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Não deixe a impotência te derrubar

Manter o pique durante as relações sexuais não é tão fácil como anos atrás? Ou o problema já é freqüente e apareceu antes da idade mais avançada? Resolver o problema, felizmente, é mais fácil do que falar sobre ele. De acordo com o professor de Urologia da Escola Paulista de Medicina, Joaquim Claro, a incapacidade de obter e manter uma ereção satisfatória se deve a dois tipos de fatores: os psicológicos e os orgânicos. Nos casos em que a causa da disfunção é psicológica, não é possível determinar em qual fase da vida é mais recorrente. "Um jovem de 20 anos, ansioso por sua primeira relação com a menina que sempre desejou, pode enfrentar o mesmo constrangimento que um homem de 45, preocupado com os afazeres profissionais", exemplifica Joaquim.

A conclusão é que, independente do motivo (preocupação exagerada com o desempenho, inexperiência, fatores de ansiedade ou baixa auto-estima), certos abalos de origem psicológica podem influenciar de maneira negativa na hora H. Isso porque eles mexem diretamente com um grande inimigo da ereção: a adrenalina. Em excesso, o hormônio inibe a atuação do óxido nítrico, responsável pelo relaxamento dos músculos, permitindo que os vasos do pênis se encham de sangue e tornem o órgão rígido. "Às vezes, o homem até consegue uma ereção estável, mas o prazer fica comprometido e ele acaba frustrado, temendo a próxima relação. Isso pode virar um ciclo vicioso", alerta o urologista. Entre os motivos orgânicos que mais comprometem a performance masculina, diabetes, hipertensão, cardiopatia e aumento do colesterol no sangue destacam-se. Todas essas doenças estão ligadas aos vasos sanguíneos e, por isso, influenciam na ereção - geralmente, prejudicada em homens com mais de 55 anos. No entanto, o especialista afirma que a tendência é que ocorram cada vez mais precocemente, caso a saúde não receba a atenção merecida. Diagnóstico
Uma simples conversa com o urologista já é capaz de detectar a causa da disfunção erétil. "Há casos em que os exames clínicos são dispensados, e um simples bate-papo com o paciente gera o diagnóstico", garante Joaquim. Os exames, quando necessários, baseiam-se em testes para verificar os níveis de hormônios, glicemia, colesterol, pressão arterial e o funcionamento do sistema cardiovascular - fatores que estão relacionados com a ereção. Tratamento
Apesar das causas da impotência sexual serem as mais diversas, os tratamentos pouco variam. Divididos em primeira, segunda e terceira linha, eles são aplicados tanto para causas psicológicas como orgânicas. A classificação é feita do método menos agressivo ao mais invasivo. Os medicamentos de primeira linha são os comprimidos orais, lançados no Brasil em 1998. Práticos e eficazes, eles resolvem de 70 a 80% dos casos em que são receitados. A diferença entre eles, normalmente, limita-se ao tempo de ação e seus efeitos colaterais (veja abaixo). Mas, atenção: nenhum desses remédios serve para turbinar o desempenho sexual - eles não prolongam, nem potencializam a ereção de homens que não sofrem de distúrbios desse gênero - engano comum entre adolescentes, principalmente. O tratamento de segunda linha é representado pelas auto-injeções no pênis. O medicamento deve ser aplicado pelo próprio paciente, imediatamente antes da relação, e demora cerca de 5 minutos para fazer efeito. Por se tratar de uma agulhada no pênis, alguns homens têm certa rejeição ao método, a despeito da eficácia garantida. Como tratamento de terceira linha, Joaquim cita as próteses penianas. "Esse tratamento atende às situações mais graves, mas não é impossível que seja tomado como primeira providência para pacientes que apresentem disfunções de causas orgânicas muito sérias", afirma. Quando proveniente de problemas orgânicos, a dificuldade de ereção precisa ser tratada durante toda a vida. "As causas psicológicas podem ser minimizadas e eliminadas com a descoberta do problema. Já os casos orgânicos requerem tratamento contínuo, não existindo cura", ressalta o professor de Urologia da Escola Paulista de Medicina. Ciális (Eli Lilly)
Princípio ativo: Tadalafila
Ação: inibe a enzima PDE-5, presente no pênis, facilitando a entrada do sangue nos corpos cavernosos e, conseqüentemente, a ereção e sua manutenção.
Início da ação: a partir de 30 minutos após a ingestão do comprimido
Duração do efeito: até 36 horas, agindo apenas mediante estímulo sexual
Efeitos colaterais: dor-de-cabeça, intolerância gástrica, congestão nasal, dor nas costas e rubor facial.
Contra-indicações: pacientes que tomam remédios à base de nitratos ou desaconselhados a praticar atividade sexual, assim como exercícios físicos. Levitra (Bayer e Glaxo)
Princípio ativo: Vardenafila
Ação: inibe a enzima PDE-5, presente no pênis, facilitando a entrada do sangue nos corpos cavernosos e, conseqüentemente, a ereção
Início da ação: a partir de 15 minutos após a ingestão do comprimido
Duração do efeito: até 8 horas, agindo apenas mediante estímulo sexual
Efeitos colaterais: cefaléia, rubor facial e rinite
Contra-indicações: pacientes que tomam remédios à base de nitratos ou desaconselhados a praticar atividade sexual, assim como exercícios físicos. Viagra (Pfizer)
Princípio ativo: Citrato de Sildenafila
Ação: inibe a enzima PDE-5, presente no pênis, facilitando a entrada do sangue nos corpos cavernosos e, consequentemente, a ereção e sua manutenção.
Início da ação: a partir de 30 minutos após a ingestão do conteúdo.
Duração do efeito: cerca de 6 horas, agindo apenas mediante estímulo sexual
Efeitos colaterais: rubor facial, dor-de-cabeça e congestão nasal
Contra-indicações: pacientes que tomam remédios à base de nitratos ou desaconselhados a praticar atividade sexual, assim como exercícios físicos.

Vivanza (Medley)
Princípio ativo: Vardenafila
Ação: inibe a enzima PDE-5, presente no pênis, facilitando a entrada do sangue nos corpos cavernosos e, conseqüentemente, a ereção
Início da ação: a partir de 30 minutos após a ingestão do comprimido
Duração do efeito: até 8 horas, agindo apenas mediante estímulo sexual
Efeitos colaterais: cefaléia, rubor facial e rinite
Contra-indicações: pacientes que tomam remédios à base de nitratos.