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Bisfenol A pode afetar comportamento de meninas

Gestantes que são expostas à substância do plástico têm filhas mais ansiosas

A exposição à substância química bisfenol A durante a gravidez pode afetar negativamente o comportamento de meninas aos três anos, afirma um estudo feito na Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos. O composto é usado na fabricação do interior de algumas garrafas de plástico e alimentos enlatados, e já foi recentemente acusado de fazer mal para bebês que usam mamadeiras feitas com o material.

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Para chegar aos resultados, os pesquisadores mediram o BPA na urina de 244 gestantes que viviam em Ohio, nos EUA. A análise foi feita duas vezes - uma durante a gravidez e outra após o parto. Após três anos do nascimento das crianças, as mães avaliaram seus filhos por meio de questionários comportamentais padrão.

De acordo com o estudo, meninas em idade pré-escolar cujas mães tiveram níveis altos de bisfenol A na urina durante a gravidez apresentam altos níveis de ansiedade e hiperatividade do que outras crianças. Quanto maiores eram os níveis de BPA das mães, menores os resultados das garotas nos testes de comportamento.

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Os pesquisadores avaliaram outras possíveis influências sobre o comportamento das crianças, incluindo a renda familiar, nível de educação e se as mães eram casadas, e ainda assim constataram a ligação entre o BPA e o comportamento de meninas. No entanto, fatores importantes como hábitos alimentares das gestantes não foram considerados - já que mães com níveis mais elevados do BPA tenderiam a comer mais alimentos enlatados e menos saudáveis, o que pode ter afetado o desenvolvimento do cérebro do feto.

Os meninos, por outro lado, não foram afetados pelo BPA. Os resultados não são conclusivos, já que outros fatores podem explicar os dados finais, mas devem levar a mais investigações.

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Fertilidade é prejudicada por Bisfenol A

Em um dos primeiros estudos do tipo com humanos, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriram que as concentrações urinárias do controverso composto químico bisfenol A, ou BPA, encontrado em muitos artigos domésticos de plástico, pode estar relacionada à diminuição da qualidade do esperma e concentração de espermatozoides - o que contribui para a infertilidade.

Os pesquisadores recrutaram 190 homens em uma clínica de fertilidade. Todos deram amostras de urina e amostras de esperma no mesmo dia. Posteriormente, 78 deles deram uma ou duas amostras de urina no intervalo de um mês. Os pesquisadores detectaram BPA em 89% dessas amostras de urina. Então, mediram a concentração espermática, motilidade espermática e dano ao DNA da célula de esperma.

"A concentração espermática na comparação entre os homens com maiores e menores níveis de BPA foi, em média, 23% mais baixa nos homens com maior nível de BPA", disse John Meeker, professor assistente de ciências da saúde ambiental. Os resultados também sugerem um aumento de 10% nos danos do DNA do esperma desses homens.

Entretanto, os cientistas são rápidos em apontar que estes resultados são preliminares e que mais estudos são necessários. Vários estudos têm observado os efeitos adversos do BPA no sêmen em roedores, mas nenhum deles relatou relações semelhantes em seres humanos. O BPA é uma substância química comum, que levanta muitas controvérsias sobre sua segurança.

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Os críticos dizem que o BPA imita hormônios do nosso organismo e pode levar a efeitos negativos para a saúde. A substância é frequentemente usada para fazer plásticos e resinas epóxi, utilizadas em embalagens de alimentos e latas de bebidas, e as pessoas são expostas principalmente através do contato com ele, embora outras vias sejam possíveis. Outra polêmica é a presença do BPA no bico de mamadeiras.

"Muitas das preocupações em relação ao BPA estão na sua exposição ainda no útero, ou no início da vida, mas nosso estudo sugere a substância também pode ser uma preocupação para os adultos", disse Meeker. Os resultados também sugerem que certos hormônios, como o FSH (hormônio folículo estimulante) e a Inibina B, são elevados ou reduzidos em relação ao BPA, respectivamente, o que leva à baixa produção de espermatozoides e seu desenvolvimento.

Outro estudo recente mostra que mulheres com síndrome dos ovários policísticos, o desequilíbrio hormonal mais comum em mulheres em idade reprodutiva, podem ser mais vulneráveis à exposição ao produto químico bisfenol A (BPA), de acordo com um novo estudo.