Filhos de pais autoritários têm maior propensão à obesidade, diz estudo

Pais rigorosos e pouco afetuosos aumentam chance da doença em 37% nos filhos

Cada pai tem seu próprio senso do que é melhor para a criação de seu filho. Mas um novo estudo, apresentado na reunião da American Heart Association, sugere que as crianças cujos pais são rigorosos e pouco receptivos emocionalmente têm mais chances de sofrer com obesidade, em comparação com as crianças cujos pais estabelecem limites, mas são afetuosos.

A equipe de pesquisa acompanhou um grupo de crianças 37.577 canadenses com até 11 anos de idade. A equipe identificou quatro estilos de paternidade, com base em teorias parentais anteriores:

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- Pais exigentes, mas sensíveis às emoções/questões da criança;

- Pais exigentes, mas pouco sensíveis;

- Pais permissivos, mas sensíveis às emoções/questões da criança;

- Pais permissivos, mas pouco sensíveis.

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Os pesquisadores compararam as crianças cujos pais eram afetuosos e tiveram discussões sobre comportamento para estabelecer limites saudáveis com as crianças cujos pais eram rigorosos, mas que não tiveram muito diálogo ou mostraram afeto. Eles cruzaram os estilos parentais com o índice de massa corporal (IMC) das crianças.

Os resultados mostraram que filhos entre 2 e 5 anos cujos pais eram autoritários e pouco afetuosos tinham uma chance 30% maior de terem obesidade, enquanto as crianças entre 6 e 11 anos apresentaram um risco 37% maior.

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Os autores afirmam que o estudo mostra um caminho a se considerar em termos de como os médicos e psicólogos poderiam ajudar os pais a mudar o seu estilo parental ou, para os novos pais, orientá-los a adotar um estilo que é melhor para a criança.

Proteja seu filho da obesidade infantil

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Manter as crianças dentro de uma dieta saudável dá trabalho, principalmente quando elas adoram ir ao supermercado e ficam com olhos gulosos para cima da sprateleiras de salgadinhos, doces e congelados. Segundo dados do Ministério da Saúde, uma em cada três crianças no Brasil está acima do peso, podendo chegar à obesidade (situação em que os quilos sobrando já são encarados como doença). "Educar o paladar das crianças é a melhor forma de evitar problemas com a balança na idade adulta", afirma a nutricionista Raquel Maranhão, da empresa BeSlim. Ela e outros especialistas listam uma série de guloseimas campeãs de popularidade entre a turma infantil, mas que devem ser consumidas com muita moderação:

Alimentos congelados

família comprando congelados no mercado - Foto: Getty Images
família comprando congelados no mercado - Foto: Getty Images

Hambúrgueres, empanados de frango, lasanhas e outras refeições prontas podem levar a obesidade, hipertensão e aumento do risco de doenças cardiovasculares. Segundo a nutricionista Raquel Maranhão, da empresa BeSlim, esse tipo de alimento possui um alto teor de gordura, sódio e conservantes. "O ideal é consumi-los, no máximo, uma vez por semana e prepara-los grelhados ou assados ao forno, evitando a adição de óleos e molhos gordurosos", diz. A frequência com que esses alimentos devem ser consumidos é de uma a duas vezes ao mês.

Salsicha

salsicha com salada e batata frita - Foto: Getty Images
salsicha com salada e batata frita - Foto: Getty Images

Paixão da maioria das crianças, as salsichas são comumente consumidas em lanches, acompanhadas de condimentos, purê de batatas, queijos amarelos e pão branco. Essa combinação acaba acrescentando muitas gorduras à refeição. "A melhor forma de consumir a salsicha é em uma refeição padrão, com arroz, feijão e legumes", conta Raquel Maranhão. Outro problema das salsichas é que elas são preparadas com restos de carnes de animais, incluindo partes altamente gordurosas, fora os conservantes e produtos utilizados para realçar o sabor.

A nutricionista explica que o melhor é evitar a adição de sal, molhos, óleos e demais gorduras à preparação. "Além de cozidas em água, as salsichas também podem ser feitas na forma grelhada ou cozida ao forno", completa. Outra dica é optar pela salsicha de frango, mais saudável que a versão com carne vermelha. O consumo deve ser feito no máximo de 15 em 15 dias.

Fast Food

hambúrguer com batata frita - Foto: Getty Images
hambúrguer com batata frita - Foto: Getty Images

Esse é outro vilão famoso amado pela maioria das crianças. Rico em sal, gordura e conservantes, os fast foods devem ser evitados e no seu lugar consumidos os lanches naturais. A nutricionista Paula Castilho, da Sabor Integral Consultoria em Nutrição, afirma que o fast food pode ser consumido uma vez por mês no máximo. "Ao escolher o lanche, é importante dar preferência aos sucos, hambúrgueres de frango ou peixe e lanches que contenham saladas, além de evitar molhos, batata frita e não adicionar catchup ou mostarda à refeição".

Frituras

frango e batata fritos - Foto: Getty Images
frango e batata fritos - Foto: Getty Images

"Para que o alimento seja frito, é utilizada uma grande quantidade de óleo e isso prejudica a saúde do coração, além de acrescentar muitas calorias ao prato", afirma Raquel Maranhão. Segundo a nutricionista, as preparações empanadas são ainda mais prejudiciais e calóricas, pois levam farinhas em sua preparação. "O ideal é sempre optar por preparações grelhadas, cozidas ou assadas, que são muito saborosas e bem recebidas pelas crianças."

Guloseimas

doces - Foto: Getty Images
doces - Foto: Getty Images

Balas, chocolates e outros doces, geralmente, são bombas de açúcar, que não só podem levar ao ganho de peso como ao aparecimento de cáries. A nutricionista Paula Castilho dá a dica: "Podemos optar por balas de goma sem açúcar, gelatinas, frutas mais doces como a banana ou outras frutas com adição de mel". Se você não quer eliminar as guloseimas do cardápio dos seus filhos, restrinja o consumo a porções de 30 gramas, três vezes por semana.

Salgadinhos industrializados

batata chips - Foto: Getty Images
batata chips - Foto: Getty Images

Que criança não gosta de comer um pacote de salgadinhos entre as refeições ou durante um passeio com a família? Se o seu filho é amante desses produtos, prefira as versões assadas ou de soja, que têm menos gorduras (a embalagem informa a forma de preparo). "Algumas marcas já vendem salgadinhos sem conservantes e até mesmo integrais, duas ótimas opções", afirma Paula Castilho. Entretanto, o consumo de salgadinhos também deve se limitar a duas vezes por mês no máximo.

Bolinhos e bolachas recheadas

bolachas recheadas - Foto: Getty Images
bolachas recheadas - Foto: Getty Images

De acordo com as nutricionistas, esses alimentos são ricos em gordura trans e colesterol, tornando-se uma ameaça à saúde do seu filho se consumidos em excesso. "Da mesma forma que os salgadinhos, a frequência de consumo é de uma ou duas vezes ao mês e em pequenas quantidades, como uma unidade de bolinho ou três unidades de bolacha", afirma Raquel Maranhão. Nestes casos, ela afirma que a melhor opção são os biscoitos de aveia, mais saudáveis e apetitosos.

Lanches da escola

criança comendo um croissant - Foto: Getty Images
criança comendo um croissant - Foto: Getty Images

Apesar de os lanches da cantina serem assados, eles oferecem recheios muito gordurosos, à base de queijos amarelos e calabresa. As nutricionistas afirmam que a melhor opção é sempre o lanche feito em casa, pois assim a quantidade e os ingredientes adicionados têm a procedência e a quantidade controlada, além da possibilidade de variar o cardápio e deixar a dieta da criança mais rica. "As melhores opções são lanches feitos com queijo branco e verduras", afirma Raquel Maranhão.