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Fumar na gravidez diminui níveis de colesterol bom nas crianças

Cigarro pode aumentar em até 15% as chances de a criança ter doenças cardíacas

Pesquisadores da University of Sydney, na Australia, descobriram outro malefício do cigarro em grávidas. O estudo, publicado no European Heart Journal, mostrou que mães que fumam durante a gravidez estão causando mudanças no desenvolvimento de seus bebês, que os leva a ter níveis mais baixos de HDL, o colesterol conhecido por proteger contra doenças cardíacas na vida adulta.

Os estudiosos analisaram os efeitos do cigarro durante a gravidez na espessura das paredes arteriais e nos níveis de lipoproteínas em 405 crianças saudáveis de oito anos, nascidas entre 1997 e 1999. Antes de nascerem, essas crianças estiveram envolvidas em outro estudo sobre asma e doenças alérgicas, permitindo que os pesquisadores usassem dados anteriores ao seu nascimento.

Entre as informações colhidas, estão os hábitos de fumo das mães antes e após a gravidez, a exposição das crianças ao fumo passivo, e as medições de altura, peso, circunferência da cintura e pressão arterial. Foram usados exames de ultrassom para medir a espessura da parede arterial e, em 328 crianças que concordaram, amostras de sangue foram colhidas para medir níveis de lipoproteínas.

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Embora não tenham ocorrido mudanças na espessura das paredes arteriais das crianças, foi descoberto que os níveis de HDL variaram muito entre filhos de mães fumantes ou não, mesmo depois do ajuste de uma série de fatores que poderiam influenciar, como a exposição da criança ao cigarro após o nascimento, duração do aleitamento materno, sedentarismo e índice de massa corporal.

Os pesquisadores acreditam que os níveis baixos de colesterol HDL nesta idade sugerem sério impacto sobre a saúde na vida adulta, visto que, provavelmente, as crianças continuarão com níveis baixos quando mais velhas. Estudos mostram que, para cada acréscimo de 0.025mmol/L nos níveis de HDL, há uma redução de 2% a 3% no risco de doença cardíaca. Assim, os resultados indicam que a diferença de 0.15mmol/L entre filhos de mães fumantes contra de mães não-fumantes pode resultar em um risco aproximado de 10 a 15% maior de doença coronariana em filhos de mães que fumam.

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Bebês expostos a fumaça do cigarro correm risco de morte súbita

Muitas pessoas desconhecem que conviver com um fumante acaba sendo até mais nocivo para a saúde. O pneumologista e presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) Sergio Ricardo Santos esclarece que não importa quem acendeu o cigarro, o que interessa é quem inalou a fumaça. Normalmente, bebês que convivem diretamente com fumantes ten maiores chances de morrer sem nenhuma causa aparente, a chamada Síndrome da Morte Súbita Infantil. Sem esquecer que estão mais propensos a sofrer com doenças pulmonares, já que o órgão ainda não está totalmente formado, alerta o presidente da SPPT José Eduardo Defini Cançado.

Segundo especialistas, o ar da residência de um fumante usual contém três vezes mais nicotina, monóxido de carbono, e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do usuário após passar pelo filtro do cigarro. As irritações mais frequentes, incluindo os fumantes passivos, são: tosse, irritação nos olhos, cefaléia, manifestações nasais, aumento de problemas alérgicos (principalmente nas vias respiratórias) e o aumento de problemas cardíacos.

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