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Bactéria pode impedir transmissão de doenças pelo Aedes aegypti

Mosquitos com a bactéria Wolbachia não apresentam vírus da dengue, Zika e chikungunya na saliva

Há algum tempo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro se dedica a estudar formas de eliminar a dengue e agora o Zika vírus. Desde 2012 eles começaram uma pesquisa com a bactéria Wolbachia, naturalmente encontrada no meio ambiente. Quando usada para infectar o mosquito Aedes aegypti, ela é capaz de impedir que ele transmita doenças como a dengue, Zika vírus e febre chikungunya, já que eles se tornam indetectáveis na saliva do mosquito.

Depois de estudos em laboratório, a pesquisa está em fase de campo. Os especialistas injetaram as bactérias em ovos de Aedes e agora mosquitos infectados vêm sendo soltos por agentes da Fiocruz desde agosto de 2015 em dois bairros: Ilha do Governador na cidade do Rio de Janeiro e Jurujuba em Niterói.

Toda semana eles recolhem os mosquitos na região, para saber se a bactéria está se proliferando entre a população de Aedes aegypti nessas regiões. Até agora, mais de 80% dos mosquitos encontrados nesses bairros a apresentam.

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A bactéria é transmitida através da fêmea para os filhotes. Quando uma fêmea infectada pela Wolbachia se acasala com um macho não infectado, ela automaticamente passa a bactérias aos filhotes. Além disso, se uma fêmea sem a bactéria acasala com um macho infectado, seus ovos não viram mosquito.

Dessa forma, é possível ter uma solução sustentável para evitar a transmissão dessas doenças, sem desequilibrar os ecossistemas em que o Aedes aegypti está presente. A ideia agora é expandir esse projeto para outras regiões, mas isto ainda está sendo debatido com o Ministério da Saúde e os financiadores desse projeto.

Com informações do Jornal Nacional (Globo).

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