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Bisfenol A pode causar obesidade em meninas de 9 a 12 anos, diz estudo

O componente interfere alguns processos metabólicos, por isso pode causar o problema

Quem se lembra da polêmica do bisfenol A em mamadeiras e outras embalagens de plástico? Diversos são os males que ele pode causar em nosso organismo, como diabetes, infertilidade, doenças cardiovasculares e muitos outros. E agora, pesquisadores da Kaiser Permanente Division of Research, na Califórnia (Estados Unidos), adicionaram mais um item à lista, ao mostrar que meninas na pré-adolescência com altas quantidades do componente na urina têm o dobro de chances de serem obesas. O estudo foi publicado no dia 12 de junho no jornal online PLoS ONE.

Foram recrutados 1.326 estudantes do primário ao colegial. As urinas de todos eles foram coletadas com materiais livres de bisfenol A. Após separarem as amostras de acordo com o ano escolar das crianças, eles verificaram o IMC das crianças e coletaram outras informações que podem ser relacionada com a obesidade infantil, como atividade física realizada, hábitos alimentares, saúde mental e histórico familiar.

Ao cruzar os dados, eles perceberam que as meninas com mais de dois microgramas do componente a cada litro de urina tinham mais chances de estarem entre as crianças mais obesas. Quando os níveis aumentavam para 10 microgramas por litro, as chances subiam ainda mais. As crianças mais afetadas eram justamente as meninas com idade entre 9 e 12 anos, provavelmente devido ao começo da puberdade.

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Os cientistas acreditam que são múltiplos mecanismos que podem levar à obesidade, como um impacto negativo no metabolismo, levando à resistência a insulina e também à síndrome metabólica.

Crianças em risco

Um dos itens com mais bisfenol A é a mamadeira, e ela pode trazer diversos riscos ao bebê. Veja as consequências dessa substâncias e de outras que podem afetar a saúde dos pequenos.

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Poeira e sujeira em casa

Poeira e sujeira em casa - Foto: Getty Images
Poeira e sujeira em casa - Foto: Getty Images

A preocupação com a casa limpa deve ser redobrada quando há crianças por perto. "A exposição precoce à poeira pode deixar o pequeno muito sensível desde os seus primeiros dias de vida", explica a neonatologista Clery Gallaci, do Hospital e Maternidade Santa Joana. "Isso pode colaborar para o desenvolvimento de alergias quando ele estiver mais velho", conta. A inalação de substâncias presentes no pó acumulado na casa pode ainda desencadear infecções no sistema respiratório.

Produtos de limpeza

Produtos de limpeza - Foto: Getty Images
Produtos de limpeza - Foto: Getty Images

É consenso entre especialistas: qualquer produto de limpeza deve permanecer fora do alcance das crianças, tanto pelo risco de ingestão quanto pelo contato com a pele. "Os problemas podem variar desde alergias de pele a complicações digestivas, respiratórias e neurológicas", afirma a neonatologista Clery Gallaci.

Acidentes domésticos com água sanitária são os mais comuns, segundo o infectologista Marco Safadi, do Hospital São Luiz. "Caso a criança tenha engolido esse produto, deve ser levada imediatamente ao hospital, não induzir o vômito, nem beber água ou outro alimento. Essas ações podem irritar ainda mais os órgãos digestivos do filho", explica.

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Mamadeiras

Mamadeira - Foto: Getty Images
Mamadeira - Foto: Getty Images

Estudos indicam que o bisfenol A - presente em plásticos duros, como o da mamadeira - pode prejudicar o metabolismo, as funções neurológicas e a capacidade de reprodução. De acordo com o pediatra Luciano Borges, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, a medida da ANVISA de proibir esse componente é uma ótima oportunidade de livrar-se de vez das mamadeiras em casa. "O ideal é usar um copo de vidro específico, que permite ao bebê fazer o mesmo movimento que realiza quando mama no peito da mãe, ao contrário da mamadeira", assegura o profissional.

Potes de plástico

Potes de plástico - Foto: Getty Images
Potes de plástico - Foto: Getty Images

A endocrinologista Elaine Costa, que participa campanha "Diga não ao bisfenol A - a vida não tem plano B" e realiza estudos sobre essas substâncias tóxicas, acredita que a proibição da Anvisa ainda é insuficiente. "Há substâncias prejudiciais à saúde, como bisfenol e ftalatos, presentes em plásticos duros de potes que usamos para armazenar alimentos", conta.

Para evitar que esses componentes contaminem a comida, é preciso evitar qualquer deterioração do pote: não esquentá-lo no micro-ondas, não utilizá-lo para congelar alimentos e não usá-lo depois que estiver com riscos e trincas. "Todos esses costumes desestabilizam as ligações químicas do bisfenol e liberam a substância no alimento", justifica a endocrinologista.

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Tintas da reforma

Tinta - Foto: Getty Images
Tinta - Foto: Getty Images

Crianças devem ficar longe quando a casa estiver em reforma ou sendo pintada. "As tintas podem causar dores de cabeça e são tóxicas para os pulmões e a pele se forem inaladas", alerta o pediatra Luciano Borges. Existe ainda o risco - apesar de raro - de a criança ingerir uma quantidade muito grande de tinta, principalmente quando a pintura começa a descascar da parede. "Nesses casos, o ideal é fazer uma lavagem gástrica no pronto socorro", diz o profissional.

Fumo passivo

Fumo - Foto: Getty Images
Fumo - Foto: Getty Images

Pais fumantes têm grandes chances de prejudicar o crescimento saudável de seus filhos. Um estudo com mais de 55 mil crianças, publicado na Revista Pediatrics, indicou que fumar passivamente em casa aumenta 50% as chances de desenvolver problemas de comportamento e aprendizagem. Outra pesquisa, realizada pelo Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, mostrou que crianças expostas à fumaça têm maiores índices de doenças respiratórias causadas pelo fumo passivo, e essas doenças são a causa de um terço das faltas na escola.

Brinquedos <br>

Brinquedos - Foto: Getty Images
Brinquedos - Foto: Getty Images

"O mais importante é limpá-los sempre com água e pano úmido", recomenda a neonatologista Clery Gallaci. Pelo fato de crianças pequenas terem o costume de levar tudo à boca, é mais seguro optar por brinquedos que tenham selo de qualidade e sejam indicados para a idade do seu filho. "Evite produtos considerados piratas", alerta a profissional.

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Agrotóxicos

Agrotóxicos - Foto: Getty Images
Agrotóxicos - Foto: Getty Images

Um estudo da Academia Americana de Pediatria mostrou que o consumo de alimentos com um tipo de agrotóxico - chamado organofosforado - pode dobrar os riscos de déficit de atenção em crianças e adolescentes. Para os cientistas, isso acontece porque a substância compromete a produção de neurotransmissores responsáveis pela cognição e raciocínio lógico das crianças.

Por isso, é muito importante lavar bem os alimentos antes de comer e dar preferência às frutas, verduras e legumes que possuam selo de qualidade ou que sejam orgânicos - livres de substâncias químicas. Fique de olho: pimentão, morango, uva, cenoura, alface, tomate, mamão, laranja e abacaxi são os alimentos campeões em doses de agrotóxicos, segundo a Anvisa.