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Garanta gravidez e relações sexuais saudáveis com esses exames

Veja quais doenças podem prejudicar o feto ou afetar o desempenho sexual

Quando um casal decide iniciar as relações sexuais ou pretende ter filhos, o máximo de cuidado com a saúde é fundamental. Os parceiros precisam evitar hábitos que prejudiquem a fertilidade - no caso do desejo de uma gravidez -, como tabagismo, alcoolismo, drogas, estresse e poluição excessiva. A adoção de novos hábitos também é necessária, como cultivar bons hábitos alimentares, praticar exercícios e controlar o IMC, tudo sempre com acompanhamento médico.

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Também há uma série de exames que devem ser feitos para garantir que nenhum dos companheiros tenha alguma DST ou qualquer doença que possa prejudicar a maternidade. Saiba quais são eles:

Casal - Foto Getty Images
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Saúde em dose dupla!

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Se o objetivo é ter filhos ou mesmo garantir que a saúde do casal esteja em dia, exames básicos devem ser feitos por ambos a fim de que as relações sexuais sejam livres de doenças e um futuro bebê nasça saudável. Segundo o ginecologista Edílson Ogeda, do Hospital Samaritano, exames gerais, como hemograma, níveis de colesterol e triglicérides, avaliação dos hormônios da tireoide, investigação para diabetes e exames mais específicos para idade avançada, como cardiológicos, também devem ser feitos para garantia do bem-estar. Confira os mais importantes:

1. VDRL: é o mais sensível para triagem da sífilis. De acordo com o especialista em Ginecologia e Medicina Reprodutiva Wagner Busato, caso esse exame dê positivo, é preciso que haja a confirmação com os exames de TPHA e FTA-ABS, que são mais específicos.

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casal - Foto Getty Images
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2. Grupo sanguíneo ABO e fator Rh: esse exame deve ser feito para verificar uma incompatibilidade dos sistemas ABO e do fator RH no recém nascido, que herdará as características dos pais. "Caso a futura mãe seja Rh negativo e o futuro pai seja Rh positivo, durante o Pré-Natal a gestante deverá ser imunizada com uma vacina anti Rh", diz o especialista. Dessa forma, é evitada qualquer incompatibilidade de fator entre o bebê e a mãe, salvando-os de complicações.

3. Hepatite B e C: a transmissão do vírus da hepatite B para o bebê pode ocorrer se um dos progenitores tiver uma carga viral - por mais mínima que seja - no esperma, no sangue ou na secreção vaginal. "Atualmente, os recém-nascidos já são vacinados na maternidade, porém nem todos os adultos receberam a vacina contra o vírus HBV".

Por isso, é importante que ambos os progenitores tomem a vacina antes de tentar ter filhos, para evitar a doença durante a gestação. No caso do futuro pai ou mãe já ser portador do vírus, é necessário tratamento através de técnicas de reprodução assistida, que isolam o vírus e evitam a contaminação de embriões.

Ainda não há vacina contra o vírus da Hepatite C, mas essa doença não é transmissível por relações sexuais. Caso um dos cônjuges seja portador, ele deve ser tratado para evitar altas cargas virais na gestação, salvando o bebê de uma possível transmissão.

casal - Foto Getty Images
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4. HIV: embora a doença não afete com frequência indivíduos fora dos fatores de risco (transfusão de sangue, múltiplos parceiros sexuais, uso de drogas injetáveis, etc), o teste deve ser realizado.

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De acordo com Wagner, caso seja confirmada a doença, o indivíduo deve submeter-se a controle e tratamento antes de tentar a gestação. Quando um dos cônjuges ou ambos são infectados, são feitas técnicas de reprodução assistida e tratamentos durante o pré-natal para evitar o contágio do feto.

"A mulher que faz o diagnóstico de HIV na gestação pode tomar medicamentos retrovirais, reduzindo a transmissão de 25% para 8%", diz o ginecologista Edílson.

5. Parasitológico: embora não seja tão essencial, o exame de fezes é recomendado para fazer uma triagem de doenças parasitológicas que o casal pode ter contraído, evitando riscos de transmitir esses problemas ao bebê ou de gerar complicações na gestação. "O exame é facultativo e pode ser precedido em indivíduos saudáveis", diz Wagner.

gravidez - Foto Getty Images
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Bateria de exames para a mulher

Quando o assunto é sexo e filhos, a mulher precisa tomar uma série de cuidados extremamente necessários. Manter a saúde em dia e cuidar para que o bebê não corra nenhum risco durante a gravidez é mais do que fundamental. Por isso, é importante passar por essa bateria de exames a seguir, que ajudam a garantir mais segurança nas relações sexuais e na gestação.

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1. Rubéola, toxoplasmose, citomegalovirus: essas doenças são detectadas por meio de exame de sangue. Caso a futura mãe que tenha um desses problemas não receba o tratamento adequado, o feto pode sofrer anomalias. "No caso da rubéola, há vacinas que já estão disponíveis para as meninas em fase escolar", afirma Wagner.

2. Citologia Vaginal ou Papanicolau: é o exame para identificação do vírus HPV. Esse exame é de fundamental importância, pois a doença pode evoluir para um câncer genital, tanto no homem quanto na mulher, além da possibilidade de contaminar o feto. Já existem vacinas desenvolvidas para prevenção do HPV para uso nas mulheres e nos homens.

casal - Foto Getty Images
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3. Colposcopia: de acordo com Edílson, a colposcopia é um exame complementar da citologia vaginal, em que o médico examina com aparelhos de lentes de aumento os órgãos genitais femininos, procurando lesões sugestivas de HPV e câncer de colo uterino. Segundo os especialistas, esse exame deve ser realizado anualmente - ou em intervalos menores em casos específicos - em todas as mulheres que iniciaram a vida sexual.

4. Ultrassonografia Pélvica ou transvaginal: é um exame de rotina para qualquer mulher que iniciou a vida sexual, por ser muito sensível na avaliação genital interna da mulher. Portanto, além de ser recomendado para aquelas que desejam engravidar, também devem ser feitos periodicamente por mulheres sexualmente ativas.

5. Dosagens hormonais: esse exame é recomendado para mulheres que têm mais de 35 anos e desejam engravidar ou mulheres com irregularidades menstruais. O objetivo é verificar se os óvulos e ovários estão saudáveis e cumprindo as suas funções adequadamente.

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Espermograma e peniscopia para garantir a saúde masculina

Para o homem, os exames específicos são mais simples. "O espermograma, ou análise do sêmen, é a forma mais rápida e objetiva de avaliar o potencial reprodutivo masculino", afirma Wagner. Ele deve ser feito mesmo em homens com função erétil e ejaculatória normais e é indicado, inclusive, para quem já teve filhos.

De acordo com os especialistas, o ideal é que o homem seja orientado adequadamente para a coleta do esperma e que a interpretação do resultado do espermograma seja feita com auxílio médico.

O exame de peniscopia é equivalente à colposcopia para a pesquisa do HPV e é indicado quando os exames da parceira estão alterados ou em casos de promiscuidade sexual, mesmo se o homem não apresentar sintomas.