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Mãe solo: como se preparar para ter um filho

A decisão exige cautela e responsabilidade, por isso é essencial contar com uma rede de apoio

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Ter uma gestação sem a presença de um companheiro amoroso é possível, claro. Porém, alguns detalhes devem ser pensados antes da tomada de decisão, isso porque é muito provável que essa mulher precise de uma rede de apoio para ajudá-la.

Para Patrícia Bader, psicóloga do Hospital São Luiz Itaim, em São Paulo, é essencial que essa futura mãe saiba com quem poderá contar. "A criança precisa ter um adulto que se responsabilize por ela e na ausência da mãe solo, neste caso, é preciso ter definido quais são esses laços que irão contribuir para o cuidado que o menor exige", alerta.

Portanto, a ideia de que ter um filho sozinha independe da ajuda de outros tem de ser bem avaliada. Para Acácia Lima, fundadora da ONG Somos Mães, uma maternidade com a participação paterna já é difícil, sem o apoio do cônjuge pode ser ainda mais. Além disso, estar consciente e certa sobre a própria decisão é outra questão importante, pois assumir toda essa responsabilidade pode ter um peso maior.

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Mesmo a maternidade sendo um grande sonho, o planejamento para esse momento acaba sendo imprescindível. "Uma criança muda completamente a rotina de horários e responsabilidades, além da parte financeira e social que também mudam de forma significativa", comenta Lia Clerot, psicóloga com especialização em Terapia Familiar Sistêmica.

Neste caso, vale até fazer alguma reserva para arcar com todas as despesas que uma criança demanda, sem se endividar. "O ideal é colocar na ponta do lápis antes de engravidar e ajustar o fluxo de despesas e economias, incluindo consultas médicas, vacinas e todas as outras necessidades básicas desse bebê", lembra Acácia.

Mesmo com o planejamento, a maternidade é uma caixinha de surpresas, por isso pode trazer alguns desafios. "É preciso se autoconhecer para que a opinião do outro não tenha o peso de frustrar a decisão de realizar um sonho", diz Lia. Ainda nos dias atuais é possível se deparar com preconceito diante de tal decisão, e alguns comentários podem ferir como 'isso é loucura' ou 'é difícil com pai, imagine sem', sendo, portanto, necessário blindar-se emocionalmente contra este tipo de crítica.

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Também é importante avaliar como irá abordar a questão em longo tempo com o próprio filho, pois em algum momento o questionamento 'quem é meu pai?' deve surgir. De acordo com Patrícia, essa história deve ser contada no tempo certo, obedecendo à maturidade da própria criança. "Procure sempre se aproximar da verdade para ir acrescentando informações, sem precisar desmentir algo", sugere.

Para as especialistas, é possível constituir uma família bem estruturada - até emocionalmente - a partir dessa decisão desde que haja uma relação de afeto, respeito e diálogo. E se a mulher decidiu ter um filho solo, ela tem sim como dar a ele um lar digno e repleto de amor.