre os bebês nascidos antes das 38 semanas e que precisam ser internados em UTIs neonatais estão doentes; algumas vezes, por terem vindo ao mundo antes dos pulmões e do aparelho digestivo estarem totalmente prontos, eles estão apenas crescendo e se tornando aptos para respirar, sugar e deglutir.

Mas é fato que a maioria das mães e dos pais que acompanham seus bebês na UTI neonatal precisam de ajuda para passar por essa fase, que pode durar meses até todos irem finalmente para casa. "Os dias são exaustivos. A mãe tira leite de três em três horas, tanto ela quanto o pai têm os horários de contato pele a pele e os boletins médicos para acompanhar. Voltam para casa, dormem, e na manhã seguinte começa tudo de novo ? isso quando não acabam passando a madrugada no hospital. A presença de uma rede de apoio é muito importante?, afirma Patricia Bader, psicóloga do Hospital São Luiz Itaim.

Mariana Bonsaver, psicóloga da Maternidade Pro Matre Paulista, acrescenta à rotina desgastante os fatores emocionais: "O medo, a ansiedade por ver o bebê bom o quanto antes e a frustração por não ter tido aquela saída 'dos sonhos' da maternidade tornam o dia a dia mais difícil. Isso torna fundamental haver pessoas cuidando também dessa mãe e desse pai".

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Mas é comum que a rede de apoio, bem como familiares e amigos que se dispõem a ajudar nem sempre saibam como fazer isso, porém é mais simples do que muitos imaginam. As psicólogas Patricia Bader e Mariana Bonsaver dão, a seguir, cinco dicas de apoios efetivos para mães e pais com bebês na UTI neonatal.

1 - Tente ser uma companhia para as ?folgas? da rotina da UTI neonatal

Embora haja muita coisa para fazer ao longo do dia na UTI neonatal, os adultos precisam de um tempo para se alimentar, tomar um café, espairecer um pouco. Ter companhia nesses momentos deixa tudo mais leve. Mas atenção: estar ao lado não significa manter todos os minutos ocupados por conversa. Se a mãe ou o pai quiserem ficar um pouco quietos, respeite e apenas esteja ali. A presença já faz a maior diferença.

2 - Ofereça-se para resolver pequenas burocracias para os pais

Pagar uma conta no banco, comprar materiais de limpeza e até mesmo comida para a casa, levar roupas para a lavanderia e depois buscá-las? atividades que consideramos banais podem ganhar um peso imenso quando precisam ser encaixadas na rotina da UTI neonatal, e dificilmente mães e pais pedem que alguém as façam. Tome a iniciativa e se ofereça para resolver essas pequenas burocracias cotidianas. Eles ficarão felizes.

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3 - Leve a mãe e/ou o pai para jantar fora

A rotina diária em hospitais costuma acabar quando os pais podem ir para casa para tomar um banho, jantar e dormir. Convide-os para jantar fora. Respirar novos ares, diferentes do hospitalar e do caseiro, fará um bem enorme para a saúde mental deles.

4 - Acolha os filhos mais velhos

Muitas famílias já têm filhos quando nasce o prematuro que precisa ficar na UTI neonatal, e essas crianças também precisam de atenção. Deixar e buscar na escola, levar às atividades extracurriculares e mesmo acompanhar em compromissos como festas de amiguinhos podem ser atitudes salvadoras para os pais.

5 - Dê atenção para a mulher que é a mãe

Além de cuidar de um bebê na UTI neonatal, essa mãe é uma mulher. Uma pessoa com interesses, gostos, ocupações, opiniões sobre assuntos variados que não sejam a rotina do bebê. Só que quase todo mundo esquece disso, o que pode deixá-la com um sentimento de isolamento e nulidade que pode até levá-la à depressão. Para evitar que isso aconteça, dê atenção a ela: pergunte sobre assuntos que saiba que a animam, lembre-a de que ela é uma pessoa extraordinária em vários aspectos além do materno.

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5 - Dê atenção para a mulher que é a mãe

Além de cuidar de um bebê na UTI neonatal, essa mãe é uma mulher. Uma pessoa com interesses, gostos, ocupações, opiniões sobre assuntos variados que não sejam a rotina do bebê. Só que quase todo mundo esquece disso, o que pode deixá-la com um sentimento de isolamento e nulidade que pode até levá-la à depressão. Para evitar que isso aconteça, dê atenção a ela: pergunte sobre assuntos que saiba que a animam, lembre-a de que ela é uma pessoa extraordinária em vários aspectos além do materno.

O que NÃO fazer quando estiver com mãe e pai de bebê na UTI neonatal

Saber ser participativo, útil e companheiro é muito importante, assim como ter noção de que determinadas coisas não devem ser feitas ou faladas com mães e pais de bebês que estão na UTI neonatal.

"Não peça detalhes de questões clínicas, não fique ?investigando? o que o bebê tem", orienta a psicóloga Mariana Bonsaver. E Patricia Bader complementa: "Também não é legal contar problemas de outros bebês prematuros que passaram por UTIs, comparar situações. Isso gera uma ansiedade desnecessária".

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Ajuda em casa, após a alta hospitalar

Antes de receber alta da UTI neonatal, a família é orientada pelos especialistas da maternidade em relação a todos os cuidados com o bebê, sejam eles práticos - mamadas, banho, troca de fraldas, que sabão usar para lavar as roupinhas - ou dicas clínicas, caso de manobras para evitar engasgos e refluxo, como identificar se ele está cansado, como lidar com os principais problemas que possam surgir.

Ajuda em casa, após a alta hospitalar

Antes de receber alta da UTI neonatal, a família é orientada pelos especialistas da maternidade em relação a todos os cuidados com o bebê, sejam eles práticos - mamadas, banho, troca de fraldas, que sabão usar para lavar as roupinhas - ou dicas clínicas, caso de manobras para evitar engasgos e refluxo, como identificar se ele está cansado, como lidar com os principais problemas que possam surgir.

Isso não faz com que os dias passem a ser um mar de rosas, mas ajudam. Os primeiros meses, como no caso dos bebês nascidos a termo e que foram para casa um ou dois dias depois do parto, também podem ser cansativos e demandar ajuda. Por isso, todos aqueles auxílios do tempo da UTI neonatal continuam valendo, com o adicional de levar uma comidinha pronta para a família de vez em quando e cuidar do pequeno para que a mãe possa dormir por um tempo à tarde. São pequenos gestos que serão úteis e lembrados para sempre.

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