Plano de parto: o que é e como preparar?

Ele deve estar pronto até 36º semana de gestação, após ser discutido entre o casal e o médico

O plano de parto é o registro em papel de todo cuidado que a gestante gostaria de ter durante a sua internação, podendo lhe garantir melhor qualidade na assistência do parto e uma experiência mais satisfatória para esse momento tão especial.

"Este documento traz a manifestação dos desejos e insatisfações do casal grávido frente às situações que podem ocorrer durante a assistência ao trabalho de parto e parto dessa gestante", detalha Paloma Laveglia, ginecologista e obstetra membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

É importante providenciar esse documento porque durante a sua elaboração são discutidas as opções que a paciente tem frente a maioria das situações que envolvem o trabalho de parto e o parto, esclarecendo dúvidas e deixando a gestante mais segura.

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Para Karena de Souza Castro Silva, Coordenadora de Enfermagem Obstétrica do Hospital Amparo Maternal, esse registro é um direito para a mulher receber a assistência que deseja. "Porém, é ideal que o obstetra participe dessa construção, pois nesse processo ele já consegue alinhar todos os detalhes que envolvem o nascimento do bebê", diz Karena.

Caso essa participação do obstetra não seja viável, é importante que a mulher busque a informação correta sobre o processo do nascimento para que seu plano seja factível e seguro para ela e o bebê. A médica Paloma Laveglia, ginecologista e obstetra, orienta que o plano de parto, precisa ser realizado até completar 36 semanas de gestação, após ser amplamente discutido pelo casal e o médico.

Uma boa pesquisa pode ajudar a elaborar esse documento, portanto, é essencial buscar os prós e contras dos dois tipos de parto. "Essa pesquisa deve incluir ainda informações sobre indicações absolutas de parto cesárea, cuidados de alívio não farmacológico da dor, papel do acompanhante no momento do trabalho de parto, amamentação na primeira hora, uso seguro da ocitocina, cuidados com o recém-nascido", enumera Karena.

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Também é imprescindível analisar e documentar se há alguma situação de risco nessa gestação, pois isso pode acabar definindo o tipo de parto (parto normal ou cesariana).

A obstetra sugere que é importante pontuar os principais itens que a gestante gostaria muito que fossem seguidos da sua maneira e levar isso para ser validado com o profissional de saúde que a acompanha.

"Essa paciente deve pesquisar ainda seu direitos durante a assistência ao trabalho de parto, como acompanhantes, escolha do ambiente e posição durante as contrações, definição de trabalho de parto ativo, momento ideal de internação em uma maternidade", acrescenta a médica. Outra questão relevante para constar nesse documento refere-se ao bebê como, por exemplo, sobre riscos neonatais, assistência ao recém-nascido na sala de parto, contato pele a pele entre mãe e bebê e até complicações associadas ao trabalho de parto e parto.

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Os principais tópicos abordados no plano de parto são: